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  • Bragança inicia Festa Literária com apresentação da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz | Theatro da Paz

    < Volte Bragança inicia Festa Literária com apresentação da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz Lorena Saraiva - Ascom/Secult 7 de dez. de 2023 Com bate-papo, apresentação de projetos escolares, feira criativa e programação cultural, o evento prossegue até domingo (10), com entrada franca O primeiro dia da Festa Literária de Bragança, evento promovido pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), em parceria com a Prefeitura Municipal, celebrou as vozes dos homenageados e do escritor paraense com bate-papo, apresentação de projetos escolares, feira criativa e programação cultural. Os escritores Salomão Larêdo e Heliana Barriga, homenageados na 26ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, em Belém, participaram de rodas de conversa. A estudante de Letras Evelly Barbosa de Sousa, 20 anos, disse ter se empolgado com as atividades e a variedade de títulos. “Eu estou achando muito legal, muito interessante. Tem muito livro novo, e adquirir conhecimento dessa forma é muito legal”, afirmou. De acordo com o diretor de Cultura da Secult, Júnior Soares, a Festa Literária é uma oportunidade de fortalecimento da política de descentralização das ações de fomento à literatura e leitura, que em 2023 passou pelos municípios de Cametá (na Região de Integração Tocantins) e Santarém (RI Baixo Amazonas), finalizando em Bragança (RI Rio Caeté). Musicalidade - A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz abriu a programação cultural com um repertório diversificado, incluindo a 5ª Sinfonia de Beethoven, Ópera Sansão e Dalila (do francês Camille Saint-Saëns), o Guarani (do brasileiro Carlos Gomes), trilhas sonoras da saga Star Wars e outros clássicos da música mundial. Para Andrei Pontes, 22 anos, assistir ao concerto da OSTP é um momento muito especial. “Eu gostei muito, pois é uma oportunidade de apreciar de perto a Orquestra, e ela trouxe um repertório bem diferente. A parte que eu mais gostei foi a trilha de Star Wars”, disse o universitário. A Festa Literária de Bragança prossegue até domingo (10), das 9 h às 21 h, no Teatro do Liceu de Música e no Museu da Marujada, com entrada franca. Texto: Lorena Saraiva - Ascom/Secult Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/49762/braganca-inicia-festa-literaria-com-apresentacao-da-orquestra-sinfonica-do-theatro-da-paz Anterior Próximo

  • Cores do Orgulho LGBTQIAPN+ iluminam Theatro da Paz | Theatro da Paz

    < Volte Cores do Orgulho LGBTQIAPN+ iluminam Theatro da Paz Por Marcelo Leite (SEIRDH) 29 de jun. de 2023 A mudança é temporária e por motivos especiais: defender a luta de pessoas LGBTQIAPN+ Um dos equipamentos públicos mais importantes do Pará, o Theatro da Paz, ganhou novas cores nesta quarta-feira (28). A mudança é temporária e por motivos especiais: defender a luta de pessoas LGBTQIAPN+ que, por meio do orgulho, constroem uma sociedade mais igualitária, livre de preconceitos e de homofobia. As novas cores do Theatro podem ser vistas na iluminação externa do prédio e representam as tonalidades presentes no arco-íris: símbolo mundial da luta LGBTQIAPN+. Além das luzes, uma enorme bandeira colorida também foi estendida na sacada frontal do Theatro. O ato simbólico foi realizado pelas secretarias de Estado de Cultura (Secult) e de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh), e contou com a participação de representantes de movimentos sociais atuantes na causa, na região metropolitana de Belém. Jarbas Vasconcelos, titular da Seirdh lembrou que o Theatro da Paz é um dos principais espaços públicos do Pará e que ato simbólico reforça o compromisso com uma luta mundial. “É bom ver o Da Paz com essas todas essas cores. São cores que representam o futuro, que nos representam e que estão novamente espalhadas pelo Brasil e pelo mundo. O orgulho hoje tem uma dimensão diferente”, frisou Jarbas Vasconcelos. Secretária de Cultura, Ursula Vidal destacou ainda o ineditismo do evento e o compromisso do governo do Estado para avançar na construção de uma sociedade mais consciente