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- Belém tem 4ª Mostra de Teatro Nilza Maria no Theatro da Paz a partir do dia 13 deste mês | Theatro da Paz
< Volte Belém tem 4ª Mostra de Teatro Nilza Maria no Theatro da Paz a partir do dia 13 deste mês Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 5 de mar. de 2024 Edição 2024 homenageará o diretor Geraldo Salles, do Grupo Experiência, em reconhecimento à trajetória e contribuição do artista às artes cênicas do Par Inicia no próximo dia 13 de março, a “4ª Mostra de Teatro Nilza Maria”. A Mostra acontecerá no Theatro da Paz, no período de 13 a 17 de março de 2024, sempre às 20h, exceto no dia 17, que será às 19h. Esta edição homenageará o diretor Geraldo Salles, do Grupo Experiência, em reconhecimento à sua trajetória e contribuição às artes cênicas do Pará. A iniciativa é do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Theatro da Paz. Essa primeira edição irá exibir, a preços acessíveis, cinco peças, sendo elas: Belém Bragança - Os trilhos da Esperança (José Leal), Gato por Lebre (Saulo Sisnando), O que não se diz apodrece em nós (Paulo Santana), Joana (Edyr Proença) e Picadeiro: Solo onde plantei minhas lágrimas (Evanildo Mercês). "A Mostra celebra a força luminosa da cena teatral paraense que, além de ter uma história marcada por grandes montagens e grupos longevos, sempre foi um foco de resistência e luta pelas políticas culturais no estado. A cada ano, prestamos uma homenagem a personalidades que dedicaram a vida aos palcos - os verdadeiros protagonistas que vem inspirando gerações. Nesta edição, estamos especialmente felizes em festejar o talento de Geraldo Salles, que dirigiu e encenou espetáculos icônicos e memoráveis. A Mostra se fortalece como um espaço de valorização destes profissionais da cênica e de democratização de acesso”, explica a secretária de estado de cultura, Ursula Vidal. A mostra tem como intuito contribuir para a formação cultural de todo o público paraense e tem como objetivo fundamental democratizar o acesso à cultura, estimular o hábito de frequentar o teatro, fomentar a circulação de companhias teatrais paraenses, enriquecendo o cenário cultural do Estado. De acordo com Edyr Augusto Proença, diretor do Theatro da Paz, a seleção da mostra foi bem diversificada e as peças abrangem uma variedade interessante de gêneros, que vão desde o drama até a comédia. “Estamos extremamente orgulhosos de apresentar esta Mostra que celebra a arte do teatro e a capacidade de explorar as emoções humanas de maneira autêntica e comovente. Tudo foi pensado para democratizar e inserir as Artes Cênicas no cotidiano da cidade, transformando o consumo de teatro em um hábito, fomentando a economia da cultura e facilitando inclusive a adesão de ingressos”, finalizou o diretor. A curadoria do evento selecionou espetáculos paraenses de companhias que possuem experiência em festivais e temporadas fora da região, com base em critérios como originalidade, qualidade artística, relevância cultural, viabilidade técnica, inovação, diversidade e adequação ao tema ou propósito do evento. Artes Cênicas no Pará O teatro no Pará, especificamente em Belém, tem suas raízes profundamente entrelaçadas com a história da região e sua diversidade cultural. A chegada do teatro na Amazônia remonta ao período colonial, quando as primeiras manifestações teatrais ocorreram como parte das festividades religiosas e celebrações populares. Durante o período colonial, o teatro era principalmente ligado às festividades religiosas, como as festas de Corpus Christi e os autos. Com a chegada dos jesuítas e outras ordens religiosas, houve uma influência significativa na introdução de elementos teatrais nas atividades missionárias e educacionais. As encenações dramáticas eram frequentemente utilizadas como ferramentas de catequização dos povos indígenas. No entanto, o teatro como forma de entretenimento popular começou a se desenvolver mais vigorosamente no século XIX, especialmente com a intensificação do ciclo da borracha na região amazônica. A crescente urbanização e o enriquecimento de Belém como um importante centro comercial e cultural proporcionaram um ambiente propício para o florescimento das artes cênicas. Os teatros foram construídos, como o Theatro da Paz, inaugurado em 1878, que se tornou um ícone da cultura e da arquitetura paraense. Com a construção desses espaços, houve um aumento nas produções teatrais, incluindo peças locais, nacionais e internacionais, além de óperas, concertos e outras formas de entretenimento. Durante o século XX, o teatro continuou a se desenvolver em Belém, com a formação de grupos teatrais locais, a realização de festivais e mostras de teatro, bem como a integração de elementos da cultura amazônica nas produções. O teatro também se tornou um espaço para expressão política e social, refletindo as lutas e as aspirações do povo paraense. Hoje, o teatro em Belém continua a ser uma parte vibrante da vida cultural da cidade, com uma cena teatral diversificada que abrange desde produções tradicionais até experimentais, incorporando elementos da rica herança cultural da região. A história do teatro no Pará reflete a riqueza e a complexidade da identidade cultural da Amazônia, enraizada em suas tradições indígenas, influências europeias e experiências contemporâneas. Geraldo Salles, uma vida dedicada ao teatro e à arte Às vésperas de completar 83 anos de idade, o renomado ator e diretor teatral Geraldo Salles brinda ao público com sua contínua e vibrante atuação nos palcos. Celebrado como uma lenda viva do teatro paraense, Salles é o mentor por trás do prestigioso Grupo Experiência, uma instituição cultural que moldou a cena teatral local desde sua fundação em 1971. Com uma trajetória profissional que abrange mais de seis décadas, Salles é uma figura emblemática cuja influência transcende as fronteiras do Pará. Seu legado é marcado por produções memoráveis, entre elas "Verde Ver-o-Peso", uma obra-prima que se tornou um símbolo do teatro regional. A obra foi um dos destaques da programação da ECO/92, no Rio de Janeiro, além de também levar o Experiência a ser uma das três companhias representantes do Brasil no VIII Circuito de Teatro em Português, que reuniu grupos de teatro de oito países de língua portuguesa, em 2013. Desde os primórdios de sua paixão pelo teatro, aos 10 anos de idade, Geraldo Salles tem sido impulsionado por um desejo incansável de explorar as profundezas da arte cênica. Sua jornada artística o levou não apenas aos palcos de Belém, mas também aos cenários do Rio de Janeiro, onde compartilhou momentos inesquecíveis com luminárias como José Wilker. Reconhecido nacional e internacionalmente por seu talento, Salles acumula prêmios e honrarias ao longo de sua carreira. Seja como ator ou diretor, sua dedicação e comprometimento com a excelência artística são inegáveis, cativando públicos e críticos por igual. Enquanto se prepara para ser homenageado pela 4ª Mostra de Teatro Nilza Maria, Geraldo Salles continua a inspirar uma nova geração de artistas, demonstrando que a paixão pela arte não conhece limites de idade. Sua energia e vitalidade são um testemunho vivo do poder transformador do teatro e da perene relevância das histórias que ele conta. “Eu não esperava essa homenagem, mas se existe, que bom. Parabéns, não pela homenagem à pessoa, mas pela Mostra de Teatro Nilza Maria. Vida longa!” Ao comentar sobre a importância do teatro para a sociedade, especialmente no contexto do Pará, Geraldo Salles se anima. “Uma vez, eu ouvi uma frase de alguém de teatro, acho que foi Pascoal Carlos Magno, um ator, poeta, teatrólogo, diplomata