Resultados da busca
Buscar neste site
118 resultados encontrados com uma busca vazia
- Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz realiza concerto em homenagem à genialidade de Beethoven | Theatro da Paz
< Volte Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz realiza concerto em homenagem à genialidade de Beethoven Úrsula Pereira - Ascom/Theatro da Paz 24 de fev. de 2023 Nesta quinta-feira (25), às 20h, o Theatro da Paz será palco de uma noite de reverência à genialidade de Ludwig Van Beethoven. A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP) apresentará uma emocionante "Homenagem a Ludwig Van Beethoven", sob a regência do maestro Miguel Campos Neto, com a participação especial do talentoso violinista Justo Gutierrez. A iniciativa é do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Theatro da Paz e Academia Paraense de Música (APM), que prepararam uma programação especial. Durante os preparativos para um concerto dedicado ao icônico compositor, o maestro Miguel Campos Neto, regente da OSTP, compartilhou uma perspectiva singular sobre a profundidade da música sinfônica e o legado incomparável de Beethoven. Segundo Miguel, Beethoven ocupa um lugar de destaque entre os compositores para orquestra sinfônica, ao lado de nomes como Mozart, Brahms, entre outros frequentemente presentes nos repertórios das salas de concerto. Enfatizando a importância da diversificação do repertório sinfônico, Campos Neto ressaltou a relevância de resgatar obras esquecidas e reconhecer o talento das compositoras mulheres. Apesar disso, ele destacou que os clássicos imortais ainda exercem uma influência marcante nos palcos musicais. O maestro compartilhou sua experiência ao reger a Quinta Sinfonia de Beethoven, uma obra lendária que encapsula a essência da genialidade do compositor. “As emoções que a música de Beethoven transmitem são muitas, mas existem algumas, principalmente nessas composições em dó menor, que se ressaltam acima de outras. Uma delas é a tragédia e a outra delas é o heroísmo. Uma composição dele, exemplo perfeito disso, é a 5ª Sinfonia: muitas vezes você começa com aquele sentimento tempestuoso, trágico, que é o primeiro movimento, por exemplo, e você tem uma viagem, uma jornada musical, até você chegar ao quarto movimento, que em dó maior explode em uma espécie de júbilo heroico. Essa chegada jubilosa é muito importante, nos leva a perceber todas as emoções pelas quais você passa chegando lá. Então, esses sentimentos o público pode ter certeza de que vai perceber no toque da interpretação da nossa Orquestra Sinfônica”, explicou o maestro. A questão da autenticidade histórica na interpretação foi abordada com sabedoria pelo maestro. Ele enfatizou a importância de contextualizar a música de Beethoven para refletir as realidades acústicas e técnicas contemporâneas. Para Campos Neto, a busca por uma autenticidade flexível, que respeite a essência das obras enquanto se adapta ao presente, é essencial para uma interpretação significativa. No entanto, o aspecto mais comovente foi sobre a surdez de Beethoven. Campos Neto descreveu a tragédia por trás do gênio, destacando a luta do compositor para criar obras magistrais sem jamais ouvi-las sendo interpretadas. A imagem do compositor virando-se para o público, incapaz de ouvir os aplausos para sua própria obra-prima, ecoa como um testemunho doloroso da condição humana. "A surdez de Beethoven foi, sem dúvida, um grande desafio para ele, mas também é uma marca indelével de seu gênio. Compor sem a capacidade de ouvir é uma prova da verdadeira compreensão das estruturas musicais, tanto teórica quanto prática. No entanto, vejo essa condição não apenas como um desafio, mas principalmente como uma tragédia. Beethoven enfrentou esse desafio com maestria, produzindo composições grandiosas, talvez as maiores já escritas na história da música. No entanto, é trágico pensar que ele nunca pôde experimentar suas próprias criações sendo interpretadas. A história frequentemente contada sobre a estreia da 9ª Sinfonia exemplifica essa tragédia: ele terminou a peça sem saber, incapaz de ouvir os aplausos que o mundo lhe dedicava. Essa desconexão entre o criador e sua obra é profundamente comovente. A surdez de Beethoven representa não apenas um desafio superado pelo gênio, mas também uma tragédia que o impediu de desfrutar plenamente do reconhecimento de seu trabalho, tanto na interpretação quanto nos aplausos do público", explicou emocionado o maestro. Entre as peças selecionadas, temos primeiro uma abertura chamada Coriolano, que Beethoven escreveu como abertura de uma peça, conhecida como música incidental. É uma composição que transita entre a música sinfônica e a música de ópera, destinada ao palco, mas instrumental. Essa é a essência de Coriolano. Em seguida, temos o Concerto Número 3 para Piano. Beethoven compôs cinco concertos para piano, e este é o terceiro, representando o período mediano de sua composição. Beethoven passou por três períodos distintos: o inicial, o mediano e o final. Este concerto evidencia sua habilidade não apenas como compositor, mas também como pianista, uma carreira que iniciou desde tenra idade, quando seu pai o comparava a Mozart. E finalmente, temos a majestosa Quinta Sinfonia, uma das obras mais famosas já escritas, provavelmente. É interessante notar que todas essas composições são em dó menor. Esse detalhe é fascinante, pois dó menor permitia a Beethoven expressar seu lado heroico e tempestuoso, refletindo o conceito de Sturm und Drang, característico do início do romantismo. Beethoven, como sabemos, é um compositor de transição entre o classicismo e o romantismo. Serviço - O concerto promete mergulhar o público em um universo de sonoridades clássicas, destacando algumas das obras mais icônicas do compositor alemão. A entrada é franca, porém, para garantir seu lugar, é necessário retirar os ingressos a partir das 9h do dia 25 de abril, tanto pelo site TicketFácil quanto na bilheteria do Theatro da Paz, com limite de 02 unidades por pessoa. Não perca a oportunidade de vivenciar esta celebração da música clássica e do legado eterno de Beethoven. Texto: Úrsula Pereira - Ascom/Theatro da Paz Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/53582/orquestra-sinfonica-do-theatro-da-paz-realiza-concerto-em-homenagem-a-genialidade-de-beethoven Anterior Próximo
- Amazônia Jazz Band faz concerto na Usina da Paz do Icuí-Guajará | Theatro da Paz
< Volte Amazônia Jazz Band faz concerto na Usina da Paz do Icuí-Guajará Úrsula Pereira - Ascom/Theatro da Paz 18 de fev. de 2024 Governo do Estado e Academia Paraense de Música levam a AJB a novas plateias, em uma agenda de apresentações que contempla outras UsiPaz A Amazônia Jazz Band (AJB) realizou, na Usina da Paz do Icuí-Guajará, em Ananindeua, município da Região Metropolitana de Belém, o primeiro concerto do “Projeto Sons da Paz”, na noite de sábado (17). A iniciativa é do Governo do Pará, por meio das secretarias de Estado de Cultura (Secult) e de Articulação da Cidadania (Seac), Theatro da Paz e Academia Paraense de Música (APM). A apresentação contou com a animada participação da comunidade local, que interagiu com a AJB. "Participar do concerto da Amazônia Jazz Band foi um momento magnífico para nossa comunidade, algo que muitos consideravam impossível. A saudade já era grande, e receber a 'Amazônia' em nosso bairro é uma honra enorme. Esta é uma oportunidade única para apresentar a banda a mais pessoas. Estamos transbordando de felicidade", declarou a moradora Jéssica Pereira. Incentivo - O Projeto Sons da Paz reafirma o compromisso do Governo do Pará com a democratização do acesso à cultura. Ursula Vidal, secretária de Estado de Cultura, explicou que o objetivo é promover a circulação dos Corpos Artísticos do Theatro da Paz, inicialmente pelas Usinas da Paz na Região Metropolitana. “O 'Sons da Paz' está aproximando ainda mais o público da música, formando plateias e incentivando as futuras gerações de forma positiva. Está é, agora, uma política