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- Concerto da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz celebrou a amizade entre Brasil e Azerbaijão | Theatro da Paz
< Volte Concerto da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz celebrou a amizade entre Brasil e Azerbaijão Apresentação musical na noite da última quinta-feira (26) promoveu o intercâmbio cultural entre paraenses e músicos do país localizado no Cáucaso 27 de out. de 2023 Apresentação musical na noite da última quinta-feira (26) promoveu o intercâmbio cultural entre paraenses e músicos do país localizado no Cáucaso A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP), apresentou no palco do Theatro da Paz, na noite desta quinta-feira (26), o “Concerto da Amizade Azerbaijão-Brasil”, sob a regência do maestro convidado Abuzar Manafzade e com a participação dos solistas Václav Pacl, Karen Danger-Manafzade, Nijat Masimov e Sultan Huseyn. A iniciativa é do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Theatro da Paz e Academia Paraense de Música (APM). Em uma breve cerimônia que aconteceu no palco, a secretária de Estado de Cultura (Secult), Ursula Vidal, deu as boas-vindas aos convidados e à plateia. “É uma enorme satisfação receber esse público maravilhoso e a nossa extraordinária orquestra nesta noite de encontro em que celebramos o intercâmbio cultural e a amizade entre o Brasil e o Azerbaijão por meio da música”, afirmou. O embaixador do Azerbaijão no Brasil, Rashad Novruz também esteve presente no concerto. “Estamos muito felizes com esta visita ao estado do Pará e à Amazônia, celebrando, por meio da música, a amizade entre nossos países e a oportunidade de apresentar um pouco da nossa rica cultura e da nossa história este povo tão caloroso”, declarou. Programa musical - A primeira peça que foi executada, o ‘concerto para piano nº1’, além de ser uma das obras mais famosas e significativas do compositor alemão Johannes Brahms, é uma obra-prima do repertório pianístico e uma das mais desafiadoras. Para executar o solo de piano dessa peça, a orquestra teve a participação de Václav Pákl, da República Tcheca, demonstrando todo seu virtuosismo ao piano. O concerto é composto por três movimentos, o primeiro, marcado como ‘Maestoso’, conta com uma introdução seguida por temas líricos e dramáticos. O segundo movimento, ‘Adagio’ é mais suave e introspectivo. O terceiro movimento, ‘Rondo: Allegro non troppo’, é enérgico, com passagens rápidas e brilhantes para o pianista. E a segunda parte foi especial para a OSTP, que executou composições típicas do Azerbaijão, sendo uma delas um concerto composto pelo maestro convidado Abuzar Manafzade, que demonstrou grande capacidade técnica em suas composições. Texto: Úrsula Pereira/Ascom Theatro da Paz Anterior Próximo
- 'Lucia di Lammermoor', de Gaetano Donizetti, é apresentada no XXII Festival de Ópera do Theatro da Paz | Theatro da Paz
< Volte 'Lucia di Lammermoor', de Gaetano Donizetti, é apresentada no XXII Festival de Ópera do Theatro da Paz Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 20 de set. de 2023 O centro da história da ópera 'Lucia di Lammermoor' é o romance impossível entre jovens de famílias rivais, mas o caminho é bem diferente de “Romeu e Julieta”. ‘Lucia di Lammermoor’, de Gaetano Donizetti (1797-1848) é baseada no romance ‘A Noiva de Lammermoor’, de sir Walter Scott (1771-1832), o foco principal é a loucura que toma conta da protagonista e, de certa forma, de todos ao seu redor. Este clássico, encenado desde 1835, é a última montagem operística que o XXII Festival de Ópera do Theatro da Paz apresenta ao público paraense nos dias 22, 24 e 26 de setembro, às 20h, no Da Paz, em três récitas. Com libreto de Salvatore Cammarano, ‘Lucia di Lammermoor’ se configura como uma obra do Bel Canto italiano, tipicamente romântica, movimento que imperou nas artes, inclusive na ópera, entre o final do século XVIII até meados do século XIX. Entre as principais características desse movimento, está a ênfase no caráter emocional e romântico de todas as matérias e aspectos da vida humana. Imbuída desse espírito, ‘Lucia di Lammermoor’ foi composta por Donizetti no estilo melodramático característico da ópera romântica italiana do início do século XIX. A história é ambientada na Escócia, no final do século XVII. A trama enfoca o turbulento romance entre Lucia Ashton e Edgardo di Ravenswood, único sobrevivente da família Ravenswood e inimigo mortal dos Ashtons. Trata-se de uma ópera trágica em três atos, que se inicia nos jardins do castelo de Ravenswood, antes pertencente a esta família, e agora usurpado pelos Ashtons. Lucia di Lammermoor tem uma das mais famosas cenas de loucura do mundo da ópera. Enganada pelo irmão, Enrico, Lucia acabou se casando com Arturo. Mas, a presença de Edgardo, seu verdadeiro amor, faz com que a jovem perceba o erro, mate o marido e enlouqueça de amor. À frente da regência, o maestro Miguel Campos Neto, que também assume a direção musical do espetáculo, acredita que “Lucia” é capaz de ganhar qualquer espectador (iniciado ou não) pelo coração. “Essa ópera é maravilhosa, com história muito passional e uma música encantadora e incrivelmente linda para solos, duetos, coros. Todo drama psicológico é ornamentado pela música” e continua. “É uma ópera muito importante para a nossa sociedade, assim como ela foi no século XIX. É a história de uma mulher forçada a se casar com um homem que ela não ama por causa de interesses da família, interesses pecuniários principalmente. E aí fica a pergunta, nós já superamos isso?”, questiona o Maestro. De acordo com o maestro Miguel Campos Neto, o pesquisador Guto Ó de Almeida, informou que na primeira fase da ópera em Belém do Pará ‘Lucia di Lammermor’ foi apresentada em doze temporadas, a partir de 1881. “Lucia di Lammermor é uma ópera que fez muito sucesso no Pará, foi muito aclamada pelo público paraense. E isso é muito bom, até porque eu tenho certeza de que vai acontecer mais uma vez, e vai conquistar o público. Ela não esteve na primeira temporada de Ópera do Teatro da Paz, que foi em 1880, mas na segunda ela já estava, em 1881”, e continuou. “Dessas doze temporadas, tem uma sequência de anos na qual ela foi apresentada todos os anos. Todo ano tinha Lucia di Lammermor, por seis anos seguidos em Belém. Então isso é aclamação popular”, finalizou o maestro. Em três récitas, o papel-título será cantado pela soprano Lyz Nardoto, que interpretará a personagem inspirada em Walter Scott (1771-1832). Ela fará uma jovem e nobre escocesa vitimada por uma intriga do irmão e que enlouquece de amor. É paraense o tenor Hélenes Lopes, radicado em Goiania (GO), interpretará Edgardo de Ravenswood, o inimigo da família pelo qual Lucia mantém uma paixão proibida e plenamente correspondida. O baixo alagoano Fellipe Oliveira, fará o papel do capelão Raimondo Bidebent. Já o barítono paraense Idaias Souto, será lorde Enrico Ashton, o irmão de Lucia (pronuncia-se "Lutchía", à italiana), que quer casá-la com lorde Arturo Bucklaw, interpretado pelo paraense Antônio Wilson. Para tanto, forja cartas que comprovariam a suposta infidelidade de Edgardo, de família inimiga por conta de desdobramentos de conflitos religiosos ocorridos no século 17. Fecham o elenco os brasileiros o tenor Alexsandro Brito, interpretando Normanno, e a mezzo-soprano Carolina Faria no papel de Alisa. Ficha Técnica Música: Gaetano Donizetti Libreto: Salvatore Cammarano Maestro: Miguel Campos Neto Maestro Assistente: Rafael Braga Direção de Cena: Bruno Berger Assistência de Direção: Jéssyca Meireles Figurino: Fernando Leite Assistência de Figurino: Ana Paula Araújo Mapa de Luz: Kuka Batista Cenografia: Carlo Alberto Dalarmelino Jr. Visagismo: Omar Júnior Regente do Coro: Vanildo Monteiro Pianista Correpetidor: Ana Maria Adade Legenda: Gilda Maia Direção de Palco: Claudio Bastos Contrarregra: Laura Rodrigues Elenco Lucia di Lammermoor: Lys Nardoto Edgardo: Hélenes Lopes Enrico: Idaías Souro Arturo: Antônio Wilson Raimondo: Fellipe Oliveira Normanno: Alexsandro Brito Alisa: Carolina Faria Valores dos ingressos: Plateia, varanda, frisas e camarotes de primeira ordem: R$70 • Inteira | R$35 • MeiaCamarotes de segunda ordem: R$50 • Inteira | R$25 • Meia Galeria: R$40 • Inteira | R$20 • Meia Paraíso: R$30 • Inteira | R$15 • Meia Proscênio PCD: R$35 • Meia Serviço: O espetáculo estreia no dia 22 de setembro e terá ainda mais duas récitas nos dias 24 e 26 de setembro, às 20h. Os ingressos já estão à venda na bilheteria do TP e por meio do site: www.ticketfacil.com.br . Dúvidas e informações sobre venda de ingressos: (91) 98590-3523. E-mail: bilheteriatdapaz@gmail.com . O Festival de Ópera do Theatro da Paz é uma realização do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) em parceria com o próprio Da Paz e Academia Paraense de Música (APM). O Festival de Ópera do Theatro da Paz é uma realização do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) em parceria com o próprio Theatro da Paz e Academia Paraense de Música (APM). A ópera Lucia di Lammermoor tem o apoio da Embaixada da Áustria em Brasil e do Consulado honorário da Áustria no Pará. Texto: Úrsula Pereira (Ascom Theatro da Paz) Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/47470/lucia-di-lammermoor-de-gaetano-donizetti-e-apresentada-no-xxii-festival-de-opera-do-theatro-da-paz Anterior Próximo