brasileiro e grande embaixador que fez o teatro da Juventude no Rio de Janeiro, que dizia que a cultura de um povo se mede pelo teatro que ele faz. Eu acho da maior importância o teatro em Belém do Pará como veículo de cultura para as pessoas aprenderem mais, admirarem e terem um contato maior com os artistas da terra e com a arte em geral”, declarou. Programação: Dia 13 - Grupo Experiência com o espetáculo “Belém Bragança - Os trilhos da Esperança”. Autor: José Leal Música: Toni Soares. Direção: Geraldo Salles. Dia 14: Teatro de Apartamento com o espetáculo “Gato por Lebre” Autor: Saulo Sisnando Direção: Saulo Sisnando Dia 15: Grupo Palha com o espetáculo “O que não se diz apodrece em nós”, uma adaptação da peça ‘Anti Nelson’, de Nelson Rodrigues Direção: Paulo Santana Dia 16: Grupo Cuíra com o espetáculo “Joana” Autor: Edyr Proença Direção: Olinda Charone Dia 17: Grupo: MÁ CIA DE TEATRO com o espetáculo “Picadeiro: Solo onde plantei minhas lágrimas” Autor: esta montagem é uma colagem de textos de autores como Fernando Pessoa, Rubens Alves, Mario de Andrade, entre outros que trazem como tema a solidão, memórias, conflitos existências, vida e morte. Direção: Evanildo Mercês. Serviço: A 4ª Mostra de Teatro – Nilza Maria acontecerá no período de 13 a 17 de março de 2024 no Theatro da Paz. O horário será sempre às 20h, exceto no dia no dia 17/03 que acontecerá às 19h. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do Da Paz ou no site ticketfacil.com.br , a partir das 9h da manhã do dia 05/03, no valor de R$ 2,00. Texto de Úrsula Pereira / Ascom Theatro da Paz Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/51990/belem-tem-4-mostra-de-teatro-nilza-maria-no-theatro-da-paz-a-partir-do-dia-13-deste-mes Anterior Próximo
- Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz encerra Encontro de Clarinetistas de Belém | Theatro da Paz
< Volte Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz encerra Encontro de Clarinetistas de Belém Amanda Engelke - Ascom/Secult 20 de set. de 2024 Repertório vai reunir obras que transitam entre o regional e o clássico, destacando a versatilidade da clarineta com participações de solistas A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP) fecha o IV Encontro Internacional de Clarinetistas de Belém com um concerto especial, neste sábado (21), às 20h, no Theatro da Paz. Sob a regência do maestro Agostinho Fonseca. O programa vai reunir obras que transitam entre o regional e o clássico, destacando a versatilidade da clarineta com participações de solistas consagrados. Entre os solistas que se apresentarão estão Marcos Cohen, Thiago Lopes, João Marcos Palheta, Herson Amorim, Ariane Rovesse e Patrick Viglioni. O repertório combina obras brasileiras e internacionais, incluindo peças emblemáticas como “Quando canta o Uirapuru” e “Lenda do Boto”, de Wilson Fonseca, sugeridas pelo maestro Agostinho e que trazem influências da música do Pará. O programa inclui quatro peças para clarinete solo de diferentes estilos e épocas. A mais antiga, de 1811, é do compositor alemão Carl Maria von Weber, conhecida por ser “bem virtuosística, e que vai encerrar o concerto em grande estilo”, aposta o maestro, que também destaca o “Concerto para Clarineta”, de Aaron Copland, composta nos anos 1950, e que traz uma linguagem mais contemporânea e também exige grande habilidade tanto do clarinetista quanto da orquestra. A noite também contará com a “Sinfonia Concertante Op. 2”, de Ludwig Schindelmeisser, que será interpretada por quatro clarinetistas: Marcos Cohen, Thiago Lopes, João Marcos Palheta e Herson Amorim. Além disso, a compositora francesa Yvonne Desportes será representada com uma obra para clarone, o clarinete baixo, descrita pelo maestro como “muito bonita”. Fonseca adianta que ela vai abrir a parte dos solos dos clarinetes. Celebração Para o solista Marcos Cohen, um dos organizadores do encontro, a apresentação será carregada de significados. Ele, que já foi membro da OSTP, vê no concerto uma forma de celebrar sua trajetória dentro da orquestra. “Faço parte dessa história também”, diz. Ele destaca que o fato de o evento ocorrer na sua cidade natal, Belém, torna o momento ainda mais especial. “É a minha terra, onde estudei e aprendi a tocar”, acrescenta. O encontro promoveu, durante quatro dias, atividades como recitais e masterclasses, reunindo músicos de diversas partes do mundo. O evento é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Paulo Gustavo, da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), da Academia Paraense de Música, do Theatro da Paz, da Fundação Cultural do Pará, da UFPA, do Banco do Estado do Pará e da Casa do Gilson. Serviço : O concerto de encerramento do IV Encontro Internacional de Clarinetistas de Belém com a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz acontece no sábado, 21 de setembro, às 20h, no Theatro da Paz. Ingressos à venda no site Ticket Fácil e na bilheteria do teatro a partir das 9h do dia da apresentação. Texto de Amanda Engelke / Ascom Secult Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/59779/orquestra-sinfonica-do-theatro-da-paz-encerra-encontro-de-clarinetistas-de-belem Anterior Próximo
- XXIII Festival de Ópera do Theatro da Paz celebra centenário do italiano Puccini | Theatro da Paz
< Volte XXIII Festival de Ópera do Theatro da Paz celebra centenário do italiano Puccini Iego Rocha (SECULT) 6 de ago. de 2024 Clássicos do compositor Giacomo Puccini, 'La Bohème' e 'Gianni Schicchi', estão na Edição 2024 do evento do governo do Pará, a partir da sexta-feira (9) Uma das principais tradições culturais do Pará e um dos principais festivais de Ópera do país abre sua 23ª edição no dia 09 de agosto de 2024 e vai até 07 de setembro de 2024. O XXIII Festival de Ópera do Theatro da Paz destaca-se, este ano, com uma homenagem ao centenário de morte de Giacomo Puccini, apresentando duas de suas obras mais emblemáticas: "La Bohème" e "Gianni Schicchi". O Festival de Ópera do Theatro da Paz é uma realização do governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Theatro da Paz, em parceria com a Academia Paraense de Música (APM) e tem uma programação diversificada com títulos contrastantes. A programação começa na próxima sexta-feira (9), com o concerto "La Bohème", com uma versão em concerto da icônica ópera de Puccini, conhecida por suas melodias envolventes e drama emocional. Nos dias 24 e 25 de agosto, o palco será tomado pelo musical "O Príncipe do Egito," uma adaptação da história bíblica de Moisés, oferecendo uma experiência teatral única. No dia 04 de setembro, o "Recital de Piano Duo Azulay" promete encantar o público com a maestria e a sensibilidade de um repertório cuidadosamente selecionado. Finalizando o Festival, a ópera cômica "Gianni Schicchi" será apresentada nos dias 03, 05 e 07 de setembro, destacando a genialidade de Puccini em um cenário repleto de humor e lirismo. Essa programação variada celebra a riqueza da música clássica e do teatro, proporcionando ao público experiências inesquecíveis. De acordo com Dione Colares, diretora artística do festival, o Ano Puccini influenciou na programação e na seleção das obras do Festival este ano. “Puccini é uma figura lendária no mundo da ópera, ele é um gênio do drama musical e morreu há 100 anos atrás exatamente, em 1924. Então, nada mais coerente do que pensar nesse grande expoente do mundo lírico, e da ópera, como o patrono desta edição. O mundo comemora Puccini e nós aqui no Festival de Ópera do Theatro da Paz também comemoramos”, explicou. Miguel Campos Neto, maestro da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz detalha que Giacomo Puccini