permanente de cultura. Nos viremos aqui, trazendo nossos corpos artísticos, mas as Usinas também irão se organizar para levar as pessoas do entorno até nossos museus e ao Theatro da Paz. Estamos muito felizes de estar aqui”, disse a secretária. De acordo com o maestro Elias Coutinho, a música pode salvar os jovens ao proporcionar uma forma de expressão universal que conecta as pessoas e promove a empatia, servindo como válvula de escape e fonte de inspiração e esperança em momentos difíceis. “Eu nasci na cidade de Santa Izabel (Santa Izabel do Pará) e foi assistindo um show como este da Amazônia Jazz Band que decidi ser músico. A música pode oferecer uma saída positiva para expressar emoções, sonhos e realidades, construir identidades, desenvolver habilidades criativas e artísticas, e até mesmo servir como uma alternativa saudável para lidar com desafios e dificuldades do cotidiano”, afirmou o maestro, acrescentando que "estamos muito orgulhosos por estar aqui, democratizando o acesso, pois a mesma música que fazemos no Theatro da Paz estamos trazendo para cá. Esperamos inspirar a todos”. A Amazônia Jazz Band já havia se apresentado na Usina da Paz da Cabanagem, em Belém, com repertório da Banda Sayonara, e na UsiPaz de Marituba, nas comemorações de um ano do complexo. A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz também já se apresentou na Usina da Cabanagem, dentro da programação do Preamar da Consciência Negra. Esta é a primeira vez que os corpos artísticos do Theatro da Paz vão cumprir uma agenda de apresentações nos complexos de cidadania, criados e administrados pelo Governo do Pará. A próxima apresentação do “Projeto Sons da Paz” será novamente da Amazônia Jazz Band, no dia 1º de março, na Usina da Paz Jurunas/Condor, com entrada franca. Texto: Úrsula Pereira - Ascom/Theatro da Paz Via: https://agenciapara.com.br/noticia/51556/amazonia-jazz-band-faz-concerto-na-usina-da-paz-do-icui-guajara Anterior Próximo
- Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz e Coro Carlos Gomes apresentam concerto especial de Páscoa | Theatro da Paz
< Volte Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz e Coro Carlos Gomes apresentam concerto especial de Páscoa Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 26 de mar. de 2024 A entrada para o espetáculo é gratuita O Theatro da Paz recebe, às 20h, desta quinta-feira, 28, o concerto sinfônico: "Concerto Especial de Páscoa", que promete encantar o público com uma seleção de obras emblemáticas e que serão conduzidas pela maestrina convidada Maria Antonia Jiménez. A entrada para o espetáculo é gratuita, mediante retirada de até 2 unidades por pessoa pelo site Ticket Fácil a partir das 9h do dia do concerto, ou na bilheteria do Theatro da Paz a partir das 18h. A iniciativa é do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Theatro da Paz e Academia Paraense de música (APM). O concerto especial contará com a participação do renomado Coro Carlos Gomes e da solista Clara Nascimento, que brilhará com sua flauta transversal. A regente Maria Antonia Jiménez, conhecida por sua paixão e maestria na condução de orquestras, compartilhou sua expectativa para o momento. "Reger a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz é sempre um privilégio. Eu sempre fico muito agradecida pelo convite. Fazer isso uma vez por ano é algo que me traz muita felicidade e gratidão", expressou a maestrina. O programa do concerto incluirá obras marcantes da música clássica, começando com a vibrante Sinfonia Nº 82 de Franz Joseph Haydn, conhecida como "L'Ours". A maestrina destaca o caráter positivo e o astral envolvente desta sinfonia, escolhida especialmente para esta ocasião. Em seguida, a talentosa solista Clara Nascimento se juntará à orquestra para interpretar o "Concertino para flauta, op. 107" de Cécile Chaminade. A parceria entre Clara e a orquestra promete uma experiência musical cativante e envolvente. O ápice emocional do concerto será a execução da cantata sacra "Christ lag in Todes Banden BWV 4" de Johann Sebastian Bach. Esta obra, repleta de profundidade espiritual, oferecerá um momento de reflexão e contemplação para o público presente. A maestrina Jiménez enfatiza a importância deste momento, onde a plateia poderá acompanhar o texto em português, com legendas para o original em alemão. "Essa será a nossa singela maneira de desejar uma feliz Páscoa para todos, repleta de paz e sabedoria", compartilha a maestrina sobre a mensagem que desejam transmitir com este concerto especial. Com um programa diversificado e emocionante, a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz e o Coro Carlos Gomes prometem uma noite inesquecível, repleta de música sublime que eleva a alma. Este é um evento que não apenas celebra a tradição da Páscoa, mas também a riqueza cultural e artística de Belém. Programa: F. J. Haydn (1732 - 1809) Sinfonia Nº 82, "L'Ours" - Vivace assai - Allegretto - Menuetto - Vivace assai C. Chaminade (1857 - 1944) Concertino pour flûte, op. 107 Solista: Clara Nascimento Intervalo J. S. Bach (1685 - 1750) Christ lag in Todes Banden BWV 4 - Sinfonia - Versus 1. Christ lag in Todes Banden - Versus 2. Den Tod niemand zwingen kunnt - Versus 3. Jesus Christus, Gottes Sohn - Versus 4. Es war ein wunderlicher Krieg - Versus 5. Hier ist das rechte Osterlamm - Versus 6. So feiern wir das hohe Fest - Versus 7. Wir essen und leben wohl Serviço: A entrada é franca e os ingressos serão disponibilizados no dia do evento, a partir das 9h, pelo site www.ticketfacil.com.br e a partir das 18h na bilheteria do TP. Duas unidades por pessoa/CPF. Texto: Úrsula Pereira (Assessora de Comunicação do Theatro da Paz) Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/52740/orquestra-sinfonica-do-theatro-da-paz-e-coro-carlos-gomes-apresentam-concerto-especial-de-pascoa Anterior Próximo
- Dia Internacional do Jazz é celebrado com espetáculo da Amazônia Jazz Band | Theatro da Paz
< Volte Dia Internacional do Jazz é celebrado com espetáculo da Amazônia Jazz Band Úrsula Pereira - Ascom/Theatro da Paz 29 de abr. de 2024 Apresentação terá repertório homenageando renomados músicos como Adelbert Carneiro, o Trio Manari e o compositor Minni Paulo Medeiros O Theatro da Paz será palco de um evento musical singular que promete marcar história na cena cultural paraense. Às 20h, desta terça-feira (30), será realizado o concerto "Jazz Entre Rios: A Música de Jobim nas Correntes do Pará", sob a regência do maestro Elias Coutinho. A apresentação da Amazônia Jazz Band celebra o Dia Internacional do Jazz com clássicos do gênero e os ritmos autênticos da região Amazônica. A iniciativa é do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Theatro da Paz e Academia Paraense de Música (APM). O espetáculo destaca a riqueza e diversidade dos ritmos paraenses, que possuem contribuições e elementos do jazz. O repertório do concerto homenageia renomados músicos como Adelbert Carneiro, Trio Manari, Minni Paulo Medeiros, entre outros. O concerto serve como oportunidade de conectar as novas gerações com as raízes musicais da Amazônia e de celebrar o legado de Tom Jobim de uma maneira única. Para esse espetáculo, foi escolhido como pilar central o compositor brasileiro Tom Jobim, que se destaca como figura atemporal no cenário jazzístico nacional e internacional, salienta o maestro titular da AJB, Elias Coutinho. “Nenhum outro compositor tem tantas composições obrigatórias no meio instrumental quanto Jobim. Trazê-lo para esta fusão única com os ritmos da Amazônia é uma forma de enriquecer ainda mais nossa identidade musical”, acrescentou. Com arranjos inéditos, cada apresentação foi produzida com cuidado para destacar os estilos musicais paraenses, desde o Carimbó ao Lundú, do Boi Bumbá ao Samba de Cacete, entre outros. A participação dos membros da banda foi fundamental para aperfeiçoar as habilidades técnicas, atingindo ritmos autênticos através das pesquisas e experiências para criar um concerto único, destaca Coutinho. “Esses músicos trazem