- XXII Festival de Ópera do Theatro da Paz apresenta a ópera 'O Menino Maluquinho' | Theatro da Paz
< Volte XXII Festival de Ópera do Theatro da Paz apresenta a ópera 'O Menino Maluquinho' Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 26 de ago. de 2023 Festival é uma realização do governo do Pará e a superprodução será apresentada, sempre às 20h, dos dias 1º, 3 e 5 de setembro Entre os mais de 100 livros assinados pelo desenhista e escritor Ziraldo, ‘O Menino Maluquinho’ é o mais conhecido. A história de uma criança de imaginação fértil, com capacidade de inventar histórias, e que “só queria ser feliz”, foi publicada em 1980 e já ultrapassou os 3 milhões de exemplares vendidos. O protagonista, o inconfundível garoto travesso com a panela na cabeça, já ganhou os quadrinhos, o cinema, o teatro, a TV, invadiu as redes sociais e recebeu uma versão operística em uma superprodução que será apresentada no XXII Festival de Ópera do Theatro da Paz, com três récitas que acontecem nos dias 1º, 3 e 5 de setembro, às 20h. O Festival é uma realização do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), em parceria com o Theatro da Paz e Academia Paraense de Música (APM). A produção é fruto do termo de cooperação denominado Corredor Cultural da Amazônia, assinado em março de 2022 entre a Secretaria de Cultura do Amazonas e o Governo do Pará, por meio da Secult, Theatro da Paz e Teatro Amazonas, na capital manauara. Para Ursula Vidal, secretária de Estado de Cultura do Pará, o evento consolida a política pública de geração de emprego e renda, cultura e formação de plateia com um dos mais icônicos festivais do país. “A importância desse termo de cooperação técnica é potencializar a produção operística dos dois Festivais mais antigos do país e possibilitar a coprodução que, além de baratear, beneficia ambos os partícipes do convênio, pois torna possível a circulação da produção e abre portas para que se possa trazer mais títulos juntando a expertise de ambos os teatros”, disse. O universo lúdico do livro ganha nova vida com cenas repletas de música e coreografia, regência de Gabriel Rhein-Schirato, libreto de Maria Gessy de Sales, direção de cena de Matheus Sabbá, cenografia de Giorgia Massetani, figurino de Melissa Maia e uma produção que reúne um elenco de mais de 250 pessoas, entre cantores líricos, orquestra, dois coros e balé. A montagem Os cenários e figurinos de ‘O Menino Maluquinho’ chegaram em Belém na terça-feira (22), vindos de Manaus (AM). O cenário foi inspirado em uma cidadezinha do interior de Minas Gerais, onde se passa o enredo da obra de Ziraldo, e recebe a assinatura da cenógrafa Giorgia Massetani, junto aos cenotécnicos e diretores de palco do Festival de Ópera do Theatro da Paz. Giorgia explica que os cenários são mais que sustentáveis. “Estamos muito contentes de poder trazer nosso cenário para cá e ter essa troca com Belém, reforçando a irmandade do Corredor Cultural da Amazônia”. E continuou. “Estamos utilizando madeira, metalon, tecido, tintas, cola de contato em cenários mais que sustentáveis, pois estas construções cênicas podem tranquilamente ser reaproveitadas em outras produções, e assim conseguimos, com um custo menor, executar vários projetos”. O figurino colorido e rico em detalhes é assinado pela figurinista Melissa Maia, que produziu 200 figurinos utilizando 80% de tecidos recicláveis. A artista se inspirou nos artesanatos mineiros, no tapete que eles produzem na Semana Santa e em toda a memória de Ziraldo, que o compositor Ernani Aguiar conseguiu traduzir brilhantemente. “Quando eu recebi o convite para fazer ‘O Menino Maluquinho’ foi uma surpresa e uma enorme felicidade, pois o Maluquinho faz parte da minha infância, do meu imaginário. Então, para mim, é um desafio, porque é uma história que está viva em mim, mas também deu uma sensação de nostalgia poder reviver essa infância, nesse lugar fantástico que a ópera pode proporcionar para quem assiste. Eu espero conseguir manter essa fantasia que a história permite”, definiu Melissa. Os figurinos foram confeccionados por 50 profissionais, entre os quais, costureiras, aderecistas e modelistas do Amazonas, mas será adaptado em Belém, pelas mulheres atendidas pelo Projeto Sons de Liberdade, que visa a reinserção de egressos do Sistema Prisional no mercado de trabalho da economia criativa. “A arte tem um poder transformador. Então, a minha expectativa está muito grande porque eu quero poder, com esse trabalho, transformar a vida dessas pessoas, trocar aprendizados, conhecimento... E independentemente da situação que as pessoas estejam, é sempre possível um recomeço. Se eu puder fazer parte um pouquinho disso, eu vou ficar muito feliz”, finalizou Melissa. De acordo com Nandressa Nuñez, diretora de Produção do Festival de Ópera do Theatro da Paz, a parceria com o Amazonas, por meio do Corredor Cultural da Amazônia, é motivo de celebração. “Estamos felizes em poder realizar mais esta etapa do termo de cooperação técnica estabelecida entre os dois principais festivais de ópera do país. ‘O Menino Maluquinho’ é uma ópera grande, que envolve mais de 250 pessoas entre solistas, coro, bailarinos e equipe técnica. Ter o controle total de toda a engenharia que envolve o espetáculo, além dos ensaios, montagem de cenário e pessoas é o maior desafio e a gente se dedica para que o público se deleite com um espetáculo lindo e colorido e com uma menagem inspiradora”, explicou a diretora. A história e o elenco Uma infância cheia de amor, uma criança com a imaginação aflorada e um mundo transformado pela visão livre do Menino Maluquinho é o que traz a ópera escrita por Ernani Aguiar. O clássico infantil, em formato de ópera, conta ainda com a namorada de Maluquinho, Julieta, e o melhor amigo dele, Bocão, interpretados por Pollyane Vitoria Cardoso, Lúcia Vitória Barbosa da Silva, Eike Salomão e Bruno Ricardo. A ópera narra a trajetória de um menino que tem a capacidade de brincar com o tempo. Maluquinho é um menino alegre, cheio de imaginação e que adora aprontar e viver aventuras com os amigos. Uma das manias do personagem é usar um panelão na cabeça. O Maluquinho será vivido pelos jovens paraenses Arthur Cavalléro, de 13 anos, e por Fellipe Rocha, de 11 anos, que vão revezar as apresentações. A ansiedade pela estreia é um elemento a mais. “Estou muito feliz e agradecido por essa oportunidade. Estudamos bastante para a nossa primeira ópera e eu não vejo a hora de estrear. Esse é um presente para a gente”, explicou Arthur. Fellipe não disfarça a alegria. “Estou ansioso, mas estou muito mais feliz. Ensaiamos muito e agora a gente quer encontrar o público. Como diz o Menino Maluquinho, ‘o importante é ser feliz’ e a gente quer que todo mundo se divirta com a gente”, finalizou Fellipe. Ficha Técnica Música: Ernani Aguiar Libreto: Maria Gessy de Sales Diretor de cena: Matheus Sabbá Maestro: Gabriel Rhein-Schirato Regente do coro infantil: Eliane Fonseca Regente do coro adulto: Maria Antonia Jimenez Preparador do Menino: Adamilsom Guimarães Pianistas correpetidor: Ediel Sousa Coreografa: Monique Andrade Assistente de coreografia: Remilton Souza Iluminador: kuka Batista Cenografo: Giorgia Massetani Legenda: Gilda Maia Visagismo: Omar Junior Diretor de palco: Claudio Bastos Assistentes de cenografia: Fred Barbosa e Alício Silva Contrarregra: Laura Conceição Assistente de figurino: Eilen Queiroz Elenco O Menino: Arthur Cavalléro e Fellipe Rocha Bocão: Eike Salomão de Freitas Santos, Bruno Ricardo Nazaré Fonseca e Silva Julieta: Pollyane Vitoria Cardoso, Lúcia Vitória Barbosa da Silva Pai: Marcio Carvalho Mãe: Elizabeth Moura Babá/ Professora: Lívia Berrêndo Avó (Mezzo): Luciana Tavares Avô (Barítono): Ytanaã Figueiredo Saci (Tenor): Tiago Costa Simbá + fantasma (Barítono): Dan Laciê O Tempo: Luiz Silva Porteiro: Gabriel Frota Bruxa 1: Wellen Avila Bruxa 2: Marcela Alves Bruxa 3: Gigi Furtado Valores dos ingressos: Plateia, varanda, frisas e camarotes de primeira ordem: R$70 • Inteira | R$35 • Meia Camarotes de segunda ordem: R$50 • Inteira | R$25 • Meia Galeria: R$40 • Inteira | R$20 • Meia Paraíso: R$30 • Inteira | R$15 • Meia Proscênio PCD (meia-entrada): R$30 • Inteira | R$15 • Meia Serviço: O espetáculo estreia no dia 1º de setembro e terá ainda mais duas récitas nos dias 3 e 5 de setembro, às 20h. Os ingressos serão vendidos a partir de segunda-feira (28), na bilheteria do Theatro da Paz, por meio do site: www.ticketfacil.com.br . Mais informações sobrea venda de ingressos podem ser obtidas no telefone (91) 98590-3523 ou no e-mail: bilheteriatdapaz@gmail.com . Texto de Ursula Pereira / Ascom Theatro da Paz Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/46715/xxii-festival-de-opera-do-theatro-da-paz-apresenta-a-opera-o-menino-maluquinho Anterior Próximo