foi um dos mais importantes compositores de ópera da história, sendo um expoente significativo da escola do verismo. “Nascido na Itália, Puccini veio de uma família musical; seu avô também era compositor. Ele começou sua carreira compondo óperas que inicialmente não tiveram grande sucesso, mas a partir de sua terceira ópera, ‘Manon Lescaut, alcançou reconhecimento e aclamação”, disse o maestro. Nandressa Nuñez, diretora de produção do Festival, destacou a vontade e o esforço coletivo que têm sustentado o evento ao longo dos anos. “Eu entendo que não existem desafios quando você tem a vontade de fazer. E o que existe verdadeiramente nesses 23 anos de Festival de Ópera é a vontade do governo, da Secretaria de Cultura e, principalmente, da produção do festival em fazer acontecer. A direção do Festival se empenha para que isso aconteça e buscamos fazer dando o melhor resultado para o público sempre,” afirmou. Nuñez também ressaltou a importância histórica e a relevância cultural do Festival. “Temos o Festival de Manaus com 25 anos e o nosso Festival em sua 23ª edição. O importante é ter essa força que vem do Norte, dessa expressão que, antigamente, na época da borracha, sempre passaram por esses dois teatros”, finalizou. Inovações do Festival Dione Colares destacou a visão artística que guiou a seleção das obras. “Pensamos em representar Puccini a partir de dois títulos contrastantes. 'La Bohème' traz um final trágico, enquanto 'Gianni Schicchi' apresenta um tema mais leve, inspirado na 'Divina Comédia' de Dante. Ambas as obras têm o amor como tema central, mas com desfechos diferentes”, explicou. A escolha de "La Bohème" também tem um significado especial para o Theatro da Paz. “Ela estreou no Brasil aqui no Theatro da Paz em 1900. Essa conexão histórica foi um dos motivos para escolhê-la,” explicou Colares. Além disso, o festival deste ano traz uma inovação significativa com a inclusão de uma maestra, Lígia Amadio, que regerá "Gianni Schicchi", marcando a primeira vez que uma mulher assume a regência de uma ópera no Festival. Outra novidade é a inclusão de um musical, em parceria com a Fundação Carlos Gomes, oferecendo matinês para o público infantil e geral. Calendário do XXII Festival de Ópera do Theatro da Paz Concerto La Bohème 09 de agosto de 2024 Musical “O Príncipe do Egito” 24 e 25 de agosto de 2024 Recital de Piano Duo Azulay 04 de setembro de 2024 Ópera Gianni Schicchi 03, 05 e 07 de setembro de 2024 Ingressos: Podem ser adquiridos no dia 07 de agosto, a partir das 9h, no site ticketfacil.com.br ou na bilheteria do Theatro da Paz. Anterior Próximo
- Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz realiza concerto em homenagem à genialidade de Beethoven | Theatro da Paz
< Volte Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz realiza concerto em homenagem à genialidade de Beethoven Úrsula Pereira - Ascom/Theatro da Paz 24 de fev. de 2023 Nesta quinta-feira (25), às 20h, o Theatro da Paz será palco de uma noite de reverência à genialidade de Ludwig Van Beethoven. A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP) apresentará uma emocionante "Homenagem a Ludwig Van Beethoven", sob a regência do maestro Miguel Campos Neto, com a participação especial do talentoso violinista Justo Gutierrez. A iniciativa é do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Theatro da Paz e Academia Paraense de Música (APM), que prepararam uma programação especial. Durante os preparativos para um concerto dedicado ao icônico compositor, o maestro Miguel Campos Neto, regente da OSTP, compartilhou uma perspectiva singular sobre a profundidade da música sinfônica e o legado incomparável de Beethoven. Segundo Miguel, Beethoven ocupa um lugar de destaque entre os compositores para orquestra sinfônica, ao lado de nomes como Mozart, Brahms, entre outros frequentemente presentes nos repertórios das salas de concerto. Enfatizando a importância da diversificação do repertório sinfônico, Campos Neto ressaltou a relevância de resgatar obras esquecidas e reconhecer o talento das compositoras mulheres. Apesar disso, ele destacou que os clássicos imortais ainda exercem uma influência marcante nos palcos musicais. O maestro compartilhou sua experiência ao reger a Quinta Sinfonia de Beethoven, uma obra lendária que encapsula a essência da genialidade do compositor. “As emoções que a música de Beethoven transmitem são muitas, mas existem algumas, principalmente nessas composições em dó menor, que se ressaltam acima de outras. Uma delas é a tragédia e a outra delas é o heroísmo. Uma composição dele, exemplo perfeito disso, é a 5ª Sinfonia: muitas vezes você começa com aquele sentimento tempestuoso, trágico, que é o primeiro movimento, por exemplo, e você tem uma viagem, uma jornada musical, até você chegar ao quarto movimento, que em dó maior explode em uma espécie de júbilo heroico. Essa chegada jubilosa é muito importante, nos leva a perceber todas as emoções pelas quais você passa chegando lá. Então, esses sentimentos o público pode ter certeza de que vai perceber no toque da interpretação da nossa Orquestra Sinfônica”, explicou o maestro. A questão da autenticidade histórica na interpretação foi abordada com sabedoria pelo maestro. Ele enfatizou a importância de contextualizar a música de Beethoven para refletir as realidades acústicas e técnicas contemporâneas. Para Campos Neto, a busca por uma autenticidade flexível, que respeite a essência das obras enquanto se adapta ao presente, é essencial para uma interpretação significativa. No entanto, o aspecto mais comovente foi sobre a surdez de Beethoven. Campos Neto descreveu a tragédia por trás do gênio, destacando a luta do compositor para criar obras magistrais sem jamais ouvi-las sendo interpretadas. A imagem do compositor virando-se para o público, incapaz de ouvir os aplausos para sua própria obra-prima, ecoa como um testemunho doloroso da condição humana. "A surdez de Beethoven foi, sem dúvida, um grande desafio para ele, mas também é uma marca indelével de seu gênio. Compor sem a capacidade de ouvir é uma prova da verdadeira compreensão das estruturas musicais, tanto teórica quanto prática. No entanto, vejo essa condição não apenas como um desafio, mas principalmente como uma tragédia. Beethoven enfrentou esse desafio com maestria, produzindo composições grandiosas, talvez as maiores já escritas na história da música. No entanto, é trágico pensar que ele nunca pôde experimentar suas próprias criações sendo interpretadas. A história frequentemente contada sobre a estreia da 9ª Sinfonia exemplifica essa tragédia: ele terminou a peça sem saber, incapaz de ouvir os aplausos que o mundo lhe dedicava. Essa desconexão entre o criador e sua obra é profundamente comovente. A surdez de Beethoven representa não apenas um desafio superado pelo gênio, mas também uma tragédia que o impediu de desfrutar plenamente do reconhecimento de seu trabalho, tanto na interpretação quanto nos aplausos do público", explicou emocionado o maestro. Entre as peças selecionadas, temos primeiro uma abertura chamada Coriolano, que Beethoven escreveu como abertura de uma peça, conhecida como música incidental. É uma composição que transita entre a música sinfônica e a música de ópera, destinada ao palco, mas instrumental. Essa é a essência de Coriolano. Em seguida, temos o Concerto Número 3 para Piano. Beethoven compôs cinco concertos para piano, e este é o terceiro, representando o período mediano de sua composição. Beethoven passou por três períodos distintos: o inicial, o mediano e o final. Este concerto evidencia sua habilidade não apenas como compositor, mas também como pianista, uma