consigo não apenas habilidade técnica, mas também uma profunda conexão com a cena musical local. Seu envolvimento foi crucial para garantir que cada nota ressoasse com a alma da Amazônia”, elogiou Elias Coutinho. Ainda de acordo com Coutinho, esse concerto representa um marco histórico não apenas para a AJB, mas para a música brasileira como um todo. “Nós estamos misturando a concepção jazzística com a rítmica da música brasileira, em uma experiência de vanguarda que nunca se ouviu em nenhuma parte do mundo. É um concerto verdadeiramente histórico”, afirma o maestro. Programa WAVE Tom Jobim Arr. Rafael Rocha DESAFINADO Tom Jobim/Newton Mendonça Arr. Rafael Rocha PASSARIM Tom Jobim Arr. Rafael Rocha SAMBA DE UMA NOTA SÓ Tom Jobim/Newton Mendonça Arr. Rafael Rocha GAROTA DE IPANEMA Tom Jobim/Vinicius de Moraes Arr. Rafael Rocha ÁGUAS DE MARÇO Tom Jobim Arr. Rafael Rocha Serviço: Com ingressos acessíveis a apenas R$2,00, a serem a serem adquiridos na bilheteria do TP e através do site Ticket Fácil, a partir das 9h do dia do concerto, esta é uma oportunidade imperdível para vivenciar uma experiência musical que transcende fronteiras e celebra a riqueza cultural da Amazônia. Texto de Úrsula Pereira / Ascom Theatro da Paz Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/53709/dia-internacional-do-jazz-e-celebrado-com-espetaculo-da-amazonia-jazz-band Anterior Próximo
- Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz realiza concerto sinfônico com “Temas de Cinema” | Theatro da Paz
< Volte Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz realiza concerto sinfônico com “Temas de Cinema” Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 13 de jun. de 2023 OSTP vai apresentar ao público trilhas de filmes clássicos como ‘A lista de Schindler’, ‘A Missão’, ‘Cinema Paradiso’, ‘Star Wars’, entre outras Foto: Mário Quadros O público terá oportunidade de assistir a versões orquestrais de trilhas de filmes clássicos como ‘A lista de Schindler’, ‘A Missão’, ‘Cinema Paradiso’, ‘Star Wars’, entre outras, no concerto “Temas de Cinema”, que será apresentado pela Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP), nesta quinta-feira (15), às 20h, no Theatro da Paz. Será uma noite para celebrar um nicho muito específico da música erudita, que é a trilha de cinema, uma maneira muito própria de compor e que possui um público cativo. De acordo com o maestro Miguel Campos Neto, titular da OSTP, a ideia é mostrar o quanto a música e o cinema estão interligados, como uma arte potencializa a outra, e de que forma elas se retroalimentam. “O cinema foi relacionado intimamente com a música desde o seu início, uma espécie de herança que vem da ópera, que é um teatro musicado”, explicou o maestro. O maestro explica ainda que o cinema mudo não existia sem a música, a diferença é que música não era gravada junto com o filme. “O filme era mudo, era passado assim, e os cinemas tinham orquestras. Ou, no caso de cinemas menores, em cidades menores, tinham pelo menos um pianista que sabia improvisar, e improvisava, e tocava olhando para o que estava acontecendo na tela, e sabia improvisar tudo o que estava acontecendo. Música que fazia sentido e que emocionava o público. Então, desde a era do cinema mudo, o cinema foi intimamente ligado com a música. Da feita que o som começou, onde já se teve tecnologia suficiente para adicionar o som ao cinema, desde aí já começou a composição especificamente para o cinema, e já começaram os grandes sucessos”, finalizou. As trilhas de filme geralmente são riquíssimas, pois são feitas sob medida. O compositor escreve pensando especificamente na história do filme e muitas vezes trabalha lado a lado com o diretor do filme para produzir. Por esse motivo, trilhas sonoras de filmes ou séries têm o seu sucesso ligado a essas obras, mas também conseguem uma independência e entram no cânone das composições de orquestras sinfônicas. A iniciativa é do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Theatro da Paz e Academia Paraense de Música (APM). Repertório JOHN WILLIAMS (1932) Tema principal do filme "A lista de Schindler" Solista: Myroslava Khomik ENNIO MORRICONE (1928-2020) Oboé de Gabriel, do filme "A Missão" ENNIO MORRICONE (1928-2020) Tema de Amor, do filme "Cinema Paradiso" JOHN CORIGLIANO (1938) Concerto para Violino, do filme "O Violino Vermelho" I. Chacona Solista: Myroslava Khomik MYROSLAV SKORYK (1938-2020) Melodia, do filme "High Pass" Solista: Myroslava Khomik JOHN WILLIAMS (1932) Suíte "Star Wars" para Orquestra I. Tema Principal II. Tema da Princesa Leia III. Marcha Imperial (Tema de Darth Vader) IV. Tema de Yoda V. Sala do Trono e Tema Final Serviço: Concerto “Temas de Cinema”, da OSTP, sob a regência do maestro Miguel Campos Neto Data: 15 de junho, às 20h Local: Theatro da Paz Os ingressos podem ser adquiridos neste site ou na bilheteria do Da Paz a partir das 9h da manhã do dia 15, no valor de R$ 2,00 (apenas duas unidades por pessoa). Texto: Úrsula Pereira (Ascom Theatro da Paz) Via Agência Pará - https://agenciapara.com.br/noticia/44517/orquestra-sinfonica-do-theatro-da-paz-realiza-concerto-sinfonico-com-temas-de-cinema Anterior Próximo
- Amazônia Jazz Band fará uma noite musical e de energia carnavalesca no Theatro da Paz | Theatro da Paz
< Volte Amazônia Jazz Band fará uma noite musical e de energia carnavalesca no Theatro da Paz Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 26 de fev. de 2024 Concerto 'Brasil em Festa: do Frevo ao Samba' será às 20h da próxima quinta-feira (29) sob a regência do maestro Elias Coutinho Antes que o mês da folia de momo acabe nos deixando na saudade, a Amazonia Jazz Band (AJB) vai encantar o público com uma mescla vibrante de ritmos e estilos musicais. Com um repertório cuidadosamente selecionado, o grupo estará vestido com trajes carnavalescos e promete levar os espectadores a uma jornada emocionante através de diversos gêneros, desde o frevo enérgico até o samba introspectivo, em uma noite que celebrará a rica diversidade da música brasileira. No concerto "Brasil em Festa: do Frevo ao Samba", cada nota é um convite para celebrar nossa rica cultura. O espetáculo acontece dia 29 de fevereiro, às 20h, no Theatro da Paz, sob a regência do maestro Elias Coutinho. A iniciativa é do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Theatro da Paz e Academia Paraense de Música (APM). O Brasil é um verdadeiro caldeirão cultural, onde diferentes ritmos e tradições se entrelaçam para criar uma rica tapeçaria sonora. Nesse contexto, o jazz, o frevo e o samba emergem como expressões distintas, porém intrinsecamente ligadas, da identidade musical brasileira. O jazz, nascido nos Estados Unidos no final do século XIX e início do século XX, logo encontrou eco nas terras brasileiras, influenciando e sendo influenciado por nossas próprias tradições musicais. Com sua ênfase na improvisação e na liberdade expressiva, o jazz se tornou uma plataforma para os músicos brasileiros explorarem novos horizontes sonoros, incorporando elementos de nossa rica herança musical. Por outro lado, o frevo surge como uma explosão de energia e cor nas ruas de Pernambuco, especialmente durante o carnaval. Com suas melodias vibrantes e ritmo acelerado, o frevo captura a alegria contagiante do povo brasileiro, enquanto suas complexas harmonias desafiam até mesmo os músicos mais habilidosos. Já o samba, talvez o gênero musical mais emblemático do Brasil, evoca imagens de celebração, paixão e saudade. Originário das comunidades afro-brasileiras, o samba transcendeu suas origens humildes para se tornar um símbolo da identidade nacional, expressando as mais profundas emoções do povo brasileiro. Neste contexto, o maestro Elias Coutinho, líder da Amazônia Jazz Band, mergulhou fundo na diversidade musical do Brasil, cuidadosamente selecionando um repertório que abraça o jazz, o frevo e o samba. Sua abordagem meticulosa reflete não apenas seu profundo conhecimento da música brasileira, mas também seu compromisso em celebrar as múltiplas facetas