- Carnaval Sinfônico: Uma Fusão de Ritmos e Emoções tomam conta do Theatro da Paz | Theatro da Paz
< Volte Carnaval Sinfônico: Uma Fusão de Ritmos e Emoções tomam conta do Theatro da Paz Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 7 de fev. de 2024 Nesta quinta-feira (8), às 20h, o Theatro da Paz vai receber o tradicional Carnaval Sinfônico, garantindo ao público uma programação repleta de alegria, com clássicos do gênero, extraídos de um repertório tipicamente brasileiro. Sob a regência do Maestro Agostinho Fonseca Jr., a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP), usando trajes festivos e fantasiados de personagens emblemáticos do cinema e da história mundial, promete uma apresentação repleta de surpresas e muita emoção para o público que habitualmente frequenta a casa. A ideia é resgatar o encantamento dos tradicionais bailes de carnaval, compondo um mix de canções e marchinhas que fizeram história, encontrando eco entre os apreciadores mais experientes, ao mesmo tempo em que traz informações para novas plateias. O concerto é realizado desde 2015 e para 2024, vai trazer um um repertório diversificado, com músicas amplamente conhecidas e celebradas, tanto nacional quanto internacionalmente. O maestro Agostinho Fonseca Jr. compartilha um pouco sobre as obras que compõem a programação da noite de quinta. "O repertório que será apresentado nesse concerto são músicas, a maioria delas amplamente conhecidas, músicas da Chiquinha Gonzaga, bem famosa no Carnaval mesmo, músicas do Zequinha de Abreu, ‘Tico Tico no Fubá’, também dispensa comentários, ‘Aquarela do Brasil’, do Ary Barroso, também outra música clássica brasileira, samba, o Carnaval tem essa conexão para a gente com o samba", explicou. Destaque também para a participação do solista Joas Saraiva, no oboé, com "Venice op. 20 for oboe and string orchestra", e da cantora Naieme, na emocionante interpretação de "Casa da viúva Costa". Além das tradicionais composições brasileiras, o programa inclui obras de compositores paraenses, como Waldemar Henrique, e estrangeiros, como Darius Milhaud. Fonseca Jr. destaca ainda a riqueza e a influência dessas obras em seu contexto. "Essa interseção muito bem, essa conexão do que é uma música sinfônica, mas também utilizando os temas populares brasileiros, inclusive, apesar de eles não serem brasileiros, no caso o Dários Milot", disse. O maestro ressalta a importância da tradição do Carnaval Sinfônico para a OSTP, mencionando a nostalgia e os bons sentimentos que essas músicas despertam, não só nele, mas também no público. "Espero que desperte nas pessoas bons sentimentos assim como é para mim, de lembrança, de nostalgia ou de alegria, que é uma das funções da música, despertar emoções nas pessoas”. Em relação aos desafios musicais enfrentados pela orquestra, Fonseca Jr. destaca a importância de encarar cada música com dedicação e cuidado, tendo sempre a preocupação de proporcionar a melhor experiência ao público presente. "Em todas as músicas, a gente tem que olhar sempre com muito cuidado, com muito zelo e tentar extrair com o máximo cuidado", defendeu o maestro. Com ingressos à venda a preços acessíveis e a promessa de uma noite repleta de música, alegria e emoção, o Carnaval Sinfônico promete encantar e surpreender todos os presentes, reforçando a versatilidade e a excelência da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz. Serviço: Os ingressos serão disponibilizados no dia do evento, a partir das 9h, na bilheteria do TP e custarão R$2,00 (dois reais), duas unidades por pessoa/CPF e pelo site www.ticketfacil.com.br . A ação é uma realização do Governo do Estado do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SECULT), Theatro da Paz e Academia Paraense de Música (APM). Texto: Úrsula Pereira / Ascom Theatro da Paz Anterior Próximo
- Amazônia Jazz Band leva 'Em Noite Latina' ao Theatro da Paz e à Usipaz Marituba | Theatro da Paz
< Volte Amazônia Jazz Band leva 'Em Noite Latina' ao Theatro da Paz e à Usipaz Marituba Amanda Engelke - Ascom/Secult 6 de nov. de 2024 Concertos vão ter da salsa ao baião, sob a regência do pianista e maestro, Leonardo Coelho de Souza. No Theatro da Paz, será às 20h; UsiPaz, às 18h. Em “Noite Latina”, a Amazônia Jazz Band leva, nesta quinta-feira (7), ao Theatro da Paz, e no sábado (9), à Usina da Paz, em Marituba, um concerto repleto de ritmos latinos que vão desde a salsa até o baião, sob a regência do pianista e maestro convidado Leonardo Coelho de Souza. No Theatro da Paz, a apresentação está marcada para às 20 horas. Já na Usina da Paz, em Marituba, a apresentação ocorre às 18h. Como adianta o maestro, em ambas as noites, “o público pode esperar uma verdadeira festa latina, uma noite cheia de ritmos vibrantes e dançantes”. Entre os ritmos apresentados pela big band paraense estão o son cubano, a salsa e o chá-chá-chá, além do frevo, do baião e do samba, que irão se misturar à musicalidade paraense, promovendo uma verdadeira fusão de ritmos. O pianista Leonardo Coelho de Souza detalha que o repertório trará sucessos tradicionais cubanos como El Rico Vacilón e Cocinando. Canções que ganharam fama nos anos 1950 e 1960, quando “as orquestras cubanas, lideradas por grandes percussionistas como Tito Puente, divulgaram a música cubana pelo mundo”. Outro clássico apresentado será Oye Como Va, de Tito Puente, popularizada pelo guitarrista Santana, além de obras do percussionista Ray Barretto. O programa também celebra a música brasileira, com destaque para composições de Airto Moreira, que levou o baião e o frevo para o jazz nos Estados Unidos. Sua peça Merry Go Round (ou Carrossel) será apresentada em um arranjo de Josibias Ribeiro. Entre os ritmos brasileiros, um dos destaques será a apresentação do frevo Lágrimas de Folião, de Levino Ferreira. Do próprio pianista Leonardo Coelho de Souza, o repertório conta ainda com Joá, em arranjo de Elielson Gomes, e Gafieira Belém, executada pela primeira vez em público. Segundo Leonardo, essas peças homenageiam a tradição brasileira e paraense no contexto latino do espetáculo. A balada Michelle, do guitarrista Kim Freitas, descrita pelo pianista como “uma peça de grande beleza”, e Rhythm of Our World, de Arturo Sandoval, encerram as apresentações. “Em Noite Latina” é uma realização do governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), em parceria com a Academia Paraense de Música e o Theatro da Paz. Em Marituba, o evento integra o projeto “Sons da Paz”, uma iniciativa da Secult com a Secretaria de Estado de Articulação da Cidadania (Seac), que conta com cronograma de apresentações ao longo do ano nas Usinas da Paz. Os ingressos para o concerto no Theatro da Paz podem ser retirados na bilheteria ou pelo site Ticket Fácil no dia do evento, a partir das 9h, pelo valor simbólico de R$ 2. Na Usina da Paz, em Marituba, a entrada é gratuita. Para o pianista e maestro Leonardo Coelho de Souza, que esteve presente na criação da AJB há 30 anos, o retorno é especial. “Sinto-me muito feliz em retornar como maestro convidado e em poder trabalhar com esses grandes músicos”, finaliza Leonardo Coelho de Souza. Serviço : Em Noite Latina – Amazônia Jazz Band Theatro da Paz, Belém: quinta-feira, 7 de novembro, às 20h Usina da Paz, Marituba: Sábado, 9 de novembro, às 18h Ingressos : Theatro da Paz: Retirada na bilheteria ou no site Ticket Fácil no dia do evento, a partir das 9h, valor simbólico de R$ 2. Usina da Paz, Marituba: Entrada gratuita. Anterior Próximo
- Projeto leva 700 estudantes da rede estadual e municipal para 'Concerto Didático' no Theatro da Paz | Theatro da Paz