carreira que iniciou desde tenra idade, quando seu pai o comparava a Mozart. E finalmente, temos a majestosa Quinta Sinfonia, uma das obras mais famosas já escritas, provavelmente. É interessante notar que todas essas composições são em dó menor. Esse detalhe é fascinante, pois dó menor permitia a Beethoven expressar seu lado heroico e tempestuoso, refletindo o conceito de Sturm und Drang, característico do início do romantismo. Beethoven, como sabemos, é um compositor de transição entre o classicismo e o romantismo. Serviço - O concerto promete mergulhar o público em um universo de sonoridades clássicas, destacando algumas das obras mais icônicas do compositor alemão. A entrada é franca, porém, para garantir seu lugar, é necessário retirar os ingressos a partir das 9h do dia 25 de abril, tanto pelo site TicketFácil quanto na bilheteria do Theatro da Paz, com limite de 02 unidades por pessoa. Não perca a oportunidade de vivenciar esta celebração da música clássica e do legado eterno de Beethoven. Texto: Úrsula Pereira - Ascom/Theatro da Paz Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/53582/orquestra-sinfonica-do-theatro-da-paz-realiza-concerto-em-homenagem-a-genialidade-de-beethoven Anterior Próximo
- Projeto leva 700 estudantes da rede estadual e municipal para 'Concerto Didático' no Theatro da Paz | Theatro da Paz
< Volte Projeto leva 700 estudantes da rede estadual e municipal para 'Concerto Didático' no Theatro da Paz Cristiani Sousa (SEDUC) 16 de abr. de 2024 Iniciativa tem a parceria da Fundação Carlos Gomes (FCG) e procura aproximar crianças e adolescentes à música e cultura paraense Cerca de 700 estudantes de escolas da rede estadual e municipal de ensino foram ao Theatro da Paz, em Belém, para assistir a um concerto, na segunda-feira (15). Os estudantes do Ensino Fundamental e Médio da Secretaria de Estado de Educação do Pará (Seduc) foram convidados para participar do projeto "Concerto Didático", realizado pela Fundação Carlos Gomes (FCG) em parceria com o Theatro da Paz, para aproximar crianças e adolescentes à cultura paraense. O estudante Thalisson Santos, do 8° ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual Pinto Marques, contou sobre a experiência de entrar no Theatro da Paz pela primeira vez. "Foi bom demais, eu adorei, amei demais! É a primeira vez que eu estou vindo para o Theatro da Paz, aqui na Praça da República e foi máximo. Por dentro, o teatro é ainda mais lindo. Eu amei o pianista e os cantores profissionais de ópera. Quero poder voltar aqui para ver outros eventos e apresentações", relatou o estudante, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A estudante Saory Abraçado, também do 8° ano do Ensino Fundamental da Escola Pinto Marques, já havia ido ao Theatro da Paz quando criança, mas não lembrava como era. "Eu já tinha vindo, só que faz muito tempo, eu não lembrava mais como era. Eu achei muito boa a experiência aqui, é muito organizado, principalmente também as músicas que eles cantaram são bem bonitas, o talento dos cantores é incrível e o espaço nem se fala, gostei muito", comentou. Segundo Francy Aviz, especialista em educação e integrante da Diretoria de Educação Infantil e Ensino Fundamental da Seduc, o momento é de grande importância para a formação dos estudantes. "Foi um convite estendido à Secretaria de Educação e nós fizemos a mobilização com as escolas para trazer os estudantes. Com isso, nós trazemos nossos alunos aqui para terem contato com a cultura paraense. Infelizmente, para muitos deles é uma realidade bem distante, e com a vinda aqui eles percebem que é possível estar nesse ambiente também. Além disso, eles podem levar essa cultura para dentro de casa e mostrar que nós temos o nosso Theatro da Paz, que é referência não só aqui, mas em outros estados a nível de Brasil. Então hoje foi mais um encontro, que é a primeira agenda que foi aberta", disse. De acordo com a coordenadora de pesquisa e extensão da Fundação Carlos Gomes, Miriam Fernandes, a parceria entre Governo do Pará e Theatro da Paz é fundamental para dar oportunidades como essa aos estudantes. "É muito importante essa parceria do Governo do Estado com o Teatro da Paz, com a Seduc, para transformar vidas, eu digo que é uma emoção. Quando a gente vê os alunos, a gente sente a emoção deles ao entrar no teatro e essa troca de experiência, a questão da música, da nossa cultura, são muito importantes porque proporcionam outras oportunidades paras as crianças e adolescentes, inclusive, eles podem caminhar para trabalhar, estudar e, quem sabe, serem músicos no futuro", destacou Miriam Fernandes. Ainda de acordo com a coordenadora, mais dois Concertos Didáticos serão realizados em 2024: em 6 de maio e em 17 de junho. Piano e Clarinete Na primeira sessão, pela manhã, a atração do projeto foram os técnicos em música e cantores, Tiago Costa e Ytanaã Figueiredo, juntamente com o professor de piano Daniel Vieira – Zharbo. No turno da tarde, o trio de clarinetistas Zona de Conforto, com os professores Thiago Lopes, Marcos Cohen (composição) e Herson Amorim (clarineta), realizaram a apresentação comentada. Como a plateia é formada por alunos do ensino fundamental e médio, Ytanaã Figueiredo conta que o repertório foi adaptado para apresentar músicas que atraíssem a atenção das crianças. “Trabalhamos com algo mais lúdico como as lendas da Amazônia, pois traz um tema que é ativo no imaginário infantil e, desta vez, também apresentamos músicas da cultura afro brasileira, pois é muito importante ter contato com obras que simbolizam as raízes brasileiras”, explica o músico. Concertos Didáticos - Com o objetivo de difundir a educação musical, estimular o interesse de crianças e adolescentes pela música e contribuir para a formação de plateia, os Concertos Didáticos são apresentações instrumentais comentadas, com duração de aproximadamente 50 minutos que acontecem sempre no Theatro da Paz, em dois horários. As escolas interessadas em participar dos concertos devem entrar em contato com a Coordenação de Pesquisa e Extensão do Instituto Estadual Carlos Gomes pelo telefone (91) 3251-7089 ou pelo e-mail: miriam.fernandes@fundacaocarlosgomes.com . Texto: Fernanda Cavalcante /Ascom Seduc e Fabiana Otero / Fundação Carlos Gomes Fotos: Bruno Cecim/Agência Pará Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/53318/projeto-leva-700-estudantes-da-rede-estadual-e-municipal-para-concerto-didatico-no-theatro-da-paz Anterior Próximo
- Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz e Amazônia Jazz Band vão às Usinas da Paz | Theatro da Paz