da cultura nacional. “Minha proposta como maestro da AJB é fazer com que a nossa big band traga a tradição do jazz quanto à improvisação, quanto à liberdade de expressão, quanto à linguagem artística, mas também dentro da nossa música brasileira como um todo e, principalmente, da música paraense. Uma defesa minha é de que a Amazônia Jazz Band precisa fazer a nossa música, precisa levar em todas as suas apresentações o jazz na sua essência, mas agregando a música brasileira. Em um repertório que só nós brasileiros podemos trazer com a clareza cultural, com a vivência do nosso povo”, explicou o maestro. “Quanto mais eu mergulho no repertório de música brasileira, mais eu vejo a quantidade de estilos e variações que nós temos no nosso país, nas diversas regiões, de acordo com que as culturas foram se desenvolvendo no nosso país, com a ocupação de diversos povos e a mistura com os povos originários que já são diversos, fomos tendo uma variedade de manifestações culturais, e em cada lugar do país isso foi se desenvolvendo de maneira diferente. Então, quando a gente traz para o palco esse repertório de música brasileira, focado nessa festa, que é tão importante para o nosso país, que é tão importante para nós brasileiros, eu acredito que a gente está trazendo uma experiência musical que fala sobre nós mesmos”, finalizou. Descrição das Peças Abrindo o espetáculo com toda a energia característica do carnaval pernambucano, a banda vai iniciar a noite com "Passo de Anjo", um frevo arrebatador de autoria de Spok e João Lira. Esta peça é descrita como uma explosão de ritmo e melodia, caracterizada por sua vivacidade e pela liberdade expressiva que permite aos músicos improvisarem e se destacarem individualmente. Em seguida, o público será transportado para os tradicionais blocos de frevo com "Frevo Sanfonado", uma obra-prima do grande mestre Sivuca, com arranjo de Spok. Nessa música, os instrumentos de sopro evocam o som de uma sanfona, criando uma atmosfera festiva e contagiante que remete às ruas animadas no carnaval de Pernambuco. Dando uma pausa nos ritmos frenéticos, a banda mergulha em um samba com nuances de partido alto com "Estamos Aí", uma composição de Maurício Einhorn e arranjo de Nelson Faria. Esta escolha reflete a influência do samba e sua relevância no cenário musical brasileiro, explorando um lado mais reflexivo e contemplativo do gênero. A atmosfera de introspecção continua com "Mistérios", uma composição clássica de Joyce Moreno e Maurício Maestro, que será interpretada com excelência pela AJB. Esta música, enriquecida pelo arranjo de Diego Garbin, apresenta um solo que conduzirá os ouvintes por caminhos melódicos emocionantes e envolventes. Retornando às raízes do samba, a big band apresentará "Carinhoso", um dos grandes clássicos de Pixinguinha com João de Barros, em um arranjo de Jonas Hocherman. Esta peça icônica, enriquecida pelo solo de trombone baixo de Alexandre Gomes, promete cativar o público com sua melodia envolvente e sua letra poética, que será entoada pela plateia em um momento de interação única. A Amazonia Jazz Band promete uma explosão de energia com "Brooklyn High", uma composição instrumental de Nelson Faria. Esta peça, permeada pelo partido alto e pelo ritmo contagiante do samba, proporcionará aos espectadores um último momento de celebração e alegria, transportando-os para uma atmosfera festiva digna do melhor do carnaval brasileiro. Para tocar as três últimas músicas, que serão executadas em bloco, assim como a abertura do show, o maestro planejou uma intervenção especial em vídeo ou chamada de vídeo com o renomado maestro e saxofonista da Spok Frevo. Spok Frevo trará um pouco da história do frevo, e também uma contextualização das três últimas peças do concerto: "O Último Dia", de Levino Ferreira, com arranjo de Spok; "Cabelo de Fogo", do maestro Nunes, com arranjo de Spok; e "Vassourinhas", de M. da Rocha e João Batista, também com arranjo de Spok. Essas músicas, extremamente representativas e conhecidas pelos foliões do carnaval pernambucano, encerrarão o espetáculo em grande estilo, proporcionando um mergulho na tradição e na animação das festividades carnavalescas. Um destaque especial será a interpretação de "Cabelo de Fogo" de forma tradicional, como é tocada nas ruas do frevo pernambucano, com a Amazônia Jazz Band trazendo toda a energia e a competitividade saudável típicas dos grupos que se encontram durante o carnaval, em uma verdadeira celebração da cultura e da música brasileira. PROGRAMA PASSO DE ANJO Spok/João Lira Arr. Spok FREVO SANFONADO Sivuca Arr. Spok ESTAMOS AÍ Mauricio Einhorn Arr. Nelson Faria MISTÉRIOS Joyce Moreno/Mauricio Maestro Arr. Diego Garbin CARINHOSO Pixinguinha/João de Barros Arr. Jonas Hocherman BROOKLYN HIGH Nelson Faria ÚLTIMO DIA Levino Ferreira Arr. Kidbone CABELO DE FOGO Maestro Nunes Arr. Duda VASSOURINHAS M. da Rocha/J. Baptista Arr. Spok Serviço: O concerto "Brasil em Festa: do Frevo ao Samba", acontece nesta quinta-feira (29), às 20h, no Theatro da Paz, sob a regência do maestro Elias Coutinho. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do Da Paz, a partir das 9h da manhã do dia 29, no valor de R$ 2,00. disponibilizados dois ingressos por pessoa. Texto de Úrsula Pereira / Ascom Theatro da Paz Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/51761/amazonia-jazz-band-fara-uma-noite-musical-e-de-energia-carnavalesca-no-theatro-da-paz Anterior Próximo
- Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz celebra os 150 anos de Sergei Rachmaninoff | Theatro da Paz
< Volte Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz celebra os 150 anos de Sergei Rachmaninoff Úrsula Pereira - Ascom/Theatro da Paz 28 de mar. de 2023 Concerto será hoje (28), no palco do TP, com a participação do virtuoso pianista brasileiro Estefan Iatcekiw A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP) apresentará nesta terça-feira (28), as 20 h, um concerto em homenagem aos 150 anos de nascimento de Sergei Rachmaninoff, compositor de origem russa muito influente atualmente. Para executar o solo de piano de uma das peças, a orquestra terá a participação do virtuoso pianista brasileiro Estefan Iatcekiw, de apenas 19 anos. O concerto será no palco do Theatro da Paz, em Belém, com entrada gratuita. A iniciativa é do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Theatro da Paz e Academia Paraense de Música (APM). O concerto “Sesquicentenário de Rachmaninoff” vai homenagear um dos grandes compositores de todos os tempos, que emigrou para os Estados Unidos, onde começou a ser influenciado pelo cenário da música sinfônica daquele país, e se inseriu no contexto da música erudita norte-americana. Compôs para muitas orquestras; regeu para outras e foi solista frente a orquestras, muitas vezes tocando suas próprias obras. No período e que ele viveu, esse trajeto era comum. Especificamente na música erudita. Muitos compositores deixaram a Europa carregando suas tradições culturais, principalmente por causa das guerras, e emigraram para os Estados Unidos da América em busca de mais estabilidade, como o violoncelista Jascha Heifetz e o compositor Stravinsky. Rachmaninoff se insere nesse contexto histórico. Era um país onde as orquestras sinfônicas estavam crescendo cada vez mais, e a cada dia surgiam novas casas de ópera. Um mercado em ascendência, principalmente para um compositor performer, que também era muito conhecido por tocar não só suas obras, mas de outros compositores. De acordo com Miguel Campos Neto, maestro titular da OSTP, é de grande importância mencionar Sergei Rachmaninoff como pianista virtuoso. “Obviamente, tendeu a compor muitas coisas para piano, mas longe de ficar conhecido como um compositor para piano, como é Chopin, com poucas obras que não são para piano. Rachmaninoff quebrou com esse paradigma e compôs largamente para orquestra sinfônica; compôs obras dramáticas. Por exemplo, quatro sinfonias. É importantíssimo mencionar, pois esse fato faz com que ele se desassocie daquela imagem do