< Volte Projeto leva 700 estudantes da rede estadual e municipal para 'Concerto Didático' no Theatro da Paz Cristiani Sousa (SEDUC) 16 de abr. de 2024 Iniciativa tem a parceria da Fundação Carlos Gomes (FCG) e procura aproximar crianças e adolescentes à música e cultura paraense Cerca de 700 estudantes de escolas da rede estadual e municipal de ensino foram ao Theatro da Paz, em Belém, para assistir a um concerto, na segunda-feira (15). Os estudantes do Ensino Fundamental e Médio da Secretaria de Estado de Educação do Pará (Seduc) foram convidados para participar do projeto "Concerto Didático", realizado pela Fundação Carlos Gomes (FCG) em parceria com o Theatro da Paz, para aproximar crianças e adolescentes à cultura paraense. O estudante Thalisson Santos, do 8° ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual Pinto Marques, contou sobre a experiência de entrar no Theatro da Paz pela primeira vez. "Foi bom demais, eu adorei, amei demais! É a primeira vez que eu estou vindo para o Theatro da Paz, aqui na Praça da República e foi máximo. Por dentro, o teatro é ainda mais lindo. Eu amei o pianista e os cantores profissionais de ópera. Quero poder voltar aqui para ver outros eventos e apresentações", relatou o estudante, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A estudante Saory Abraçado, também do 8° ano do Ensino Fundamental da Escola Pinto Marques, já havia ido ao Theatro da Paz quando criança, mas não lembrava como era. "Eu já tinha vindo, só que faz muito tempo, eu não lembrava mais como era. Eu achei muito boa a experiência aqui, é muito organizado, principalmente também as músicas que eles cantaram são bem bonitas, o talento dos cantores é incrível e o espaço nem se fala, gostei muito", comentou. Segundo Francy Aviz, especialista em educação e integrante da Diretoria de Educação Infantil e Ensino Fundamental da Seduc, o momento é de grande importância para a formação dos estudantes. "Foi um convite estendido à Secretaria de Educação e nós fizemos a mobilização com as escolas para trazer os estudantes. Com isso, nós trazemos nossos alunos aqui para terem contato com a cultura paraense. Infelizmente, para muitos deles é uma realidade bem distante, e com a vinda aqui eles percebem que é possível estar nesse ambiente também. Além disso, eles podem levar essa cultura para dentro de casa e mostrar que nós temos o nosso Theatro da Paz, que é referência não só aqui, mas em outros estados a nível de Brasil. Então hoje foi mais um encontro, que é a primeira agenda que foi aberta", disse. De acordo com a coordenadora de pesquisa e extensão da Fundação Carlos Gomes, Miriam Fernandes, a parceria entre Governo do Pará e Theatro da Paz é fundamental para dar oportunidades como essa aos estudantes. "É muito importante essa parceria do Governo do Estado com o Teatro da Paz, com a Seduc, para transformar vidas, eu digo que é uma emoção. Quando a gente vê os alunos, a gente sente a emoção deles ao entrar no teatro e essa troca de experiência, a questão da música, da nossa cultura, são muito importantes porque proporcionam outras oportunidades paras as crianças e adolescentes, inclusive, eles podem caminhar para trabalhar, estudar e, quem sabe, serem músicos no futuro", destacou Miriam Fernandes. Ainda de acordo com a coordenadora, mais dois Concertos Didáticos serão realizados em 2024: em 6 de maio e em 17 de junho. Piano e Clarinete Na primeira sessão, pela manhã, a atração do projeto foram os técnicos em música e cantores, Tiago Costa e Ytanaã Figueiredo, juntamente com o professor de piano Daniel Vieira – Zharbo. No turno da tarde, o trio de clarinetistas Zona de Conforto, com os professores Thiago Lopes, Marcos Cohen (composição) e Herson Amorim (clarineta), realizaram a apresentação comentada. Como a plateia é formada por alunos do ensino fundamental e médio, Ytanaã Figueiredo conta que o repertório foi adaptado para apresentar músicas que atraíssem a atenção das crianças. “Trabalhamos com algo mais lúdico como as lendas da Amazônia, pois traz um tema que é ativo no imaginário infantil e, desta vez, também apresentamos músicas da cultura afro brasileira, pois é muito importante ter contato com obras que simbolizam as raízes brasileiras”, explica o músico. Concertos Didáticos - Com o objetivo de difundir a educação musical, estimular o interesse de crianças e adolescentes pela música e contribuir para a formação de plateia, os Concertos Didáticos são apresentações instrumentais comentadas, com duração de aproximadamente 50 minutos que acontecem sempre no Theatro da Paz, em dois horários. As escolas interessadas em participar dos concertos devem entrar em contato com a Coordenação de Pesquisa e Extensão do Instituto Estadual Carlos Gomes pelo telefone (91) 3251-7089 ou pelo e-mail: miriam.fernandes@fundacaocarlosgomes.com . Texto: Fernanda Cavalcante /Ascom Seduc e Fabiana Otero / Fundação Carlos Gomes Fotos: Bruno Cecim/Agência Pará Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/53318/projeto-leva-700-estudantes-da-rede-estadual-e-municipal-para-concerto-didatico-no-theatro-da-paz Anterior Próximo
- Theatro da Paz recebe o espetáculo 'Missa Cubana' em homenagem ao Dia da Consciência Negra | Theatro da Paz
< Volte Theatro da Paz recebe o espetáculo 'Missa Cubana' em homenagem ao Dia da Consciência Negra Elck Oliveira (SEIRDH) 16 de dez. de 2024 Os ingressos serão vendidos a um preço simbólico de R$ 2 e podem ser adquiridos na bilheteria do Theatro, a partir das 9h A Secretaria de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh), a Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Fundação Carlos Gomes apresentam, na próxima quarta-feira, 20, dentro da programação que celebra o Dia da Consciência Negra, o espetáculo "Missa Cubana", com a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz e participação do Coro Carlos Gomes, a partir das 20h, no Theatro da Paz. Os ingressos serão vendidos a um preço simbólico de R$ 2 e podem ser adquiridos na bilheteria do Theatro, a partir das 9h no dia do espetáculo, ou no site clicando aqui . "Missa Cubana" é uma obra de José María Vitier, dedicada à Virgem da Caridade de El Cobre, padroeira de Cuba, e mistura a música sacra de uma missa com percussão, ritmos caribenhos e influências afro-cubanas. A interpretação fica por conta da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz e do Coro Carlos Gomes, sob a regência de María Antonia Jiménez. A maestra, María Antonia Jiménez, conta que esta é a quarta vez que a "Missa Cubana", apresentada pela primeira vez em 1996, será exibida no Brasil, todas em Belém. A estreia na capital paraense foi em 2005, no Festival Internacional de Música do Pará. "A primeira versão da 'Missa' no Brasil foi nossa, comigo regendo. É uma música maravilhosa, mistura de música europeia com ritmos cubanos. Então, é muito gostosa de ouvir, as pessoas em geral gostam muito. Escolhemos essa peça porque sou uma regente negra, uma mulher negra cubana que tem realizado um trabalho de relativo destaque no Estado. Acredito que é por isso que me chamaram para reger neste dia 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra. E como sou cubana e esta 'Missa' é uma mistura de músicas europeias com ritmos cubanos e afro-cubanos, acredito que seja uma peça representativa para este dia. A 'Missa' é uma peça de um compositor cubano vivo, que estreou em 1996 e já rodou o mundo, sendo apresentada inclusive no Vaticano. É uma peça muito conhecida, muito bela e acho que representa muito bem o Dia da Consciência Negra, sobretudo porque quem vai reger é uma regente negra", detalhou. Mas o espetáculo do dia 20 não se restringirá a essa peça. María Antonia Jiménez adiantou algumas surpresas já preparadas para o público que estiver na plateia do Theatro da Paz. "Antes de cantarmos a 'Missa' com a Orquestra Sinfônica do Theatro, faremos uma parte menor de música brasileira, de compositores negros. E faremos também uma parte dos Spirituals, que é um gênero de música negra norte-americana. Faremos isto à capela e depois faremos a Missa com a Orquestra do Theatro da Paz", concluiu. Programação - O concerto integra uma série de atividades promovidas pelo Governo do Estado, via Secult e Seirdh em alusão à Consciência Negra. No dia 22 de novembro, haverá uma cerimônia no Teatro Gasômetro, a partir das 10h, com a participação de diversas secretarias e a presença do governador do Pará, Helder Barbalho, para a entrega de políticas públicas e ações voltadas à população negra, quilombolas e Povos Tradicionais de Matriz Africana (Potma). Entre essas políticas, estão ações nas áreas de saúde, educação, tecnologia, titulação de territórios, entre outras. No dia 23 de novembro, encerrando a programação, das 9 às 16h, haverá uma feira de empreendedoras