< Volte Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz e Amazônia Jazz Band vão às Usinas da Paz Amanda Engelke - Ascom/Secult 14 de fev. de 2024 Todos com entrada franca, concertos fazem parte do Projeto “Sons da Paz”, com início no dia 17 de fevereiro, na Usina do Icuí-Guajará, em Ananindeua As Usinas da Paz localizadas na Região Metropolitana de Belém vão receber concertos da Amazônia Jazz Band e da Orquestra Sinfônica do Theatro Paz (OSTP), como parte do Projeto “Sons da Paz”. Ao longo do ano, os complexos de cidadania, idealizados e administrados pelo Governo do Pará, terão extensa agenda de apresentações. A primeira delas será no próximo sábado (17), as 19 h, na UsiPaz do Icuí-Guajará, em Ananindeua, com a Amazônia Jazz Band. A iniciativa é das secretarias de Estado de Cultura (Secult) e de Articulação da Cidadania (Seac). Também as 19 h ocorrerão as demais apresentações. Além da Usina do Icuí, a Amazônia Jazz Band se apresentará nas Usinas Jurunas/Condor, no dia 2 de março, e da Cabanagem, no dia 6 de abril. Já a Orquestra Sinfônica se apresentará nos dias 16 de março, 13 de abril e 11 de maio nas Usinas da Terra Firme, de Marituba e do Guamá, respectivamente. As entradas são sempre gratuitas. “Esse é um projeto pensado com muito carinho, e que reafirma nosso compromisso com a democratização do acesso à cultura e descentralização de nossas ações. A circulação dos nossos corpos artísticos, para além dos muros do Theatro da Paz, é um movimento de aproximação com o público, de formação de plateia, de incentivo ao amor pela música. Além disso, é um projeto construído a várias mãos, resultado dessa frutífera parceria com as Usinas. Por inúmeras vezes o Theatro recebeu jovens e adultos desses territórios, e nada mais justo e representativo do que irmos até eles”, destaca Ursula Vidal, titular da Secult. Para o secretário de Cidadania, Igor Normando, o "Sons da Paz" é um “abraço às comunidades”. Ele destaca que a ideia do projeto é oportunizar acesso. “Estamos muito felizes com mais essa parceria com a Secult. A cultura tem o poder incrível de união e de formação; é vital para a cidadania plena. Mais do que música, esse projeto representa oportunidade de acesso. Cultura e a cidadania caminham lado a lado, e é com esse espírito que temos feito a diferença nas nossas Usinas”, afirma o gestor da Seac. Identificação - Elias Coutinho, maestro da Amazônia Jazz Band, que abre o projeto na UsiPaz do Icuí-Guajará, adianta que o repertório será repleto de grandes clássicos da música popular. “A ideia é levar familiaridade, fazer com que as pessoas tenham identificação com o que estão escutando. Essa agenda tem como missão fazer com que as pessoas tenham a sensação de estarem no Theatro da Paz, e que também o reconheçam como a casa delas, assim como as Usinas”, informa o regente. A Amazônia Jazz Band já se apresentou outras vezes nas Usinas da Paz, entre elas a da Cabanagem, com canções da Banda Sayonara, e na de Marituba, nas comemorações de um ano do complexo local. A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz também já se apresentou na Usina da Cabanagem, dentro da programação do Preamar da Consciência Negra. Esta, contudo, será a primeira vez que os corpos artísticos cumprirão uma agenda de apresentações nos complexos Versatilidade - Miguel Campos Neto, regente titular e diretor artístico da OSTP, adianta que cada apresentação terá uma proposta. Na primeira, em março, mês dedicado às mulheres, a apresentação terá uma regente convidada, Cibelle Donza, e uma seleção de músicas compostas por mulheres. Na segunda, a proposta será apresentar temas de filmes. Já na terceira, a Orquestra interpretará o que há de mais popular no repertório orquestral. “Queremos quebrar esse mito de que uma Orquestra é um grupo fechado, tradicional. O repertório clássico, claro, faz parte, mas esse é um dos corpos mais versáteis do universo da música. Ele pode estar presente em apresentações de vários estilos musicais, do jazz ao samba. Também faz parte da nossa memória coletiva, como nas trilhas sonoras. Vamos mostrar às pessoas que elas conhecem mais músicas ‘clássicas’ do que pensam”, afirma o maestro. Além das secretarias de Cultura e de Cidadania, o "Sons da Paz" tem o apoio da Academia Paraense de Música e da direção do Theatro do Paz, à qual estão diretamente vinculadas a Orquestra Sinfônica e a Amazônia Jazz Band. Ao longo do ano, outras apresentações devem ocorrer com novas datas a serem divulgadas. O objetivo é que o cronograma de apresentações nas Usinas da Paz se estenda até dezembro. Serviço : Projeto Sons da Paz - 2024. Apresentações sempre as 19 h, com entrada franca. Datas e locais : 17 de fevereiro - Usina da Paz do Icuí-Guajará - Amazônia Jazz Band 01 de março - Usina da Paz Jurunas/Condor - Amazônia Jazz Band 16 de março - Usina da Paz da Terra Firme - Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz 06 de abril - Usina da Paz da Cabanagem - Amazônia Jazz Band 13 de abril - Usina da Paz de Marituba - Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz 11 de maio - Usina da Paz do Guamá - Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz Texto: Amanda Engelke - Ascom/Secult Via: https://agenciapara.com.br/noticia/51486/orquestra-sinfonica-do-theatro-da-paz-e-amazonia-jazz-band-vao-as-usinas-da-paz Anterior Próximo
- Amazônia Jazz Band realiza concerto 'O Som do Brasil' na UsiPaz Cabanagem | Theatro da Paz
< Volte Amazônia Jazz Band realiza concerto 'O Som do Brasil' na UsiPaz Cabanagem Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 7 de abr. de 2024 A Amazônia Jazz Band (AJB) realizou com sucesso seu quarto concerto do “Projeto Sons da Paz” na UsiPaz Cabanagem, na noite do último sábado (06), às 19h. Este evento faz parte de uma política permanente de cultura que reafirma o compromisso do Governo do Pará com a democratização do acesso à cultura, além de promover a circulação dos Corpos Artísticos do Theatro da Paz, aproximando ainda mais o público da música e incentivando as futuras gerações de forma positiva. Enquanto as notas musicais flutuavam pelo ar, Gislene Fróz, de 36 anos, viveu um momento especial ao levar seus filhos para testemunhar pela primeira vez o esplendor da AJB. Ao final do concerto, Gislene não conseguia conter a emoção, suas palavras ecoaram como um testemunho fervoroso do poder da música. "Eu nunca imaginei que um concerto tão alegre e animado pudesse mexer tanto comigo e com meus filhos. Foi uma experiência verdadeiramente emocionante. Ver meus filhos absorvendo cada nota, cada ritmo da AJB, foi como presenciar a magia da música em sua forma mais pura", compartilhou Gislene com os olhos ainda marejados de emoção. Enquanto ela expressava sua gratidão pela oportunidade de compartilhar essa experiência com sua família, Gislene refletiu sobre o impacto que essa noite teria em suas vidas. "É mais do que apenas música", ela continuou, "é uma conexão profunda que nos une, nos inspira e nos leva a lugares dentro de nós mesmos que talvez nunca tenhamos explorado antes". O concerto "O Som do Brasil" não apenas encantou o público com a incrível performance da Amazônia Jazz Band (AJB), mas também ofereceu uma viagem sonora através dos diversos ritmos e melodias que compõem a rica tapeçaria musical brasileira. Sob a direção do maestro Elias Coutinho, a AJB levou o público a explorar desde os sons ancestrais da cultura indígena até as batidas contemporâneas das ruas urbanas. O programa foi cuidadosamente elaborado para destacar a diversidade e a profundidade da música brasileira. Abrindo com "Indauê Tupã" de Paulo André e Ruy Barata, os espectadores foram imersos em uma atmosfera mística e ancestral, enraizada nas tradições dos povos originários. Em seguida, a AJB trouxe um clássico do repertório brasileiro com "Estamos Aí" de Mauricio Einhorn, em um arranjo envolvente de Nelson Faria, que ressoou com nostalgia e saudade, lembrando aos ouvintes a riqueza das melodias tradicionais. A energia contagiante de "Carinhoso", de Pixinguinha e João de Barros, em um arranjo vibrante de Jonas Hocherman, fez com que o público se entregasse ao ritmo pulsante e caloroso da música brasileira e cantasse junto. "Esse Rio É Minha Rua", outra composição de Paulo André e Ruy Barata, reinventada pelo arranjador Rafael Rocha, capturou a essência vibrante das ruas do Pará, convidando os espectadores a se perderem nas histórias e nos sons das cidades. Mas a viagem musical não parou por aí. Com "Brooklyn High" de Nelson Faria, a AJB explorou os horizontes da modernidade, fundindo elementos do jazz contemporâneo com a vivacidade da música brasileira, criando um ambiente sonoro inovador e estimulante. E para finalizar, em um medley vibrante intitulado "Cumbia, Merengue e Etc...", a AJB presenteou o público com uma mistura cativante de ritmos latino-americanos e brasileiros, incluindo trechos de clássicos como "Chorando Se Foi" da Banda Kaoma e "Sem Você Nada É Bonito" de Pinduca, entre outros. Essa fusão de estilos trouxe à tona a riqueza da diversidade musical brasileira e sua conexão com as culturas vizinhas. Assim, o concerto "O Som do Brasil" não apenas celebrou a música brasileira em toda a sua glória, mas também mostrou como ela continua a evoluir e a se reinventar, mantendo-se sempre viva e pulsante, ecoando pelos corações e mentes do público presente. E enquanto as luzes se apagavam na UsiPaz Cabanagem, o que permanecia era um eco de harmonia e um sentimento de renovação, uma lembrança duradoura do poder transformador da música, como testemunhado através dos olhos brilhantes de Gislene e seus filhos. Texto: Úrsula Pereira - Ascom/Theatro da Paz Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/53083/amazonia-jazz-band-realiza-concerto-o-som-do-brasil-na-usipaz-cabanagem Anterior Próximo