pianista compositor, simplesmente”, explicou. Duas facetas - O repertório mostra duas facetas diferentes do compositor Sergei Rachmaninoff. A primeira obra é o "Concerto nº 3", muito conhecido entre os pianistas como um dos mais difíceis para o instrumento. O próprio Rachmaninoff, mostrou o quão grande pianista ele era ao executar a obra. Como aconteceu no século anterior com Paganini para o violino, com Chopin e Liszt para o piano, que escreviam obras altamente virtuosísticas e extremamente difíceis, e eles tocavam para o público como uma espécie de dupla recompensa, como compositores e intérpretes. A segunda obra é "Concerto nº 2", muito popular entre frequentadores de cinema, por integrar a trilha sonora de “O Espelho tem duas faces”, filme de 1996, de Barbra Streisand. A obra mostra Rachmaninoff como um grande compositor criativo, muito além de um compositor para piano. "Danças Sinfônicas", obra em três movimentos, mostra uma riqueza de temas, de harmonia e orquestração invejáveis. Serviço : Concerto “Sesquicentenário de Rachmaninoff” da OSTP, sob a regência de Miguel Campos Neto. Dia 28 de março, as 20 h, no Theatro da Paz. Ingressos gratuitos. Podem ser retirados somente no dia do concerto, no site ticketfacil.com.br , a partir de 09 h ou na bilheteria do TP, a partir de 18h . São apenas duas unidades por CPF. Texto: Úrsula Pereira - Ascom/Theatro da Paz Anterior Próximo
- Ópera inédita de Paulo Coelho, Gilberto Gil e Aldo Brizzi tem estreia mundial no XXIV Festival de Ópera do Theatro da Paz | Theatro da Paz
< Volte Ópera inédita de Paulo Coelho, Gilberto Gil e Aldo Brizzi tem estreia mundial no XXIV Festival de Ópera do Theatro da Paz Por Amanda Engelke (SECULT) 23 de nov. de 2025 Inspirada no poema de Gonçalves Dias, a ópera terá récitas nos dias 10, 11 e 12 de novembro, durante o período da COP 30 em Belém A ópera I-Juca Pirama, com libreto de Paulo Coelho e composição musical de Gilberto Gil e Aldo Brizzi, terá sua estreia mundial no Theatro da Paz, em Belém, nos dias 10, 11 e 12 de novembro, encerrando em grande estilo a programação do XXIV Festival de Ópera do Theatro da Paz, no mesmo período em que a capital paraense recebe a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). Com 75 minutos de duração, a obra inspirada no poema de Gonçalves Dias reúne cantores líricos e artistas do Núcleo de Ópera da Bahia (NOP), o Coro Carlos Gomes de Belém, a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz e o grupo indígena Huni kuin (Acre). A produção ecopoética propõe uma narrativa filosófica e sensorial sobre o universo indígena da Amazônia, entrelaçando literatura, música, ancestralidade, ecologia, coexistência e espiritualidade. Cantada em língua portuguesa, a ópera articula música, canto, dança, projeções audiovisuais e rituais de matriz indígena, traduzindo o encontro entre a tradição lírica e a sabedoria ancestral dos povos da floresta. O espetáculo é uma realização do Núcleo de Ópera da Bahia, em co-realização do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), com produção da ComArte Produções, apoio do programa Boca de Brasa, da Fundação Gregório de Mattos e da Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura de Salvador. Também conta com o apoio de mídia televisiva da France Télévisions. O escritor, jornalista e compositor brasileiro, parceiro de décadas de Raul Seixas, Paulo Coelho, destaca que “a obra vai revolucionar a ópera brasileira, com um trabalho magnífico de Aldo Brizzi e Gilberto Gil”, afirmou o carioca, que ocupa a 21.ª cadeira da Academia Brasileira de Letras. Para Ursula Vidal, secretária de Cultura do Pará, a estreia mundial de I-Juca Pirama no palco do Theatro da Paz reafirma a grandeza do Festival de Ópera. “Nosso Festival se consolidou, em 2025, como uma política pública de cultura que diversifica suas parcerias institucionais, co-realizando grandes espetáculos com outros importantes núcleos de produção operística do país". "A ampliação do repertório de montagens, com estreias mundiais de obras inspiradas no riquíssimo universo simbólico de nossa Amazônia, reafirma a grandeza deste Festival realizado há mais de duas décadas em um teatro monumento da cultura brasileira”, destaca a secretária. Figurinos sustentáveis Todos os figurinos da ópera são eco sustentáveis e assinados por dois artistas: o xamã e artista plástico Tukano Bu’úKennedy, responsável pelos trajes indígenas, e a figurinista Irma Ferreira, autora dos figurinos modernos e dos adereços. As criações foram produzidas por artesãos e coletivos indígenas da Amazônia, a partir de materiais sustentáveis, fibras, pigmentos naturais e técnicas tradicionais. “Os figurinos são concebidos por Bu’ú Kennedy, xamã tucano e grande artista plástico. Ele criou uma série de trajes feitos com casca de árvore, mastigada ritualmente durante três dias pelas mulheres tucanas antes de se transformar em tecido. Já as vestes masculinas são cortiças de árvores amazônicas, que voltam a crescer após o corte. É uma operação totalmente ecológica, que resgata a criatividade dos povos da Amazônia e valoriza sua presença na criação artística”, explica Aldo Brizzi, diretor musical e cênico da ópera. O maestro destaca ainda que seis indígenas do povo Huni kuin, do Acre, estarão em cena ao lado dos cantores líricos do NOP e do Coro Carlos Gomes, de Belém. “Essa convivência cria uma dimensão simbólica e real entre o erudito e o ancestral, unindo vozes que expressam a floresta em sua força espiritual e estética”. Trabalho reflete múltiplas matrizes culturais brasileiras, diz diretor musicial Para Aldro Brizzi, a parceria com Gilberto Gil dá origem a uma obra musical que reflete múltiplas matrizes culturais brasileiras. “A estética musical dessa ópera segue a linha que já trabalhamos em Amor Azul, eu e Gil, ou em obras minhas como a Ópera dos Terreiros. É uma fusão total entre elementos da cultura afro, afro-brasileira, indígena e erudita. A melodia e a harmonia vêm um pouco da música popular, porque é um trabalho feito a quatro mãos com o Gil. Tudo flui naturalmente entre a rítmica indígena e a linguagem sinfônica, com o DNA da música popular sempre presente de forma comovente e radical”, destaca Brizzi. O compositor ressalta que o texto de Gonçalves Dias foi determinante para o ritmo e o caráter da obra. “A força da palavra de Gonçalves Dias é extraordinária. Ela traz uma musicalidade própria, com termos que hoje soam incomuns, mas cheios de sentido. Nossa ópera se passa em duas épocas — a antiga, narrada por Gonçalves Dias, e a moderna, contada por nós. O I-Juca contemporâneo revive a busca por identidade em meio à destruição. Essa convivência entre o antigo e o novo dá à obra uma dimensão simbólica de continuidade e transformação.” Para Brizzi, o Núcleo de Ópera da Bahia reafirma sua vocação de aproximar a ópera das raízes culturais brasileiras. “O NOP sempre deu grande relevância à cultura de raiz. Nossas óperas são em português e querem comunicar. Não é ópera intelectual, é ópera popular no verdadeiro sentido do termo. A ópera sempre foi a arte do seu tempo — popular e profunda. Queremos ser modernos e criativos, com respeito às raízes, para que todos possam se emocionar e se reconhecer no que fazemos”. Os desafios de unir o canto lírico às tradições indígenas fazem parte da trajetória de Aldo Brizzi. Em Amor Azul, ele e Gilberto Gil uniram o DNA da música popular brasileira à grande respiração da música sinfônica; em Ópera dos Terreiros, aproximaram o Candomblé da eletrônica e do canto lírico. Em I-Juca Pirama, a orquestra e o coro se unem à rítmica e à tímbrica dos instrumentos indígenas, criando uma cor sonora única e profundamente simbólica. A obra nasce do diálogo entre arte, ecologia e consciência ambiental. A floresta está presente em cada gesto, som e material de cena, fazendo da ópera uma verdadeira celebração da Amazônia e de sua sabedoria ancestral. Considerada por Paulo Coelho como um trabalho capaz de revolucionar a ópera brasileira, a produção inicia com um prólogo em