negras na Usina da Paz da Terra Firme, em Belém, com entrada aberta ao público, em parceria com a Secretaria de Estado de Articulação da Cidadania (Seac). Para o titular da Seirdh, a "Missa Cubana" apresenta uma visão latino-americana de uma conexão com a África e sua ancestralidade. "Por isso que escolhemos, com Secult e Fundação Carlos Gomes, esse espetáculo para ser apresentado no dia 20 de novembro, que também é o Dia de Zumbi dos Palmares e o ápice da programação voltada a essa data. Dessa forma, estamos convidando todas as pessoas do movimento negro, as pessoas quilombolas, a juventude de periferia, as lideranças de todos os movimentos dos povos tradicionais de matriz africana, para podermos estar juntos no Theatro da Paz, que, aliás, foi erguido em um território que era destinado ao enterramento, ao sepultamento de pessoas pretas. Portanto, nós estaremos celebrando, no Theatro da Paz, a memória de Zumbi dos Palmares com a evocação à ancestralidade afro-americana de todos nós", frisou. Via Secult, as atividades alusivas à data integram o Preamar da Consciência Negra, que ocorre até o dia 13 de dezembro. A programação conta com exposições, lançamento de livro e outras atividades culturais, como apresentações de grupos de capoeira. "O Preamar da Consciência Negra representa nosso compromisso com a valorização da história, da cultura negra e com a pauta antirracista", destaca Ursula Vidal, titular da Secult. Para a secretária, "a Missa Cubana é uma peça representativa dentro dessa programação, não só por ser apresentada pela quarta vez no Brasil — todas em Belém —, mas também pela honra de termos a maestra, María Antonia Jiménez, uma mulher negra, regendo a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz e o Coro Carlos Gomes". "Justamente no Dia da Consciência Negra, María, que traz suas raízes cubanas e escolheu o Pará e a Amazônia como lar, conduzirá essa obra que une o sagrado e a diversidade de ritmos afro-cubanos. Será uma noite de celebração e de significado profundo", acrescenta a secretária Ursula Vidal. Programa para o concerto: 1- Pe. José Maurício Nunes Garcia- Judas Mercator Pessimus 2- Presciliano Silva- Crux fideles 3- Carlos Gomes- Coro de Giovani Pittori(ópera Salvator Rosa) 4- Baden Powell - Berimbau 5- Chiquinha Gonzaga- Lua Branca 6- Rosephanye Powell- The Word Was God. 7- Kwangena Thina BoMissa Cubana- José María Vitier Serviço: Espetáculo “Missa Cubana” Data e horário: 20 de novembro, às 20h Local: Theatro da Paz Ingressos a R$ 2,00 (à venda no dia, a partir das 9h, na bilheteria ou em ticketfacil.com.br ) Anterior Próximo
- 'Sons da Paz' apresenta Orquestra Sinfônica no bairro da Terra Firme | Theatro da Paz
< Volte 'Sons da Paz' apresenta Orquestra Sinfônica no bairro da Terra Firme Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 17 de mar. de 2024 Sob a regência da maestrina Cibelle Donza, os músicos da OSTP levaram música clássica a usuários da Usina da Paz Em alusão ao Dia Internacional da Mulher - 8 de Março, a terceira edição do Programa "Sons da Paz" foi realizada no sábado (16), na Usina da Paz Terra Firme, em Belém. O concerto da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP) levou música e lazer aos moradores do bairro. A realização é do Governo do Pará, por meio das secretarias de Estado de Cultura (Secult) e de Articulação da Cidadania (Seac). O concerto iniciou as 19h, com a regência da maestrina Cibelle Donza. O repertório contou com clássicos de compositores como Lili Boulanger, Giuseppe Verdi e Giacomo Puccini. A Orquestra abriu o espetáculo com a peça "D'un matin de printemps", de Lili Boulanger. O programa musical teve referências aos concertos realizados no Theatro da Paz, informou Cibelle Donza. "Nós fizemos questão de fazer o mesmo repertório, para que alcance o público que ainda não tem o costume de frequentar o Theatro", disse a regente. A iniciativa teve obras de duas compositoras mulheres. Uma delas é a maestrina, autora de "Da Terra". "É muito especial para mim, porque ainda não havia sido tocada aqui na minha cidade", disse Cibelle Donza. Cultura nos bairros - Pela primeira vez assistindo a uma Orquestra, as crianças aprovaram a apresentação. A responsável Daniela Tavares, 47 anos, levou crianças da comunidade junto com seu filho Miguel para conhecer a música erudita. "Eu acho impressionante, muito bonito divulgar, principalmente para as crianças, pois prende a atenção delas. Estamos agradecidos pela oportunidade", declarou Daniela. Para Danilo Rodrigues, 32 anos, é muito importante aproximar a música clássica ao público da comunidade que não consegue ir aos concertos no Theatro da Paz. "Eu achei formidável trazer a Orquestra, essa opção de lazer, trazendo a cultura para o bairro. É um processo de formação, para estimular as pessoas a visitar os espaços culturais", acrescentou. Texto: Quezia Dias - Ascom/Secult Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/52406/sons-da-paz-apresenta-orquestra-sinfonica-no-bairro-da-terra-firme Anterior Próximo
- Orquestra Sinfônica | Theatro da PaZ
Saiba mais sobre os Corpos Artísticos do Theatro da Paz! Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP), que no ano de 2016 completou 20 anos, foi criada pela Secretaria Executiva de Cultura (Secult). Os maestros Andi Pereira, Barry Ford, Mateus Araujo e Enaldo Oliveira já foram titulares da orquestra, que desde janeiro de 2011 é conduzida pelo maestro Miguel Campos Neto. Esteve à frente da OSTP, como convidado, o maestro Patrick Shelley, Roberto Duarte, João Carlos Martins, Luís Fernando Malheiro, Silvio Viegas, Abel Rocha, Flávio Florence, Carlos Moreno, Gian Luigi Zampieri, Jamil Maluf, Alessandro Sangiorgi, Laércio Diniz, Marcelo de Jesus, Edilson Ventureli e Linus Lerner, entre outros. Como solistas, atuaram artistas de renome internacional como Arnaldo Cohen, Arthur Moreira Lima, Miguel Proença, Antonio Del Claro, Emmanuele Baldini, Eliane Coelho, Rosana Lamosa, Ryu Goto, Ji Young Lim, Luís Rossi, Robert Bonfiglio dentre outros, bem como os paraenses também conhecidos internacionalmente, Adriane Queiroz, Carmen Monarcha e Atalla Ayan, e muitos outros grandes nomes da música paraense de várias gerações. Maestro Miguel Campos Neto Regente Titular e Diretor Artístico OSTP Entre os compromissos mais importantes do início do ano de 2019 para Miguel Campos Neto, pode-se destacar o retorno ao Curso Internacional de Verão de Brasília como professor de regência e maestro da orquestra sinfônica de encerramento, a estreia como regente convidado de uma nova orquestra europeia, a Orquestra Sinfônica de Avignon (França), e o retorno à Universidade La Sierra, na Califórnia, como professor visitante de prática de orquestra. Com diploma em regência pela Mannes College of Music de Nova York, Campos Neto iniciou a sua nona temporada como regente titular da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, cargo que também exerce com a Orquestra Sinfônica Altino Pimenta (UFPA) e a Orquestra Sinfônica Wilson Fonseca (Santarém). Serviu também por 12 anos como regente titular da orquestra Jovem Vale Música e continua sua relação com esta orquestra como maestro convidado. Com atuações nos dois festivais de ópera mais importantes do Brasil (Manaus e Belém), ele já acumula um notável repertório operístico, e contabiliza 6 lançamentos em DVD de óperas totalmente encenadas. Ficha Técnica Maestro Titular - Miguel Campos Neto Regente Assistente - Laura Mathias Gentile PRIMEIROS VIOLINOS Fábio Santos Luiza Aires Roberta França Luís Carlos Gomes Ricky Sandres Hélio Saveney Ludmila Higino Hans Magno Vitória Bella Gustavo Farias SEGUNDOS VIOLINOS Allan Peter Arielson Soares Joyce Batista Pedro Teixeira Feliphe Bruno Rebeca Bertazo Luidi Tavares Felipe Viana Zion Silva VIOLAS Haroldo Fonseca Gabriel Moreira Thiago Rodrigues Rosildo Monteiro Jennifer Oliveira Alexsandro Castro Gabriel Silva VIOLONCELOS Luiz Sena Gustavo Saraiva Tiago Imbiriba Abraão Sales Ingridy Santos Lukas Amaro William Ambé Nelzimar Goes CONTRABAIXOS Jhonathan Torquato Paulo André Nascimento Joel Saraiva Deyvid Ruan FLAUTA Clara Nascimento Fabrício Aleixo Victor Barral OBOÉ Joás Saraiva João Carlos Gomes Pedro Paulo Magno CLARINETE João Marcos Palheta Joabe Oliveiro FAGOTE Samuel Rosa Sérgio Galisa T ROMPA Fabrício Santos Leonete Navegantes Helden Sávio TROMPETE Flávio Teixeira Ricardo Sigari TROMBONE Benedito Júnior Kelson Pinheiro Manassés Malcher TÍMPANOS Wendel Brandão P ERCUSSÃO Ruth Saldanha Magno Morais HARPA Henriane Souza PIANO Ana Maria Adade EQUIPE TÉCNICA PRODUTOR Régis Falcão ARQUIVISTA Tassiane Gazé INSPETOR Jean Luglimi MONTADORES Antônio Carlos André Renato Marcio Santos