- Fafá de Belém e Orquestra Sinfônica homenageiam Belém com concerto gratuito no Theatro da Paz | Theatro da Paz
< Volte Fafá de Belém e Orquestra Sinfônica homenageiam Belém com concerto gratuito no Theatro da Paz Iego Rocha (SECULT) 5 de jan. de 2024 Obra de Dom Hélder Câmara ganha concerto aberto a público e transmissão ao vivo na Praça da República. Iniciativa tem o patrocínio da Equatorial Pará Na próxima sexta-feira, 12, a capital paraense, Belém, comemora 408 anos de fundação. Para homenagear e celebrar a data, a cantora Fafá de Belém e a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP) apresentam o concerto "A Sinfonia dos Dois Mundos", escrito por Dom Helder Câmara e musicada pelo padre suíço Pierre Kaelin, na década de 1960. A entrada para o espetáculo é gratuita e a distribuição de ingressos ocorre a partir das 9h do dia 12, na bilheteria do Theatro da Paz. A iniciativa tem o patrocínio da Equatorial Pará, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, e apoio do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Cultura do Pará (Secult) e integra a programação do Preamar Cabano. Quem não puder estar presente para acompanhar o concerto, ele será transmitido pelo canal do YouTube da Secult e em um telão que será instalado em frente ao Theatro da Paz. O espetáculo contará com a presença de Fafá de Belém e Atalla Ayan como solistas, sendo mezzo soprano e tenor, respectivamente. O espetáculo traz Diogo Almeida como recitante. A direção e regência é do maestro Miguel Campos Neto. Também participam o Coro do Conservatório Carlos Gomes, regido por Maria Antonia Jiménez; e o Coro Infanto-Juvenil Itacy Silva, com regência de Eduardo Nascimento. A "Sinfonia dos Dois Mundos" foi concebida por Dom Hélder para coral e orquestra como forma de persistência na luta pelos direitos humanos. O concerto estreou no exterior devido ao medo da censura da ditadura militar no Brasil. Chegou à América Latina no ano de 1985, com Dom Helder como recitante, sendo executada internacionalmente desde então. "A sinfonia é para todos, simples e tocante como Dom Helder era. É uma reflexão cheia de esperança e possibilidades de renovação através do amor e da fraternidade", afirma Fafá de Belém. "Esta obra em particular não foi tocada aqui ainda, o que nos proporciona a emoção da descoberta, a alegria de explorar algo novo. Estou muito feliz por ter a oportunidade de trabalhar com instrutores e solistas. É especial para mim, já que tive a experiência de reger, confesso, com Fafá de Belém no passado, além de outros amigos que também estarão conosco. Acredito que será uma apresentação muito unificada e uma homenagem muito merecida à cidade de Belém", destaca Miguel Campos Neto, regente da OSTP. João de Deus Lobato, executivo de Comunicação da Equatorial Pará, destaca que o evento é um presente da distribuidora de energia para Belém. "Estar presente nesse momento do aniversário da capital paraense, com um evento como esse, é muito significativo. Acreditamos na democratização da arte e esperamos que o público possa aproveitar esse momento da melhor forma, seja com o ingresso gratuito dentro do Theatro ou acompanhando a transmissão ao vivo através do telão montado na praça da República", afirma João de Deus. Sobre Dom Hélder - Dom Hélder Pessoa Câmara foi um influente bispo católico em Olinda e Recife. Destacou-se na defesa dos direitos humanos durante a ditadura militar no Brasil, promovendo uma igreja simples e não-violenta voltada para os mais necessitados. Autor de 23 livros traduzidos para 16 idiomas, recebeu 716 títulos de homenagem e 30 títulos de Cidadão Honorário. Indicado quatro vezes ao Prêmio Nobel da Paz, em 2015, foi reconhecido pelo Vaticano como "Servo de Deus", o primeiro passo para a beatificação. Texto com informações de Bianca Tatamiya Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/50514/fafa-de-belem-e-orquestra-sinfonica-homenageiam-belem-com-concerto-gratuito-no-theatro-da-paz Anterior Próximo
- 4ª Mostra de Teatro Nilza Maria celebra a arte paraense no Theatro da Paz | Theatro da Paz
< Volte 4ª Mostra de Teatro Nilza Maria celebra a arte paraense no Theatro da Paz Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 14 de mar. de 2024 No período de 13 a 17 de março, cinco grupos de teatro ocupam o palco do Theatro da Paz, em Belém. É a quarta edição da Mostra de Teatro Nilza Maria, que nesta edição homenageia o diretor Geraldo Salles, do Grupo Experiência, em reconhecimento à sua trajetória e contribuição às artes cênicas do Pará. Na programação, cinco montagens paraenses, com diferentes sotaques, linguagens e conceitos, entram em cena para lançar novos olhares sobre diferentes temas. Artistas da dramaturgia paraense se encontram e misturam teatro, dança e música para refletir sobre o passado e o próprio tempo. A mostra tem como intuito contribuir para a formação cultural de todo o público paraense e tem como objetivo fundamental democratizar o acesso à cultura, estimular o hábito de frequentar o teatro e fomentar a circulação de companhias teatrais paraenses, enriquecendo o cenário cultural do Estado. Quem explica os critérios das peças escolhidas para a Mostra deste ano é Edyr Proença, diretor do Theatro da Paz e organizador desta edição. “Selecionamos espetáculos paraenses de companhias que possuem experiência em festivais e temporadas fora da região, com base em critérios como originalidade, qualidade artística, relevância cultural, viabilidade técnica, inovação, diversidade e adequação ao tema ou propósito do evento, sempre com a intenção de apoiar os grupos mais antigos do Pará como forma de reconhecer a resistência de tantos anos em defesa do teatro paraense”, salienta. A quarta edição exibe, a preços acessíveis, cinco peças, sendo elas: "Belém Bragança - Os trilhos da Esperança" (José Leal), "Gato por Lebre" (Saulo Sisnando), "O que não se diz apodrece em nós" (Paulo Santana), "Joana" (Edyr Proença) e "Picadeiro: Solo onde plantei minhas lágrimas" (Evanildo Mercês). Para Luciana Noronha, assistir ao espetáculo ‘Belém Bragança - Os trilhos da Esperança’ teve o sabor de sua infância. “Sou bragantina e sempre ouvi histórias da minha bisavó sobre a Estrada de Ferro Belém Bragança. Eram lendas, causos tão antigos... e de repente o Grupo Experiência materializa tudo no palco do Theatro da Paz. Só tenho a agradecer”, relatou emocionada. Às vésperas de completar 83 anos de idade, o renomado ator e diretor teatral Geraldo Salles foi homenageado pela mostra por toda a sua contribuição ao teatro paraense. “Estou muito feliz pela homenagem e gostaria de agradecer ao Governo do Pará, à Secult, minha família, a Família Experiência e principalmente ao público que sempre esteve presente prestigiando todas as ideias que surgiram ao longo desses anos, inclusive nesta que é uma declaração de amor à Bragança. Gratidão!”, finalizou Geraldo Salles. Programação : Dia 14: Teatro de Apartamento com o espetáculo “Gato por Lebre” Dia 15: Grupo Palha com o espetáculo “O que não se diz apodrece em nós”, uma adaptação da peça ‘Anti Nelson’, de Nelson Rodrigues Dia 16: Grupo Cuíra com o espetáculo “Joana” Dia 17: Grupo: MÁ CIA DE TEATRO com o espetáculo “Picadeiro: Solo onde plantei minhas lágrimas” Serviço : A 4ª Mostra de Teatro – Nilza Maria vai até o dia 17 de março de 2024 no Theatro da Paz. O horário será sempre às 20h, exceto no dia 17/03, que acontecerá às 19h. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do Da Paz ou no site ticketfacil.com.br , no valor de R$ 2,00. A iniciativa é do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e do Theatro da Paz. Por Úrsula Pereira (Assessoria do Theatro da Paz) Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/52293/4-mostra-de-teatro-nilza-maria-celebra-a-arte-paraense-no-theatro-da-paz Anterior Próximo
- Balé “O Corsário” é apresentado pela primeira vez no Pará e surpreende no Theatro da Paz | Theatro da Paz
< Volte Balé “O Corsário” é apresentado pela primeira vez no Pará e surpreende no Theatro da Paz Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 30 de jun. de 2023 Balé “O Corsário” é apresentado pela primeira vez no Pará e surpreende no Theatro da Paz Foto: Lucas Mont/ SECULT Dois sonhos que se realizaram na Grand Premier do balé de repertório “O Corsário”. A estudante do ensino médio Jéssica Carmo, desde bem pequena, desejava assistir um espetáculo de balé e conhecer o Theatro da Paz. Ela só não imaginou que realizaria os dois sonhos em um só dia. “Eu ganhei da minha tia o ingresso para “O Corsário” e aqui estou eu conhecendo o templo paraense das artes. Estou maravilhada com tanta beleza. O espetáculo foi lindo e espero que essa temporada retorne para que mais pessoas possam assistir também”, afirmou a estudante. Regado de muita emoção e saudade do primeiro semestre da temporada 2023 do Theatro da Paz, a noite de estreia de “O Corsário” celebrou conquistas importantes das atividades artísticas do teatro monumento, é o que afirma a secretária de Estado de Cultura, Ursula Vidal. “Queremos agradecer a presença do público e a todos os trabalhadores e trabalhadoras do Theatro da Paz, os músicos que fazem nossos corpos artísticos e nos emprestam seus talentos. Nesta noite vivemos uma experiência que vai ficar marcada na trajetória do Da Paz. Uma parceria entre o Governo do Pará e a Companhia de Dança Ana Unger, com apoio do Colegiado de Dança do Pará, realizou pela primeira vez, audições para selecionar 60 bailarinos de várias companhias para compor o balé “O Corsário”, apresentado completo pela terceira vez no Brasil e pela primeira vez em nosso Estado. Uma superprodução que realizamos com ajuda dessa turma que está na coxia, no cenário, figurino, iluminação, som, um batalhão que faz a cultura e a arte”, explica a secretária. De acordo com Daniel Araujo, diretor do Theatro da Paz, a montagem paraense, além dos 60 bailarinos selecionados por audições, conta com 3 bailarinos convidados do corpo de balé do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, gerando um intercâmbio importante para a formação do corpo de balé local. “É de extrema importância apresentar esse gênero artístico para o nosso público que já está habituado a outros estilos da música clássica, principalmente pela valorização do profissional de dança que carrega história, tradição e apresentá-lo ajuda a preservar essa herança cultural”, disse. Enredo - "O Corsário" é um ballet clássico de repertório que conta a história de um pirata chamado Conrad, que se apaixona por uma bela jovem chamada Medora. O ballet foi originalmente coreografado por Joseph Mazilier com música de Adolphe Adam e Ludwig Minkus, e estreou em 1856 na Ópera de Paris. Desde então, "O Corsário" foi adaptado por vários coreógrafos e companhias de ballet em todo o mundo. É conhecido por sua técnica exigente e seus pas de deux emocionantes. Embora "O Corsário" seja um ballet e não uma obra de música clássica, a sua música é considerada importante para o repertório de balé clássico. A partitura original de Adolphe Adam e Ludwig Minkus inclui árias, variações, cenas de conjunto e pas de deux que são apreciados pelos amantes do balé em todo o mundo. Além disso, "O Corsário" foi uma das primeiras produções de balé a incorporar elementos exóticos e orientais em sua coreografia e trama, o que influenciou muitas outras produções de balé posteriores. Como resultado, "O Corsário" é considerado uma obra importante na história do balé e da música clássica. Para Miguel Campos Neto, maestro titular da OSTP, a qualidade de uma orquestra sinfônica se dá pela versatilidade e a OSTP se encaixa nesse perfil. “A nossa OSTP já é versada em tantos estilos, mas, principalmente em ópera, e tocar este balé é importante porque adicionamos outra qualidade que vai nos aprimorar ainda mais no desenvolvimento da sonoridade e no sentimento de grupo. Estamos muito felizes com esta apresentação”, afirmou o maestro. Texto: Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) Via Agência Pará - https://agenciapara.com.br/noticia/45092/bale-o-corsario-e-apresentado-pela-primeira-vez-no-para-e-surpreende-no-theatro-da-paz Anterior Próximo
- Amazônia Jazz Band apresenta concerto inédito 'Temas de Filmes' no Theatro da Paz | Theatro da Paz
< Volte Amazônia Jazz Band apresenta concerto inédito 'Temas de Filmes' no Theatro da Paz Por Josie Soeiro (SECULT) 21 de mar. de 2023 Espetáculo terá duas sessões, às 18h e às 21h, desta quinta-feira (23), e além das músicas, o público poderá conferir a projeção das cenas dos filmes Nesta quinta-feira (23), a Amazônia Jazz Band apresenta pela primeira vez o concerto “Temas de Filmes”, com trilhas de filmes consagrados no cinema. Enquanto o público aprecia as músicas executadas ao vivo pela big band , também poderá acompanhar a projeção de imagens das cenas mais marcantes dos filmes. A seleção das cenas e edição dos vídeos foram elaboradas de maneira a dialogar com as músicas das trilhas, e, especialmente, preparadas para o espetáculo, em parceria com a Vídeo Cenário & Programação Visual: VJ Lobo. A iniciativa é do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Theatro da Paz e Academia Paraense de Música (APM). O concerto será apresentado em duas sessões, às 18h e às 21h, no Theatro da Paz. No programa, sucessos mais antigos se mesclam a novas produções. ‘James Bond’ (de Monty Norman) vem com todo o suspense e ação que o filme pede, enquanto ‘My Heart Will Go On’ (James Horner) traduz o clima de romance com doses altíssimas de drama sugerido em ‘Titanic’. E as grandes séries também encontram espaço, como ‘Game of Thrones’, além de obras como a de John Williams em ‘Star Wars’. “É um evento para toda a família. Tem filmes para todas as gerações. Com toda certeza, o Concerto “Temas de filmes será mais um sucesso que iremos repetir”, comenta Eduardo Lima, maestro da Amazônia Jazz Band. Descrição das peças O concerto “Temas de Filmes” da Amazônia Jazz Band está cheio de surpresas do início ao fim. Como primeiro número, ‘Star Wars’, música feita pelo compositor americano John Williams em 1977 para a série de filmes mundialmente conhecida e que leva o nome da música, um grande arranjo interpretado pela Amazônia Jazz Band. A segunda peça será ‘My Heart Will Go On’, uma canção