vídeo-projeção gravado na Amazônia, com Gilberto Gil no papel de Croá, o trovador dos povos originários, cantando uma música inédita sobre as queimadas, e o próprio Paulo Coelho interpretando Gonçalves Dias, que se transforma em Espírito da Terra. A escolha de Belém e do Theatro da Paz para a estreia mundial de I-Juca Pirama reforça o simbolismo amazônico da obra e a tradição da cidade como polo operístico do país. O teatro, um dos mais antigos e importantes do Brasil, tem sido palco de grandes criações do Núcleo de Ópera da Bahia e consolida-se como espaço de encontro entre linguagens, culturas e territórios sonoros. “Se apresentar no Theatro da Paz é sempre um prazer. Em 2022, já estivemos aqui com a Ópera dos Terreiros, no Festival de Ópera, e foi uma experiência marcante. Desta vez, voltamos para vibrar junto com aquela acústica maravilhosa e com o público paraense, que sempre acolhe a criação operística com generosidade e emoção”, conclui Brizzi. A renda da estreia será totalmente revertida em apoio ao povo indígena da Vila Dom Bosco, no Alto Rio Tiquié, distrito de Pari Cachoeira, região do Alto Rio Negro. A iniciativa busca valorizar a educação intercultural e preservar o legado das línguas e saberes ancestrais. SINOPSE Após ter suas terras devastadas pelos colonos portugueses, o jovem guerreiro I-Juca Pirama, último de sua tribo, parte em busca de novos territórios e de um sentido para sua existência. Capturado pelos Timbiras, é condenado ao sacrifício, mas sua coragem e dignidade transformam seus algozes. Entre o dever do guerreiro e o chamado da vida, I-Juca enfrenta o conflito entre honra e sobrevivência. Na ópera, a história se desenrola entre duas épocas — a antiga, contada por Gonçalves Dias, e a moderna, em que novas queimadas e devastações fazem o I-Juca contemporâneo reviver a busca por significado e pertencimento. Sua jornada reflete o destino de um povo em exílio na sua própria terra e o grito da floresta ferida. Em uma dimensão paralela, o Espírito da Terra tudo vê, prevê, narra e abraça. Entre os dois tempos da história, ela é a guardiã da memória e da transformação. Jaci, jovem Timbira frágil e encantada por I-Juca no tempo ancestral, renasce na era moderna como sua própria descendente, jornalista que entrevista o “I-Juca” contemporâneo nas terras devastadas pelas queimadas. Mas um antídoto poderoso resiste ao avanço da destruição: a força dos sonhos e a técnica ancestral de torná-los realidade. Assim, o mito renasce no presente, lembrando que a terra, mesmo ferida, continua a sonhar através de seus filhos. BIOGRAFIAS Paulo Coelho – Autor do texto original Reconhecido mundialmente, Paulo Coelho é um dos escritores mais lidos de todos os tempos, com mais de 320 milhões de livros vendidos em 170 países e traduzido para 88 idiomas. É membro da Academia Brasileira de Letras e Embaixador da Paz das Nações Unidas. Pela primeira vez, assina um texto original para o palco, ampliando sua obra para a linguagem cênica e musical. Gilberto Gil – Compositor Músico, compositor e intelectual, Gilberto Gil foi Ministro da Cultura do Brasil, é membro da Academia Brasileira de Letras e vencedor de múltiplos prêmios internacionais, incluindo Grammys e a Legião de Honra da França.Sua obra é um patrimônio da música brasileira, mesclando raízes populares com inovação estética. Aldo Brizzi – Diretor musical e coautor da composição Maestro, compositor e produtor ítalo-brasileiro, Aldo Brizzijá regeu as mais importantes orquestras na Europa e nas Américas. Autor de óperas como Amor Azul e Ópera dos Terreiros, é diretor do Núcleo de Ópera da Bahia (NOP) e reconhecido por integrar linguagens populares a tradição lírica, criando pontes entre o erudito e o contemporâneo. Núcleo de Ópera da Bahia (NOP) Coletivo lírico com sede em Salvador, o NOP é um projeto de excelência na formação e difusão da ópera brasileira, reunindo cantores, músicos e criadores com ênfase em diversidade racial e de linguagem. É 90% composto por artistas afro-brasileiros. Responsável por produções que mesclam tradição e inovação, atua também na formação de público e em ações de inclusão social. Bu’ú Kennedy – Figurinista e artista plástico Artista Tukano do povo Ye’pá Mahsã, da região de São Gabriel da Cachoeira (AM), Bu’ú Kennedy atua com pintura, instalação e figurino, destacando-se pelo uso de materiais naturais e símbolos ancestrais. Sua produção artística baseia-se na marchetaria, técnica de justaposição e encaixe de lâminas de madeiras diferentes, que formam paisagens, motivos e símbolos. Festival de Ópera do Theatro da Paz Criado em 2002, o Festival de Ópera do Theatro da Paz é uma das mais duradouras políticas públicas de formação de plateia do país. Realizado pelo Governo do Pará, por da Secult, o festival tem como anfitriã a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz — corpo artístico oficial do teatro, que completará 30 anos em 2026 — e se destaca por unir excelência musical, formação de público e protagonismo amazônico. Ao longo de mais de duas décadas, recebeu mais de 40 montagens, entre clássicos como La Traviata, Carmen, O Guarani e A Flauta Mágica, e estreias nacionais e mundiais inspiradas na literatura e no imaginário da Amazônia. Também desenvolve ações de inclusão, como o projeto Sons de Liberdade, que promove a reinserção de mulheres custodiadas e egressas do sistema penal por meio da confecção dos figurinos das montagens. Em 2025, o XXIV Festival de Ópera do Theatro da Paz apresentou a estreia mundial de Cobra Norato – Terras do Sem Fim, inspirada no poema de Raul Bopp, com libreto de Bernardo Vilhena, música de André Abujamra, direção artística de Carla Camurati e regência de Silvio Viegas; o concerto Tudo Isto é Teu – Uma Celebração de Waldemar Henrique, em parceria com o Theatro Municipal do Rio de Janeiro; e a Gala Lírica “A Ópera da Amazônia”, com a OSTP. FICHA TÉCNICA (resumo) Título: I-Juca PiramaSubtítulo: Aquele que deve morrerTexto: Paulo Coelho e Aldo Brizzi, livre recriação a partir do poema de Gonçalves DiasMúsica original: Gilberto Gil e Aldo BrizziDireção musical e cênica: Aldo BrizziFigurinos indígenas: Bu’ú KennedyFigurinos modernos e adereços: Irma Ferreira Elenco: I-Juca Pirama – Jean William Espírito da Terra – Graça Reis Cacique – Irma Ferreira Jaci – Milla Franco Ogib – Josehr Santos Grupo vocal lírico-popular do Núcleo de Ópera da Bahia Grupo indígena do Povo Huni kuin (Acre) Coro Carlos Gomes de Belém Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz Maestro: Aldo Brizzi Participações especiais: Gilberto Gil e Paulo Coelho (projeções audiovisuais) Duração: 75 minutos Realização: Núcleo de Ópera da Bahia Co-realização: Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) Produção: ComArte Produções SERVIÇO: I-JUCA PIRAMA – Aquele que deve morrer Estreia mundialÓpera inspirada na obra poética de Gonçalves Dias, em língua portuguesa, dividida em dois atosLibreto de Paulo Coelho, composição musical de Gilberto Gil e Aldo BrizziData: 10, 11 e 12 de novembroHorário: 20hLocal: Theatro da PazPraça da República | Rua da Paz, s/n, CentroBelém – PA Valores dos ingressos: Plateia, varanda, frisas e camarotes de primeira ordem: R$80 • Inteira | R$40 • MeiaCamarotes de segunda ordem: R$80 • Inteira | R$40 • MeiaGaleria: R$60 • Inteira | R$30 • Meia // Paraíso: R$40 • Inteira | R$20 • Meia O espetáculo estreia no dia 10 de novembro e terá ainda mais duas récitas nos dias 11 e 12 de novembro, às 20h. Os ingressos já estão à venda na bilheteria do TP e por meio do site: www.ticketfacil.com.br . Dúvidas e informações sobre venda de ingressos: (91) 3252-8603. E-mail: bilheteria@theatrodapaz.com . Com informações da Assessoria I-Juca Pirama Anterior Próximo
- Concerto da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz celebrou a amizade entre Brasil e Azerbaijão | Theatro da Paz