do respeito e direitos das pessoas LGBTQIAPN+. “Nós estamos escrevendo mais um capítulo de uma história que vem sendo escrita há muitos anos por movimentos sociais que estão sempre buscando os direitos. O dia de hoje é histórico e reforça nosso compromisso institucional de lutar por uma sociedade com igualdade de direitos e mais avanços na garantia de espaços, empregabilidade, representatividade e visibilidade”, complementou a secretária . Programação No próximo domingo (02), a Secretaria de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh), em parceria com outras instituições públicas, fará o encerramento da campanha “Pará para Todes”. A programação será realizada na Praça da República,a partir das 9h, com oferta de serviços de serviços de saúde, jurídicos e sociais. Entre os serviços ofertados estão: testes rápidos de saúde, orientações sobre higiene bucal e sobre o Projeto Casulo; encaminhamentos para retificação de Registro Civil (nome social), atendimento jurídico e acesso às Usinas da Paz; emissão de documentos; e distribuição de cartilhas educativas sobre a defesa da diversidade e conquistas da luta LGBTQIA+. A ação contará com a parceria das secretarias de Saúde (Sespa), Articulação e Cidadania (Seac), da Defensoria Pública do Estado (DPE) e Ministério Público do Pará (MPPA), além da apresentações culturais. Via Agência Pará - https://agenciapara.com.br/noticia/45045/cores-do-orgulho-lgbtqiapn-iluminam-theatro-da-paz Anterior Próximo

  • Amazônia Jazz Band e grandes intérpretes fazem tributo a Paulo André no Theatro da Paz | Theatro da Paz

    < Volte Amazônia Jazz Band e grandes intérpretes fazem tributo a Paulo André no Theatro da Paz Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 3 de out. de 2023 O Theatro da Paz, em Belém, será palco do concerto em homenagem ao renomado compositor paraense Paulo André Barata, que faleceu aos 77 anos, no dia 25 de setembro de 2023. O concerto ocorrerá na noite desta terça-feira (03), com direção artística de Tito Barata, irmão de homenageado, e sob a regência do maestro titular da Amazônia Jazz Band (AJB), Elias Coutinho. O espetáculo reunirá um extraordinário elenco de artistas paraenses, que prometem encantar o público com interpretações brilhantes. O show contará com a participação da Amazônia Jazz Band (AJB), que receberá artistas que tiveram o privilégio de trabalhar com Paulo André Barata ao longo de sua carreira. Pedrinho Callado, Edilson Moreno, Mahrco Monteiro, Andréa Pinheiro, Lia Sophia, Arthur Espíndola, Trio Warilou, Olivar Barreto, Alba Mariah, Maca Maneschy, Sandra Duailibe, Bia Dourado, Gigi Furtado e Elói Iglesias se unirão em um tributo musical para honrar o legado do compositor. De acordo com Tito Barata, o concerto foi idealizado por Ursula Vidal, secretária de Estado da Cultura, que o convidou para fazer a direção artística do espetáculo. “Depois que combinamos o formato da apresentação, começamos a montar o repertório, ajustar as tonalidades para os intérpretes e os arranjos. E com qualidade da Amazônia Jazz Band, isso é muito fácil, então já ensaiamos um show lindo, com a participação de uma turma que está acostumada a cantar o repertório do Paulo André e do Ruy Barata”, afirmou o diretor artístico. O repertório foi cuidadosamente selecionado e apresentará composições icônicas de Paulo André, que atravessaram gerações e se tornaram verdadeiros hinos da cultura paraense. Cada nota e cada palavra entrelaçadas nas melodias proporcionarão uma experiência única, envolvendo o público em uma atmosfera de nostalgia e gratidão. “Não tenho uma música específica do Paulo que eu goste mais ou goste menos. Eu acho todas maravilhosas, todas são prediletas”, continuou Tito Barata. “Nós teremos várias surpresas nesse show. Por exemplo, músicas de Paulo André com outros parceiros, como João Donato, J. Petronilo e Cláudio Barreto. Vamos, inclusive, mostrar a primeira canção dele gravada nos anos 60. Acho que o público vai gostar bastante”, finalizou. Elias Coutinho, aclamado maestro, trouxe sua expertise para a regência da AJB no acompanhamento dos artistas e no protagonismo da orquestra. Sua interpretação magistral das partituras já nos ensaios vem revelando a profundidade e a