- OSTP recebe, em mais um concerto de temporada, o Festival Interativo de Música e Arquitetura | Theatro da Paz
< Volte OSTP recebe, em mais um concerto de temporada, o Festival Interativo de Música e Arquitetura Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 15 de nov. de 2023 Em mais um concerto gratuito da temporada 2023, a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP), sob regência de Miguel Campos Neto e com a participação dos solistas Thaina Souza (soprano), Carolina Faria (mezzosoprano), Marcio Carvalho (tenor) e o violinista Justo Gutierrez, recebe nesta quinta-feira (16), no Theatro da Paz, a terceira edição do Fima - Festival Interativo de Música e Arquitetura, que homenageia os teatros históricos do Brasil, promovendo uma convergência lúdica entre música e arquitetura em alguns dos mais importantes templos da arte e da cultura brasileira. Os comentários serão realizados pelo professor e doutor Aldrin Figueiredo. A iniciativa é do Governo do Estado do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), do Theatro da Paz e da Academia Paraense de Música (APM). O Fima, em sua edição anterior, homenageou o Palácio Lauro Sodré, e agora saúda outra joia arquitetônica da cidade, o Theatro da Paz, que reflete toda a riqueza do ciclo da borracha no Brasil, exibindo em sua fachada o esplendor de sua arquitetura neoclássica, colunas imponentes e detalhes ornamentais - que evocam a grandiosidade das casas de ópera e antigos teatros do velho continente. De acordo com o Miguel Campos Neto, maestro titular da OSTP, um dos objetivos mais importantes desse concerto é fortalecer ainda mais essa conexão afetiva do público com o Theatro da Paz, que é um patrimônio histórico brasileiro. “Essa parceria com o Fima nos possibilitou criar um repertório cuidadosamente pensado para que, por meio da música e da arquitetura, transportemos o público a uma viagem multissensorial pelos diferentes momentos de nossa história, unindo o passado, o presente e o futuro. Será uma jornada de reconhecimento e apreciação do nosso Theatro da Paz, símbolo de orgulho de todos nós paraenses”, afirma Campos Neto. O 4º concerto da nova edição do Fima terá a apresentação de um repertório musical especialmente pensado para dialogar com os 145 anos da arquitetura, da arte decorativa e da história desse espaço único, testemunho vivo da história cultural e social de Belém e do Brasil. O Programa e a História do Theatro da Paz - O concerto inicia com ‘Floresta Amazonas’, de Heitor Villa-Lobos, celebrando o espírito da Amazônia que vive no Theatro da Paz, palco maior da cultura amazônica paraense que, também se vê representada, por exemplo, na arte decorativa do plafond (o teto da Sala de Espetáculos). De Domenico de Angelis, de estilo rococó, a pintura combina personagens míticos greco-romanos com representações estilizadas de índios em meio à fauna e flora da região; ou na "Alegoria da República", de Chrispim do Amaral, onde Tapuios (indígenas que não pertenciam ao tronco tupi guarani) são integrados à cena, demonstrando a diversidade e riqueza cultural do Brasil. A próxima obra do programa transportará a plateia para 7 de agosto de 1880, quando se apresentou a primeira ópera no Theatro da Paz. Sob a direção da renomada Companhia Lírica Italiana, liderada pelo empresário Tomás Passini, os acordes iniciais da ópera "Ernani" de Giuseppe Verdi ecoaram pelas paredes ornamentadas do teatro. A soprano dramático Filomena Sávio, com sua voz poderosa e cativante, levou o público ao mundo de paixão e drama da ópera, ao cantar a ária ‘Surta è la notte... Ernani Involami’, que, neste concerto, será ouvida na voz da virtuosa cantora lírica belenense Thaina Souza. Ernani também esteve presente no Theatro da Paz após a reforma de 1887 a 1890. Na reabertura do teatro, a companhia lírica internacional, organizada pelo compositor belenense José Cândido da Gama Malcher, vencedor de uma concorrência pública para empresariar a temporada de reestreia, apresentou esta ópera novamente. No entanto, a montagem foi marcada por paixões divididas da plateia. Apesar de ser amplamente aplaudida, a apresentação conheceu a resistência dos pateadores (vaiadores que batiam seus pés fazendo uma grande algazarra). O próprio Gama Malcher, que tinha grande prestígio social e político na capital, foi alvo de vaias nesta nova estreia de "Ernani", no dia 10 de agosto de 1890. Esses episódios refletem a efervescência cultural e social da época, mostrando que o Theatro da Paz não era apenas um espaço de apresentações, mas também um palco de manifestações e emoções do público. Em 1882, dois anos após a estreia de “Ernani”, Belém recebe novamente a Companhia Lírica Italiana de Tomás Passini, agora contratada pelo maestro paraense José Cândido da Gama Malcher. O destaque dessa temporada foi a presença do renomado compositor Carlos Gomes. Durante essa temporada, o maior nome da música brasileira do segundo reinado, estreou em terras paraenses com a ópera "Salvator Rosa", da qual será ouvida neste concerto a abertura, e regeu "O Guarani", que integra o programa através da apresentação da ‘Sento una forza indomita’, interpretada pela soprano Thaina Souza e pelo tenor Marcio Carvalho. A presença de Carlos Gomes na cidade foi marcada por inúmeras honrarias e homenagens que vieram do governo, grupos de estudantes, associações artísticas, particulares e da imprensa. Nascido em 02 de novembro de 1853, em Belém do Pará, José Cândido da Gama Malcher fez sua formação na Itália, quando em 1876 ingressou no Conservatório de Milão. Foi lá que se tornou amigo de Carlos Gomes e esteve presente na estreia da ópera "Maria Tudor", do compositor de Campinas, da qual será ouvida a ária ‘Ogni rumor di passi’, na voz da mezzo-soprano Carolina Faria. Foi em 1881 que o compositor recebeu de seu pai, o médico e presidente do legislativo provincial José da Gama Malcher, a incumbência de contratar esta companhia lírica para a terceira temporada do Theatro da Paz. Assim retornou ao Brasil em 1882, acompanhando a Companhia Lírica e de seu amigo Carlos Gomes. De Malcher, será apresentada a abertura de sua segunda ópera "Iara", estreada no Theatro da Paz em 1895, baseada no poema do escritor italiano Stradelli, que narra o encantamento que Iara exerce sobre os homens, atraindo-os para o seu reino na profundeza das águas. Um dos mais notáveis compositores paraenses do século XIX, Henrique Eulálio Gurjão, teve uma formação musical sólida financiada pelo Governo da Província do Pará, que o enviou para Europa para estudar em Roma e em Gênova no Instituto Santa Cecília. Em 1861, volta ao Pará, onde passa a desenvolver grande atividade como professor e músico, passando a contribuir significativamente para o cenário musical deste Estado. Dele, será recitada a canção ‘Lembrança’, interpretada também pela mezzo-soprano Carolina Faria. Terminando a primeira parte do concerto, "Fantasia para Violino e Orquestra" de Octávio Meneleu Campos, ilustre compositor e regente brasileiro, nascido em Belém do Pará, em 1872. Seu interesse pelo violino foi despertado após contato com o violinista baiano Adelino Francisco do Nascimento. Ao retornar a Belém, agora com formação no Real Conservatório de Música de Milão, sob a orientação de Vincenzo Ferroni, assumiu a direção do Instituto Carlos Gomes, onde promoveu reformas significativas e intensificou a cena musical de Belém. Suas óperas, peças orquestrais e de câmara são um legado para a música paraense e um testemunho de sua genialidade e versatilidade. Neste concerto, a Orquestra será acompanhada pelo violinista Justo Gutierrez. A segunda parte do programa começa trazendo a obra de outro importante compositor belenense, Paulino Lins de Vasconcelos Chaves. Nascido em 1881, estudou no Instituto Nacional de Música (INM) e posteriormente, na Alemanha, onde aprimorou seus conhecimentos musicais. Ao retornar ao Brasil, Paulino Chaves desempenhou um papel significativo na cena musical de Belém, atuando como professor e diretor do Instituto Carlos Gomes. Sua produção composicional abrangeu diversas obras, incluindo peças para piano e música de câmara. Sua obra ‘Prelúdio e Fuga em dó maior’, que será apresentada neste concerto, foi composta entre os anos de 1937 e 1939, quando ocupava a posição de docente em piano no Instituto Nacional de Música (INM). Foi escrita em memória do professor de piano de Paulino, Robert Teichmüller, que havia falecido um mês antes da composição dessa obra. A peça demonstra a influência do estilo barroco, especialmente no que se refere ao rigor e tratamento dos elementos principais em