< Volte Concerto da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz celebrou a amizade entre Brasil e Azerbaijão Apresentação musical na noite da última quinta-feira (26) promoveu o intercâmbio cultural entre paraenses e músicos do país localizado no Cáucaso 27 de out. de 2023 Apresentação musical na noite da última quinta-feira (26) promoveu o intercâmbio cultural entre paraenses e músicos do país localizado no Cáucaso A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP), apresentou no palco do Theatro da Paz, na noite desta quinta-feira (26), o “Concerto da Amizade Azerbaijão-Brasil”, sob a regência do maestro convidado Abuzar Manafzade e com a participação dos solistas Václav Pacl, Karen Danger-Manafzade, Nijat Masimov e Sultan Huseyn. A iniciativa é do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Theatro da Paz e Academia Paraense de Música (APM). Em uma breve cerimônia que aconteceu no palco, a secretária de Estado de Cultura (Secult), Ursula Vidal, deu as boas-vindas aos convidados e à plateia. “É uma enorme satisfação receber esse público maravilhoso e a nossa extraordinária orquestra nesta noite de encontro em que celebramos o intercâmbio cultural e a amizade entre o Brasil e o Azerbaijão por meio da música”, afirmou. O embaixador do Azerbaijão no Brasil, Rashad Novruz também esteve presente no concerto. “Estamos muito felizes com esta visita ao estado do Pará e à Amazônia, celebrando, por meio da música, a amizade entre nossos países e a oportunidade de apresentar um pouco da nossa rica cultura e da nossa história este povo tão caloroso”, declarou. Programa musical - A primeira peça que foi executada, o ‘concerto para piano nº1’, além de ser uma das obras mais famosas e significativas do compositor alemão Johannes Brahms, é uma obra-prima do repertório pianístico e uma das mais desafiadoras. Para executar o solo de piano dessa peça, a orquestra teve a participação de Václav Pákl, da República Tcheca, demonstrando todo seu virtuosismo ao piano. O concerto é composto por três movimentos, o primeiro, marcado como ‘Maestoso’, conta com uma introdução seguida por temas líricos e dramáticos. O segundo movimento, ‘Adagio’ é mais suave e introspectivo. O terceiro movimento, ‘Rondo: Allegro non troppo’, é enérgico, com passagens rápidas e brilhantes para o pianista. E a segunda parte foi especial para a OSTP, que executou composições típicas do Azerbaijão, sendo uma delas um concerto composto pelo maestro convidado Abuzar Manafzade, que demonstrou grande capacidade técnica em suas composições. Texto: Úrsula Pereira/Ascom Theatro da Paz Anterior Próximo
- Duo Azulay estreia no XXIII Festival de Ópera do Theatro da Paz | Theatro da Paz
< Volte Duo Azulay estreia no XXIII Festival de Ópera do Theatro da Paz Úrsula Pereira - Ascom/Theatro da Paz 6 de set. de 2024 Recital trouxe um repertório inédito com arranjos para quatro mãos e dois pianos e emocionou o público ao revisitar obras icônicas do universo operístico O Duo Azulay, formado pelos irmãos Adriana e Humberto Azulay, brilhou no palco do Theatro da Paz na noite da última quarta-feira (04), em uma apresentação memorável dentro da programação do XXIII Festival de Ópera, promovido pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult). O recital, que trouxe um repertório inédito com arranjos para quatro mãos e dois pianos, emocionou o público ao revisitar obras icônicas do universo operístico. O duo, que existe desde 2009, demonstrou sua afinidade musical ao executar obras de grandes compositores como Carlos Gomes, J. Strauss e Bizet. A apresentação, que incluiu aberturas e árias emblemáticas, surpreendeu o público com interpretações vibrantes e cuidadosas, fruto da intensa preparação para o festival. Uma das grandes surpresas da noite foi a participação de um casal de bailaoures que encantou o público com uma apresentação de dança vibrante durante a suíte da ópera “Carmen”, de Bizet. Ao som da icônica Danse Boheme, o casal trouxe ainda mais vida à música, em uma performance que elevou o nível artístico da noite. "Foi inesperado e emocionante. A dança flamenca ao som de Carmen foi o ponto alto da noite, sem dúvida", comentou o espectador Augusto Câmara. A participação no Festival de Ópera do Theatro da Paz foi um marco na carreira dos irmãos. "É sempre uma honra participar de um evento tão importante para a cultura paraense. Esta é a nossa primeira vez no festival, e estamos muito emocionados", destacou Humberto. Adriana, por sua vez, falou sobre a emoção de tocar em um dos teatros mais históricos do Brasil. "O Theatro da Paz é um espaço que carrega muita história e significado para nós. Tocar aqui, dentro da programação do festival, é um momento único", afirmou. Entre o público presente estava Cléia Miranda, de 84 anos, que conhecia Adriana Azulay e decidiu apostar no talento da dupla ao assistir ao recital. "Eu já acompanho o trabalho da Adriana há muito tempo, e sempre acreditei que eles chegariam longe. Vim ao teatro porque sabia que seria uma apresentação grandiosa, e não me decepcionei. Foi uma noite maravilhosa, cheia de emoção", declarou Cléia, visivelmente emocionada. O recital foi cuidadosamente estruturado, dividindo-se em duas partes. Na primeira, os irmãos Azulay executaram peças como a Protofonia de "Il Guarany" de Carlos Gomes e a abertura da ópera "O Morcego" de J. Strauss. Na segunda parte, destacaram-se as obras de Bizet, com uma brilhante interpretação da suíte de Carmen, que incluiu, além da Danse Boheme, trechos como "Habanera" e "Les Toreadors". Adriana Azulay também ressaltou a importância de tornar a música clássica acessível a todos. "Nosso papel enquanto artistas é levar essa arte a todos, de maneira acessível, e o Festival de Ópera permite essa experiência", afirmou. O duo, além de executar com maestria as obras escolhidas, também criou uma conexão com o público, tornando o recital uma experiência imersiva e emocionante. A noite no Theatro da Paz foi marcada não apenas pela beleza das interpretações, mas também pela celebração da música clássica em um dos mais belos palcos do Brasil. Com a promessa de surpresas no repertório, o Duo Azulay cumpriu sua missão de oferecer uma apresentação inesquecível, deixando o público em êxtase. O XXIII Festival de Ópera do Theatro da Paz segue com uma programação rica e variada, reafirmando o compromisso de promover grandes produções e valorizar artistas como Adriana e Humberto Azulay, que mais uma vez mostraram sua excelência no cenário da música clássica. Texto: Úrsula Pereira - Ascom/Theatro da Paz Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/59413/duo-azulay-estreia-no-xxiii-festival-de-opera-do-theatro-da-paz Anterior Próximo
- Governo do Pará abre oficialmente o XXII Festival de Ópera do Theatro da Paz | Theatro da Paz
< Volte Governo do Pará abre oficialmente o XXII Festival de Ópera do Theatro da Paz Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 6 de mai. de 2023 A 22ª Edição do evento começa na terça-feira (9), com a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz e o coro infantil da Fundação Amazônica de Música Uma das principais tradições culturais do Pará e um dos mais importantes festivais de ópera do país abre sua 22ª edição às 20h da próxima terça-feira (9). O Festival de Ópera do Theatro da Paz, que leva o nome da primeira casa de espetáculos construída na Amazônia, vem se consolidando como o segundo antigo da América Latina e é destaque na cena lírica nacional e internacional, oriundo de uma história viva e herdeira dos tempos áureos da Belle Époque, do trabalho árduo e de políticas públicas sensíveis e persistentes. Para celebrar a abertura da programação, quem se apresenta é a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP) e do coro infantil da Fundação Amazônica de Música (FAM). Partindo do princípio de que a cultura deve ser acessível a todos, sem distinção, o Festival de Ópera do Theatro da Paz vem ao longo de mais de duas décadas democratizando o acesso à programação e estabelecendo forte conexão com diversos públicos, independentemente de formação ou de condições socioeconômicas. O evento cultural, atualmente, gera cerca de mil postos de trabalho a cada ano, fortalecendo