riqueza das composições de Paulo André. “É uma honra sem igual para a AJB, pois trata-se com certeza de um dos maiores nomes da música paraense, e se existe um compositor que retrata tão bem o nosso Estado de diversas formas, que retrata tantas emoções e realidades de tantos lugares, esse compositor é Paulo André Barata. Se nós, por exemplo, que moramos em Belém, não temos diretamente contato relacionado com o interior, através das músicas de Paulo André, pessoas de qualquer lugar do mundo conseguem, de uma maneira muito simples, conhecer o nosso folclore, a nossa fauna, nossas comidas, nossos costumes, nossos ditos populares. Então, Paulo André é tudo isso, e homenagear ele nesse espetáculo é um desafio para a AJB, porque nos traz um entendimento que temos que entregar muito mais, trazer ao palco aquilo que ele fez a vida inteira, que foi inovar, levar às pessoas múltiplas emoções”, disse o maestro. Questionado sobre os planos para o futuro, Tito Barata se anima. “Nós estamos elaborando um plano de ações para fazer o legado do Paulo André chegar em todo o Pará e no Brasil. Paulo tem uma obra maravilhosa e sem dúvida nenhuma, é um dos artistas que percorreu por mais de 60 anos essa trilha”, finaliza emocionado. “Eu gostaria que se lembrassem do Paulo, como um homem simples que conversava com as musas da Amazônia”. Descrição da Músicas - Assim como o repertório foi escolhido ainda em vida pelo próprio Paulo André e pelo Rui Barata, os artistas que integram esse espetáculo também fazem parte da carreira do Paulo André. O espetáculo começa com uma versão instrumental de ‘Indauê Tupã’, interpretada pela Amazônia Jazz Band com um arranjo feito exclusivamente para ser a estreia mundial feita nessa homenagem. O arranjador é o grande capixaba Rafael Rocha, abrindo esse show com chave de ouro em uma versão completamente repaginada. Depois vem ‘Esse Rio é Minha Rua’, um hino do nosso Estado, com inserções dos metais da Amazônia Jazz Band e arranjos de Rafael Rocha, com interpretação de Pedrinho Callado. Em seguida temos a grande intérprete Andréa Pinheiro interpretando ‘Pauapixuna’, com arranjos do carioca Rafael Oliva, um especialista em arranjos para sopros e para big band’s, que traz uma versão que mistura desde tango ao jazz. E a improvisação, que é algo tão característico nessa formação da Amazônia Jazz Band, colocará seu tempero especial. Na sequência teremos ‘Baiuca’s Bar’, com Lia Sophia, uma grande intérprete paraense. O próximo número será ‘Meu Pajé (Samba Pro Sting)’, interpretado por um dos maiores nomes do samba no Pará, Arthur Spindola. Nesta canção Paulo André, mais uma vez, traz uma inovação, um samba, que não era tão comum em suas composições. Depois temos ‘Cantiga da Correnteza’, por Alba Mariah. Uma música que vai trazer algumas surpresas dentro da Jazz Band, com uma formação não usando todos os sopros, mas somente o naipe dos metais, trompetes e trombones, trazendo uma sonoridade única para esse espetáculo. O próximo número é ‘Nasci para Bailar’, um grande clássico de Paulo André com João Donato, que partiu também recentemente, interpretado pelo trio de cantores do Warilou, que terá como arranjo o grande violonista paraense Ziza Padilha. Depois ‘Mesa de Bar’, interpretada pelo grande Olivar Barreto, com toda a sua sutileza, dando vida a esse grande clássico, com um arranjo também de Ziza Padilha, que promete trazer muita emoção nesse espetáculo. ‘Tronco Submerso’, com arranjo de Ziza Padilha, somente para o quinteto de saxofones da AJB, com interpretação de Maca Maneschy, vai surpreender o público, com uma sonoridade diferente no meio do espetáculo. Assim como em ‘Cantiga da Correnteza’, com adaptação do maestro Elias Coutinho para sopros dos metais da Big Band, no trompete e trombones. A ‘Canção Mágica’ foi pensada também em uma mudança na escolha dos instrumentos para esse espetáculo. Ao invés de ter todos os sopros da AJB, teremos somente dois instrumentos, flugel e saxofone soprano, para que nessa música, com interpretação de Sandra Duailibe, tenha um momento de forte emoção, Já se encaminhando para o final da apresentação, as duas últimas músicas serão ‘Foi Assim’, um grande hino da nossa música, com arranjo de Josiel Saldanha, interpretado por Gigi Furtado e Bia Dourado. Será uma música que, com certeza, já nos levará aos maiores ápices desse grande espetáculo. E ‘Porto Caribe’, interpretado pelo trio Warilou e Eloy Iglesias, trazendo muita irreverência a esse espetáculo, algo que era característico de Paulo André, e que não poderia ficar de fora desta noite tão especial. Serviço - O espetáculo "Concerto para Paulo André Barata com Amazônia Jazz Band e grandes intérpretes", acontece nesta terça-feira (03), às 20h, no Theatro da Paz. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do Da Paz e pelo site, no valor de R$ 2,00. São disponibilizados dois ingressos por pessoa. Texto: Úrsula Pereira (Ascom Theatro da Paz) Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/47881/amazonia-jazz-band-e-grandes-interpretes-fazem-tributo-a-paulo-andre-no-theatro-da-paz Anterior Próximo

  • Ópera inédita de Paulo Coelho, Gilberto Gil e Aldo Brizzi tem estreia mundial no XXIV Festival de Ópera do Theatro da Paz | Theatro da Paz

    < Volte Ópera inédita de Paulo Coelho, Gilberto Gil e Aldo Brizzi tem estreia mundial no XXIV Festival de Ópera do Theatro da Paz Por Amanda Engelke (SECULT) 23 de nov. de 2025 Inspirada no poema de Gonçalves Dias, a ópera terá récitas nos dias 10, 11 e 12 de novembro, durante o período da COP 30 em Belém A ópera I-Juca Pirama, com libreto de Paulo Coelho e composição musical de Gilberto Gil e Aldo Brizzi, terá sua estreia mundial no Theatro da Paz, em Belém, nos dias 10, 11 e 12 de novembro, encerrando em grande estilo a programação do XXIV Festival de Ópera do Theatro da Paz, no mesmo período em que a capital paraense recebe a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). Com 75 minutos de duração, a obra inspirada no poema de Gonçalves Dias reúne cantores líricos e artistas do Núcleo de Ópera da Bahia (NOP), o Coro Carlos Gomes de Belém, a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz e o grupo indígena Huni kuin (Acre). A produção ecopoética propõe uma narrativa filosófica e sensorial sobre o universo indígena da Amazônia, entrelaçando literatura, música, ancestralidade, ecologia, coexistência e espiritualidade. Cantada em língua portuguesa, a ópera articula música, canto, dança, projeções audiovisuais e rituais de matriz indígena, traduzindo o encontro entre a tradição lírica e a sabedoria ancestral dos povos da floresta. O espetáculo é uma realização do Núcleo de Ópera da Bahia, em co-realização do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), com produção da ComArte Produções, apoio do programa Boca de Brasa, da Fundação Gregório de Mattos e da Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura de Salvador. Também conta com o apoio de mídia televisiva da France Télévisions. O escritor, jornalista e compositor brasileiro, parceiro de décadas de Raul Seixas, Paulo Coelho, destaca que “a obra vai revolucionar a ópera brasileira, com um trabalho magnífico de Aldo Brizzi e Gilberto Gil”, afirmou o carioca, que ocupa a 21.ª cadeira da Academia Brasileira de Letras. Para Ursula Vidal, secretária de Cultura do Pará, a estreia mundial de I-Juca Pirama no palco do Theatro da Paz reafirma a grandeza do Festival de Ópera. “Nosso Festival se consolidou, em 2025, como uma política pública de cultura que diversifica suas parcerias institucionais, co-realizando grandes espetáculos com outros importantes núcleos de produção operística do país". "A ampliação do repertório de montagens, com estreias mundiais de obras inspiradas no riquíssimo universo simbólico de nossa Amazônia, reafirma a grandeza deste Festival realizado há mais de duas décadas em um teatro monumento da cultura brasileira”, destaca a secretária. Figurinos sustentáveis Todos os figurinos da ópera são eco sustentáveis e assinados por dois artistas: o xamã e artista plástico Tukano Bu’úKennedy, responsável pelos trajes indígenas, e a figurinista Irma Ferreira, autora dos figurinos modernos e dos adereços. As criações foram produzidas por artesãos e coletivos indígenas da Amazônia, a partir de materiais sustentáveis, fibras, pigmentos naturais e técnicas tradicionais. “Os figurinos são concebidos por Bu’ú Kennedy, xamã tucano e grande artista plástico. Ele criou uma série