gravada pela cantora franco-canadense Celine Dion. Esta é a música tema do filme ‘Titanic’, lançado em 1997, e terá como solo principal, Elias Coutinho, no sax soprano. Em seguida, um grande clássico do cinema, ‘Superman’, música de John Williams, outro grande clássico do cinema. Nesta versão, o arranjo foi escrito por Rafael Rocha, trombonista, arranjador e compositor da música brasileira. Já fez arranjos para Ivan Lins, Djavan, entre outros. Rafael também escreveu outros cinco arranjos exclusivos para este concerto da AJB e todos serão apresentados pela primeira vez. Quarto tema, ‘James Bond’, de acordo com o maestro da AJB Eduardo Lima, este tema certamente deve ser a música mais instantaneamente reconhecível na história do cinema. “Tudo começou com um musical de palco sobre um assassino notório. O filme ‘007 Contra O Satânico Dr. No’ estreiou no mundo em 1962. Tenho certeza de que o público vai adorar a interpretação da Amazônia Jazz Band, já que a nossa big band abusa dos improvisos e o público adora”, explicou o maestro. Como quinto número, ‘Game of Thrones’. Música do compositor Ramin Djawadi. Outro arranjo de Rafael Rocha, com exclusividade para a Amazônia Jazz Band, que será apresentado também pela primeira vez ao público. Em seguida, um clássico. ‘Missão Impossível’, com arranjo de Rafael Rocha. Missão Impossível é uma franquia que foi criada em 1966 por Bruce Giller é sucesso até hoje dos cinemas. Na sequência, ‘Os Vingadores’, que se consolidaram como uma das principais equipes de super-heróis dos quadrinhos e ajudaram a popularizá-lo nos cinemas. Hoje em dia, falar em Vingadores é falar no maior grupo de heróis já vistos nos cinemas. O responsável pela criação dos ‘Vingadores’ foi Stan Lee. Este arranjo também é do Rafael Rocha, sendo apresentado pela primeira vez ao público. O tema ‘Batman’ é o próximo. Esta canção foi composta em 1966 por Neil Riffit, foi construída em torno de um gancho de guitarra que lembra trilhas de histórias de filmes de espionagem. Tem uma progressão de blues de 12 compassos, usando apenas três acordes. Outro super arranjo de Rafael Rocha, sendo apresentado pela primeira vez ao público paraense. A nona música é ‘Os Caça-Fantasmas’, outro grande clássico dos cinemas mundiais. É um filme americano de 1984, dos gêneros fantasia, aventura, ficção científica e comédia. Realizado por Ivan Richman, um grande sucesso dos cinemas. Este arranjo é também do Rafael Rocha, sendo mostrado com exclusividade ao público paraense. E para encerrar as trilhas com chave de ouro, ‘Gonna Fly Now’, a música tema do filme ‘Rock’, o famoso Rock Balboa. Foi composta por Bill Kunt em 1976 na Filadélfia. A Amazônia Jazz Band termina o show com muita tensão com este arranjo. Vamos levar o público a voar na sua história. Esperamos todos vocês para esta grande noite. Amazônia Jazz Band, temas de filme. SERVIÇO O concerto “Temas de Filmes” da Amazônia Jazz Band Nesta quinta-feira (23), em duas sessões, às 18h e às 21, no Theatro da Paz Ingressos serão disponibilizados no dia do evento, a partir das 9h, na bilheteria do TP e pelo site www.ticketfacil.com.br e custarão R$ 2,00 (dois reais), com dois bilhetes por pessoa, com a apresentação do CPF. Texto de Úrsula Pereira / Ascom Theatro da Paz Anterior Próximo
- Na estreia do Musical ‘O Príncipe do Egito’ comunidade surda se encanta no XXIII Festival de Ópera do Theatro da Paz | Theatro da Paz
< Volte Na estreia do Musical ‘O Príncipe do Egito’ comunidade surda se encanta no XXIII Festival de Ópera do Theatro da Paz Úrsula Pereira - Ascom/Theatro da Paz 25 de ago. de 2024 Pela primeira vez, um grupo de 30 surdos sinalizantes teve a oportunidade de participar de um espetáculo no Theatro da Paz emocionando com a beleza do espaço e da apresentação A estreia do musical "O Príncipe do Egito", realizado no último sábado, 24, no Theatro da Paz, em Belém, não apenas encantou o público, mas também marcou um momento histórico para a comunidade surda da região. Parte da programação do XXIII Festival de Ópera, dirigida pelo maestro Pedro Messias, trouxe uma adaptação única da história bíblica de Moisés, conquistando o público com sua riqueza artística e inclusão. Pela primeira vez, um grupo de 30 surdos sinalizantes teve a oportunidade de participar de um espetáculo no Theatro da Paz emocionando com a beleza do espaço e da apresentação. "Foi o pontapé inicial para que a comunidade surda pudesse entrar no teatro e dizer ‘agora nós sentimos que o Theatro é nosso também’. O espetáculo é muito inclusivo, com toda a perspectiva dramaturga voltada para que todos possam entender. Desperta memórias e, resumindo, é espetacular," afirmou Jaqueline Machado, que acompanhou o grupo. O professor de libras do Instituto Estadual Carlos Gomes, Silvio Santiago, ressaltou a importância de um momento como esse. "Belém e a Região Metropolitana têm cerca de 5 mil surdos sinalizantes, e por isso a necessidade de intérpretes de Libras é crucial. Ontem foi a primeira vez que esses surdos entraram no Theatro da Paz, e se emocionaram muito com a experiência," comentou Santiago, evidenciando a relevância desse momento para a comunidade. Com casa cheia, a apresentação destacou-se pela qualidade artística e pela profunda conexão emocional estabelecida com a plateia. "Ficamos muito felizes em ver a resposta do público. A versão que trouxemos este ano foi uma evolução do que fizemos em 2023, com novos arranjos e uma abordagem ainda mais emocionante. Conseguimos criar uma atmosfera que transportou as pessoas diretamente para o antigo Egito," comentou o maestro Pedro Messias. A parceria com a dramaturga Barbara Gibson, da Liga do Teatro, e a expertise da Companhia Aktuô foram essenciais para o sucesso da produção, que se destacou pelos figurinos deslumbrantes e cenários detalhados. A música, um dos pontos altos do espetáculo, recebeu elogios pela sua capacidade de tocar o público de maneira intensa e envolvente. Os arranjos de Kim Freitas, feitos especialmente para o musical, foram apontados como um dos grandes acertos da produção, criando uma atmosfera que uniu emoção e narrativa de forma harmoniosa. Entre os espectadores da noite de estreia, a professora Deusa da Costa ficou visivelmente emocionada ao final do espetáculo. "Fiquei profundamente impressionada com a história e com a forma como foi apresentada. A mensagem de libertação e esperança foi transmitida de uma maneira tão poderosa que tocou meu coração. É uma experiência que levarei comigo por muito tempo," comentou Deusa. Dione Colares, diretora artística do Festival de Ópera do Theatro da Paz, também expressou sua satisfação com o resultado. "Ver a plateia reagir tão positivamente a um musical dentro de um festival de ópera é uma prova de que estamos no caminho certo ao diversificar nossas linguagens artísticas. Este foi um dos momentos mais emocionantes e inovadores do festival, e estamos muito orgulhosos do que foi alcançado," afirmou Dione. A estreia de "O Príncipe do Egito" marcou um dos pontos altos do XXIII Festival de Ópera estabelecendo novos horizontes para futuras edições e deixando uma marca indelével no público paraense e na comunidade surda de Belém. Neste domingo, 25, haverá uma segunda apresentação do musical “Príncipe do Egito”, a partir das 17h. A entrada é franca e os ingressos podem ser retirados na bilheteria do Theatro duas horas antes da apresentação, ou pelo site ticketfacil.com.br . Texto: Úrsula Pereira (Ascom Theatro da Paz) Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/59072/na-estreia-do-musical-o-principe-do-egito-comunidade-surda-se-encanta-no-xxiii-festival-de-opera-do-theatro-da-paz Anterior Próximo