um ambiente tonal, remontando às fugas do século XVIII. Nesta obra, na qual se pode apreciar a maestria de Paulino Chaves na arte da fuga, o programa propõe um diálogo com a perspectiva barroca na qual as casas de ópera, como o Theatro da Paz, se inspiram. Uma estética repleta de símbolos, ornamentos e efeitos que encantam e surpreendem. Em seguida, “As Lendas Amazônicas”, de Waldemar Henrique, onze canções originalmente redigidas para canto e piano, que mostram a exuberância da Amazônia na música desse virtuoso compositor do Pará. Suas melodias sincopadas e escolhas melódicas e harmônicas, se fundem ao texto de forma única, num delicado equilíbrio entre a música erudita, popular e folclórica. O carinho do compositor com sua terra natal, unido à sua formação acadêmica, se manifesta nessas obras inspiradas na cultura amazônica. Três canções deste ciclo serão apresentadas: ‘Uirapuru’, ‘Tamba Tajá’, na voz da mezzosoprano Carolina Faria, e ‘Foi boto, Sinhá’, com a soprano Thaina Souza. O próximo compositor belenense do programa é Altino Rosauro Salazar Pimenta. Nascido em 3 de janeiro de 1921 na cidade de Belém, sua paixão pela música se manifestou desde muito cedo. Aos 7 anos, iniciou seus estudos e em 1940, aconselhados pelos professores, os pais de Altino lhe enviam ao Rio de Janeiro para complementar seus estudos musicais, onde permaneceu por doze anos. Sua primeira composição, ‘Estrela’, de 1943, que será interpretada na voz da soprano Thaina Souza, foi apenas o começo de uma carreira dedicada não só à composição musical, mas ao piano e ao ensino da música. Ao longo de sua trajetória artística, contribuiu significativamente para a cena musical brasileira. Em Belém, dirigiu a Escola de Música da Universidade Federal do Pará (Emufpa) e fundou o Encontro de Arte (Enarte). Composta em 1949, ‘A Canção Minha Saudade’ é um hino sentimental de Santarém, do compositor Wilson Dias da Fonseca. Conhecido como maestro Izoca, nasceu em Santarém, Pará, em 17 de novembro de 1912, sendo reconhecido como um dos maiores compositores paraenses do século XX, ao lado de figuras como Waldemar Henrique e Altino Pimenta. Sua extensa produção musical, que abrange mais de 1600 composições e arranjos, reflete a riqueza cultural da Amazônia. Desde jovem, Fonseca demonstrou uma aptidão notável para a música, transitando entre o erudito e o popular. Suas obras capturam o imaginário amazônico, incluindo cantigas, lendas e crendices, tornando-o uma figura central na preservação da cultura e história de Santarém. Jaime Thomaz de Araújo Ovalle, que assina a penúltima obra deste programa, nasceu em Belém do Pará, em 5 de agosto de 1894. Compositor, pianista e boêmio notório, Ovalle era conhecido por sua personalidade carismática e talento musical. ‘Azulão’, com letra de Manuel Bandeira, é talvez sua composição mais famosa e é frequentemente interpretada por cantores líricos em todo o mundo. O concerto se encerra voltando a Carlos Gomes, que faleceu em Belém em 1896. Essa figura central na história da música clássica do Brasil, especialmente reconhecido por suas óperas, que combinam influências europeias com elementos da música brasileira, tem na ópera "Il Guarany" (O Guarani), um de seus mais célebres trabalhos. Baseada no romance "O Guarani" de José de Alencar, a ópera foi composta em 1870 e rapidamente ganhou reconhecimento internacional, sendo a primeira ópera de um compositor brasileiro a ser apresentada no Teatro alla Scala, em Milão, um dos mais prestigiados teatros de ópera do mundo. A Abertura Orquestral de "O Guarani" é particularmente notável e frequentemente executada como uma peça independente em concertos. Esta abertura é uma síntese magistral do drama e da paixão da ópera, introduzindo temas que serão desenvolvidos ao longo da obra. Ela começa com uma fanfarra poderosa e triunfante, seguida por seções mais líricas e melódicas que evocam a paisagem brasileira e a trama romântica da história. A habilidade de Carlos Gomes em mesclar influências europeias com ritmos e melodias brasileiras é evidente nesta abertura, tornando-a uma peça representativa tanto de sua habilidade composicional, quanto de sua identidade brasileira. Serviço: Concerto da OSTP em parceria com o Fima Dia: Dia 16 de novembro de 2023, quinta-feira Horário: 20h Local: Theatro da Paz Os ingressos podem ser adquiridos no dia do concerto neste site , a partir das 9h, e na bilheteria do Da Paz a partir das 18h. A venda é limitada a dois ingressos por pessoa. Texto: Úrsula Pereira - Ascom/Theatro da Paz Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/49065/ostp-recebe-em-mais-um-concerto-de-temporada-o-festival-interativo-de-musica-e-arquitetura Anterior Próximo
- Amazônia Jazz Band fará uma noite musical e de energia carnavalesca no Theatro da Paz | Theatro da Paz
< Volte Amazônia Jazz Band fará uma noite musical e de energia carnavalesca no Theatro da Paz Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 26 de fev. de 2024 Concerto 'Brasil em Festa: do Frevo ao Samba' será às 20h da próxima quinta-feira (29) sob a regência do maestro Elias Coutinho Antes que o mês da folia de momo acabe nos deixando na saudade, a Amazonia Jazz Band (AJB) vai encantar o público com uma mescla vibrante de ritmos e estilos musicais. Com um repertório cuidadosamente selecionado, o grupo estará vestido com trajes carnavalescos e promete levar os espectadores a uma jornada emocionante através de diversos gêneros, desde o frevo enérgico até o samba introspectivo, em uma noite que celebrará a rica diversidade da música brasileira. No concerto "Brasil em Festa: do Frevo ao Samba", cada nota é um convite para celebrar nossa rica cultura. O espetáculo acontece dia 29 de fevereiro, às 20h, no Theatro da Paz, sob a regência do maestro Elias Coutinho. A iniciativa é do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Theatro da Paz e Academia Paraense de Música (APM). O Brasil é um verdadeiro caldeirão cultural, onde diferentes ritmos e tradições se entrelaçam para criar uma rica tapeçaria sonora. Nesse contexto, o jazz, o frevo e o samba emergem como expressões distintas, porém intrinsecamente ligadas, da identidade musical brasileira. O jazz, nascido nos Estados Unidos no final do século XIX e início do século XX, logo encontrou eco nas terras brasileiras, influenciando e sendo influenciado por nossas próprias tradições musicais. Com sua ênfase na improvisação e na liberdade expressiva, o jazz se tornou uma plataforma para os músicos brasileiros explorarem novos horizontes sonoros, incorporando elementos de nossa rica herança musical. Por outro lado, o frevo surge como uma explosão de energia e cor nas ruas de Pernambuco, especialmente durante o carnaval. Com suas melodias vibrantes e ritmo acelerado, o frevo captura a alegria contagiante do povo brasileiro, enquanto suas complexas harmonias desafiam até mesmo os músicos mais habilidosos. Já o samba, talvez o gênero musical mais emblemático do Brasil, evoca imagens de celebração, paixão e saudade. Originário das comunidades afro-brasileiras, o samba transcendeu suas origens humildes para se tornar um símbolo da identidade nacional, expressando as mais profundas emoções do povo brasileiro. Neste contexto, o maestro Elias Coutinho, líder da Amazônia Jazz Band, mergulhou fundo na diversidade musical do Brasil, cuidadosamente selecionando um repertório que abraça o jazz, o frevo e o samba. Sua abordagem meticulosa reflete não apenas seu profundo conhecimento da música brasileira, mas também seu compromisso em celebrar as múltiplas facetas da cultura nacional. “Minha proposta como maestro da AJB é fazer com que a nossa big band traga a tradição do jazz quanto à improvisação, quanto à liberdade de expressão, quanto à linguagem artística, mas também dentro da nossa música brasileira como um todo e, principalmente, da música paraense. Uma defesa minha é de que a Amazônia Jazz Band precisa fazer a nossa música, precisa levar em todas as suas apresentações o jazz na sua essência, mas agregando a música brasileira. Em um repertório que só nós brasileiros podemos trazer com a clareza cultural, com a vivência do nosso povo”, explicou o maestro. “Quanto mais eu mergulho no repertório de música brasileira, mais eu vejo a quantidade de estilos e variações que nós temos no nosso país, nas diversas regiões, de acordo com que as culturas foram se desenvolvendo no nosso país, com a ocupação de diversos povos e a mistura com os povos originários que já são diversos, fomos tendo uma variedade de manifestações culturais, e em cada lugar do país isso foi se desenvolvendo de maneira diferente. Então, quando a gente