assim a indústria da ópera e movimentando o setor de serviços e turismo, que impacta desde empresas especializadas em técnica de som e iluminação até restaurantes, lanchonetes, bares e o setor de hotelaria. Com diversas novidades, a nova temporada está orçada em aproximadamente R$ 1,7 milhão, e se constitui hoje em três frentes distintas: a frente artística, com as óperas, recitais e concertos; a frente pedagógica com o projeto “Academia de Ópera” que oferece uma formação continuada para cantores líricos paraenses e a frente social com o projeto “Sons de Liberdade”, criado por meio de parceria entre a Secretaria de Estado de Cultura (SECULT) e da Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP), com objetivo de capacitar custodiadas e custodiados para futura reinserção no mercado de trabalho, por meio da cadeia produtiva da ópera. Por meio do Sons de Liberdade, são realizadas oficinas de capacitação voltadas às artes performáticas, como cenotécnica, figurino e visagismo, ministradas por profissionais que atuam no Festival de Ópera do Theatro da Paz, consolidando o Da Paz como um teatro escola, uma alternativa para o fomento de uma cultura de paz, que leva arte, profissionalização e auxilia no desenvolvimento de habilidades sociais imprescindíveis ao convívio em uma sociedade que cada vez mais estimula o êxito individual. “Nosso Festival de Ópera do Theatro da Paz implementou, ao longo dos últimos anos, processos hoje já consolidados de formação profissional e inclusão social. E esse perfil é um dos mais importantes diferenciais desta política pública de acesso à cidadania cultural. As récitas, galas líricas e concertos são sempre lotados e, da plateia aos bastidores, nos deparamos com histórias de vida que se transformam por meio do contato com a arte e com os fazeres artísticos. A cultura sempre será uma importante ferramenta de transformação social. E a ópera, pela dimensão de sua estrutura produtiva, alcança impactos de grande escala. Sabemos que este é um caminho seguro, estratégico e inovador para a geração de emprego e renda, para a valorização de nossos talentos e para a formação de cidadãos conscientes de sua história e de seu papel na construção de uma sociedade mais justa e feliz”, frisou a titular da Secult, Ursula Vidal. A Ópera 'O Auto da Compadecida' A primeira apresentação acontece nos dias 23 e 24 de maio e será a ópera bufa "Auto da Compadecida", de Tim Rescala. A obra é baseada na peça homônima de Ariano Suassuna, e o texto foi adaptado pelo próprio Rescala, ao lado do maestro Rodrigo Toffollo, diretor artístico e regente titular da Orquestra Ouro Preto. O “Auto da Compadecida” é de 1955 e criou figuras que se tornaram marcantes na história do teatro brasileiro: João Grilo e Chicó, duas pobres almas sábias que jogam com as desvirtudes dos demais personagens; o padeiro e sua mulher, avaros, ciosos de um frágil status social; o Padre e o Bispo, interesseiros, racistas, desonestos e o cangaceiro Severino. Todos, com exceção de Chicó, acabam mortos, são julgados por Jesus e o Encourado, e defendidos por Nossa Senhora. De acordo com Daniel Araújo, diretor do Theatro da Paz, o festival deste ano vai seguir em duas direções. “Uma direção é confirmar nossas relações com teatros já parceiros, como o Teatro Amazonas, por meio do Corredor Lírico do Norte, e com Minas Gerais, por meio do Palácio das Artes e da Orquestra de Ouro Preto. A outra direção é a inclusão de óperas contemporâneas: ‘O Menino Maluquinho’, do Amazonas e ‘O Auto da Compadecida’, produzida por Minas Gerais”, explicou o diretor. Alinhado aos debates globais, o Festival vem se transformando em um ecofestival, se engajando em defesa da sustentabilidade. Em 2023, com o tema “Vozes ecoando Amazônia”, avançou ainda mais nessa ideia com a preparação de toda a cadeia produtiva da ópera para receber o maior evento climático do mundo - a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) - que acontecerá em 2025, e tem Belém como cidade candidata a sede. Serviço : Abertura do XXII Festival de Ópera do Theatro da Paz 09/05, às 20h Entrada gratuita Ingressos: somente no dia do concerto, pelo ticketfacil.com.br , às 9h, ou na bilheteria do Theatro, a partir das 18h. Apenas duas unidades por CPF. Texto de Úrsula Pereira / Ascom TP Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/43485/governo-do-para-abre-oficialmente-o-xxii-festival-de-opera-do-theatro-da-paz Anterior Próximo
- Começa preparação da ópera 'Lucia di Lammermoor', atração do Festival do Theatro da Paz | Theatro da Paz
< Volte Começa preparação da ópera 'Lucia di Lammermoor', atração do Festival do Theatro da Paz Úrsula Pereira - Ascom/Theatro da Paz 6 de jul. de 2023 Cantores líricos começam a se envolver com a história de amor e loucura da personagem criada por Gaetano Donizetti O XXII Festival de Ópera do Theatro da Paz prepara dois espetáculos para o segundo semestre de 2023: “O menino maluquinho” e “Lucia di Lammermoor”, de Gaetano Donizetti. A primeira reunião do coro que atuará em “Lucia di Lammermoor” ocorreu nesta quinta-feira (06), no Theatro da Paz, em Belém, reunindo cantores líricos de diferentes experiências musicais. Sob a direção do maestro Vanildo Monteiro, responsável pela preparação do coro de 50 vozes, os cantores mostraram dedicação, comprometimento e paixão pela ópera, se empenhando em aprimorar as técnicas vocais e alcançar a harmonia perfeita. De acordo com Jena Viera, diretora artística do Festival, a escolha da ópera “Lucia di Lammermoor” para esta temporada foi acertada, pois desafia os cantores em diversos aspectos, desde os solos até as complexas harmonias do coro. “A participação do coro é imensa nessa ópera. Nós primamos pela experiência desses cantores no coro lírico, com noção de cena e técnica vocal bem avançada, já que estamos falando do período do belcanto, que se refere ao elegante estilo vocal italiano dos séculos XVII a XIX, caracterizado pela beleza de timbre, emissão floreada, fraseado bem feito e técnica fácil e fluente. O desafio aqui é colocar uma sonoridade que tenha volume, mas que seja leve. ‘Lucia’ tem um drama, mas o período não é tão dramático como no verismo, por exemplo”, explicou Jena Viera. Durante a reunião, os participantes se envolveram na discussão sobre o enredo, os personagens e a interpretação musical, mostrando um alto nível de comprometimento com o projeto. Foto: Lucas Monte / Secult A primeira reunião também foi a oportunidade para que membros do coro se conhecessem melhor. O tenor Alexsandro Brito disse já estar ansioso. “A expectativa é enorme de estrear essa ópera do belcanto, que é um verdadeiro presente para o público paraense. O coro é bem grande, e a sua participação será intensa, principalmente o masculino”, informou o cantor. Desafio e paixão - Para o maestro Vanildo Monteiro, que prepara cantores para o Festival de Ópera desde 2002, tendo no currículo mais de 40 óperas, “o desafio existe, mas ele é cheio de amor e prazer de se fazer o que se gosta. É uma ópera que o coro está tendo contato pela primeira vez, e a partir de hoje iniciamos os ensaios, a preparação dessas vozes que serão aprimoradas pelo maestro Miguel (Miguel Campos Neto, regente da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz), e em seguida pelo diretor cênico. Demos a largada, e estamos muito felizes”. “Lucia di Lammermoor” – obra de Gaetano Donizetti, com libreto de Salvatore Cammarano e baseada no romance “A Noiva de Lammermoor”, de Sir Walter Scott – estreou em Nápoles (Itália), no Teatro San Carlo, em 26 de setembro de 1835. O drama tem uma das mais famosas cenas de loucura do mundo operístico. Enganada pelo irmão, Enrico, Lucia acaba se casando com Arturo, mas a presença de Edgardo, seu verdadeiro amor, faz com que a jovem perceba o erro, mate o marido e enlouqueça. Texto: Úrsula Pereira - Ascom/Theatro da Paz Via: Agencia Pará - https://agenciapara.com.br/noticia/45264/comeca-preparacao-da-opera-lucia-di-lammermoor-atracao-do-festival-do-theatro-da-paz Anterior Próximo