traz para o palco esse repertório de música brasileira, focado nessa festa, que é tão importante para o nosso país, que é tão importante para nós brasileiros, eu acredito que a gente está trazendo uma experiência musical que fala sobre nós mesmos”, finalizou. Descrição das Peças Abrindo o espetáculo com toda a energia característica do carnaval pernambucano, a banda vai iniciar a noite com "Passo de Anjo", um frevo arrebatador de autoria de Spok e João Lira. Esta peça é descrita como uma explosão de ritmo e melodia, caracterizada por sua vivacidade e pela liberdade expressiva que permite aos músicos improvisarem e se destacarem individualmente. Em seguida, o público será transportado para os tradicionais blocos de frevo com "Frevo Sanfonado", uma obra-prima do grande mestre Sivuca, com arranjo de Spok. Nessa música, os instrumentos de sopro evocam o som de uma sanfona, criando uma atmosfera festiva e contagiante que remete às ruas animadas no carnaval de Pernambuco. Dando uma pausa nos ritmos frenéticos, a banda mergulha em um samba com nuances de partido alto com "Estamos Aí", uma composição de Maurício Einhorn e arranjo de Nelson Faria. Esta escolha reflete a influência do samba e sua relevância no cenário musical brasileiro, explorando um lado mais reflexivo e contemplativo do gênero. A atmosfera de introspecção continua com "Mistérios", uma composição clássica de Joyce Moreno e Maurício Maestro, que será interpretada com excelência pela AJB. Esta música, enriquecida pelo arranjo de Diego Garbin, apresenta um solo que conduzirá os ouvintes por caminhos melódicos emocionantes e envolventes. Retornando às raízes do samba, a big band apresentará "Carinhoso", um dos grandes clássicos de Pixinguinha com João de Barros, em um arranjo de Jonas Hocherman. Esta peça icônica, enriquecida pelo solo de trombone baixo de Alexandre Gomes, promete cativar o público com sua melodia envolvente e sua letra poética, que será entoada pela plateia em um momento de interação única. A Amazonia Jazz Band promete uma explosão de energia com "Brooklyn High", uma composição instrumental de Nelson Faria. Esta peça, permeada pelo partido alto e pelo ritmo contagiante do samba, proporcionará aos espectadores um último momento de celebração e alegria, transportando-os para uma atmosfera festiva digna do melhor do carnaval brasileiro. Para tocar as três últimas músicas, que serão executadas em bloco, assim como a abertura do show, o maestro planejou uma intervenção especial em vídeo ou chamada de vídeo com o renomado maestro e saxofonista da Spok Frevo. Spok Frevo trará um pouco da história do frevo, e também uma contextualização das três últimas peças do concerto: "O Último Dia", de Levino Ferreira, com arranjo de Spok; "Cabelo de Fogo", do maestro Nunes, com arranjo de Spok; e "Vassourinhas", de M. da Rocha e João Batista, também com arranjo de Spok. Essas músicas, extremamente representativas e conhecidas pelos foliões do carnaval pernambucano, encerrarão o espetáculo em grande estilo, proporcionando um mergulho na tradição e na animação das festividades carnavalescas. Um destaque especial será a interpretação de "Cabelo de Fogo" de forma tradicional, como é tocada nas ruas do frevo pernambucano, com a Amazônia Jazz Band trazendo toda a energia e a competitividade saudável típicas dos grupos que se encontram durante o carnaval, em uma verdadeira celebração da cultura e da música brasileira. PROGRAMA PASSO DE ANJO Spok/João Lira Arr. Spok FREVO SANFONADO Sivuca Arr. Spok ESTAMOS AÍ Mauricio Einhorn Arr. Nelson Faria MISTÉRIOS Joyce Moreno/Mauricio Maestro Arr. Diego Garbin CARINHOSO Pixinguinha/João de Barros Arr. Jonas Hocherman BROOKLYN HIGH Nelson Faria ÚLTIMO DIA Levino Ferreira Arr. Kidbone CABELO DE FOGO Maestro Nunes Arr. Duda VASSOURINHAS M. da Rocha/J. Baptista Arr. Spok Serviço: O concerto "Brasil em Festa: do Frevo ao Samba", acontece nesta quinta-feira (29), às 20h, no Theatro da Paz, sob a regência do maestro Elias Coutinho. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do Da Paz, a partir das 9h da manhã do dia 29, no valor de R$ 2,00. disponibilizados dois ingressos por pessoa. Texto de Úrsula Pereira / Ascom Theatro da Paz Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/51761/amazonia-jazz-band-fara-uma-noite-musical-e-de-energia-carnavalesca-no-theatro-da-paz Anterior Próximo
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< Volte Balé “O Corsário” é apresentado pela primeira vez no Pará e surpreende no Theatro da Paz Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 29 de jun. de 2023 Balé “O Corsário” é apresentado pela primeira vez no Pará e surpreende no Theatro da Paz Foto: Lucas Mont/ SECULT Dois sonhos que se realizaram na Grand Premier do balé de repertório “O Corsário”. A estudante do ensino médio Jéssica Carmo, desde bem pequena, desejava assistir um espetáculo de balé e conhecer o Theatro da Paz. Ela só não imaginou que realizaria os dois sonhos em um só dia. “Eu ganhei da minha tia o ingresso para “O Corsário” e aqui estou eu conhecendo o templo paraense das artes. Estou maravilhada com tanta beleza. O espetáculo foi lindo e espero que essa temporada retorne para que mais pessoas possam assistir também”, afirmou a estudante. Regado de muita emoção e saudade do primeiro semestre da temporada 2023 do Theatro da Paz, a noite de estreia de “O Corsário” celebrou conquistas importantes das atividades artísticas do teatro monumento, é o que afirma a secretária de Estado de Cultura, Ursula Vidal. “Queremos agradecer a presença do público e a todos os trabalhadores e trabalhadoras do Theatro da Paz, os músicos que fazem nossos corpos artísticos e nos emprestam seus talentos. Nesta noite vivemos uma experiência que vai ficar marcada na trajetória do Da Paz. Uma parceria entre o Governo do Pará e a Companhia de Dança Ana Unger, com apoio do Colegiado de Dança do Pará, realizou pela primeira vez, audições para selecionar 60 bailarinos de várias companhias para compor o balé “O Corsário”, apresentado completo pela terceira vez no Brasil e pela primeira vez em nosso Estado. Uma superprodução que realizamos com ajuda dessa turma que está na coxia, no cenário, figurino, iluminação, som, um batalhão que faz a cultura e a arte”, explica a secretária. De acordo com Daniel Araujo, diretor do Theatro da Paz, a montagem paraense, além dos 60 bailarinos selecionados por audições, conta com 3 bailarinos convidados do corpo de balé do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, gerando um intercâmbio importante para a formação do corpo de balé local. “É de extrema importância apresentar esse gênero artístico para o nosso público que já está habituado a outros estilos da música clássica, principalmente pela valorização do profissional de dança que carrega história, tradição e apresentá-lo ajuda a preservar essa herança cultural”, disse. Enredo - "O Corsário" é um ballet clássico de repertório que conta a história de um pirata chamado Conrad, que se apaixona por uma bela jovem chamada Medora. O ballet foi originalmente coreografado por Joseph Mazilier com música de Adolphe Adam e Ludwig Minkus, e estreou em 1856 na Ópera de Paris. Desde então, "O Corsário" foi adaptado por vários coreógrafos e companhias de ballet em todo o mundo. É conhecido por sua técnica exigente e seus pas de deux emocionantes. Embora "O Corsário" seja um ballet e não uma obra de música clássica, a sua música é considerada importante para o repertório de balé clássico. A partitura original de Adolphe Adam e Ludwig Minkus inclui árias, variações, cenas de conjunto e pas de deux que são apreciados pelos amantes do balé em todo o mundo. Além disso, "O Corsário" foi uma das primeiras produções de balé a incorporar elementos exóticos e orientais em sua coreografia e trama, o que influenciou muitas outras produções de balé posteriores. Como resultado, "O Corsário" é considerado uma obra importante na história do balé e da música clássica. Para Miguel Campos Neto, maestro titular da OSTP, a qualidade de uma orquestra sinfônica se dá pela versatilidade e a OSTP se encaixa nesse perfil. “A nossa OSTP já é versada em tantos estilos, mas, principalmente em ópera, e tocar este balé é importante porque adicionamos outra qualidade que vai nos aprimorar ainda mais no desenvolvimento da sonoridade e no sentimento de grupo. Estamos muito felizes com esta apresentação”, afirmou o maestro. Texto: Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) Via Agência Pará - https://agenciapara.com.br/noticia/45092/bale-o-corsario-e-apresentado-pela-primeira-vez-no-para-e-surpreende-no-theatro-da-paz Anterior Próximo