de trajes feitos com casca de árvore, mastigada ritualmente durante três dias pelas mulheres tucanas antes de se transformar em tecido. Já as vestes masculinas são cortiças de árvores amazônicas, que voltam a crescer após o corte. É uma operação totalmente ecológica, que resgata a criatividade dos povos da Amazônia e valoriza sua presença na criação artística”, explica Aldo Brizzi, diretor musical e cênico da ópera. O maestro destaca ainda que seis indígenas do povo Huni kuin, do Acre, estarão em cena ao lado dos cantores líricos do NOP e do Coro Carlos Gomes, de Belém. “Essa convivência cria uma dimensão simbólica e real entre o erudito e o ancestral, unindo vozes que expressam a floresta em sua força espiritual e estética”. Trabalho reflete múltiplas matrizes culturais brasileiras, diz diretor musicial Para Aldro Brizzi, a parceria com Gilberto Gil dá origem a uma obra musical que reflete múltiplas matrizes culturais brasileiras. “A estética musical dessa ópera segue a linha que já trabalhamos em Amor Azul, eu e Gil, ou em obras minhas como a Ópera dos Terreiros. É uma fusão total entre elementos da cultura afro, afro-brasileira, indígena e erudita. A melodia e a harmonia vêm um pouco da música popular, porque é um trabalho feito a quatro mãos com o Gil. Tudo flui naturalmente entre a rítmica indígena e a linguagem sinfônica, com o DNA da música popular sempre presente de forma comovente e radical”, destaca Brizzi. O compositor ressalta que o texto de Gonçalves Dias foi determinante para o ritmo e o caráter da obra. “A força da palavra de Gonçalves Dias é extraordinária. Ela traz uma musicalidade própria, com termos que hoje soam incomuns, mas cheios de sentido. Nossa ópera se passa em duas épocas — a antiga, narrada por Gonçalves Dias, e a moderna, contada por nós. O I-Juca contemporâneo revive a busca por identidade em meio à destruição. Essa convivência entre o antigo e o novo dá à obra uma dimensão simbólica de continuidade e transformação.” Para Brizzi, o Núcleo de Ópera da Bahia reafirma sua vocação de aproximar a ópera das raízes culturais brasileiras. “O NOP sempre deu grande relevância à cultura de raiz. Nossas óperas são em português e querem comunicar. Não é ópera intelectual, é ópera popular no verdadeiro sentido do termo. A ópera sempre foi a arte do seu tempo — popular e profunda. Queremos ser modernos e criativos, com respeito às raízes, para que todos possam se emocionar e se reconhecer no que fazemos”. Os desafios de unir o canto lírico às tradições indígenas fazem parte da trajetória de Aldo Brizzi. Em Amor Azul, ele e Gilberto Gil uniram o DNA da música popular brasileira à grande respiração da música sinfônica; em Ópera dos Terreiros, aproximaram o Candomblé da eletrônica e do canto lírico. Em I-Juca Pirama, a orquestra e o coro se unem à rítmica e à tímbrica dos instrumentos indígenas, criando uma cor sonora única e profundamente simbólica. A obra nasce do diálogo entre arte, ecologia e consciência ambiental. A floresta está presente em cada gesto, som e material de cena, fazendo da ópera uma verdadeira celebração da Amazônia e de sua sabedoria ancestral. Considerada por Paulo Coelho como um trabalho capaz de revolucionar a ópera brasileira, a produção inicia com um prólogo em vídeo-projeção gravado na Amazônia, com Gilberto Gil no papel de Croá, o trovador dos povos originários, cantando uma música inédita sobre as queimadas, e o próprio Paulo Coelho interpretando Gonçalves Dias, que se transforma em Espírito da Terra. A escolha de Belém e do Theatro da Paz para a estreia mundial de I-Juca Pirama reforça o simbolismo amazônico da obra e a tradição da cidade como polo operístico do país. O teatro, um dos mais antigos e importantes do Brasil, tem sido palco de grandes criações do Núcleo de Ópera da Bahia e consolida-se como espaço de encontro entre linguagens, culturas e territórios sonoros. “Se apresentar no Theatro da Paz é sempre um prazer. Em 2022, já estivemos aqui com a Ópera dos Terreiros, no Festival de Ópera, e foi uma experiência marcante. Desta vez, voltamos para vibrar junto com aquela acústica maravilhosa e com o público paraense, que sempre acolhe a criação operística com generosidade e emoção”, conclui Brizzi. A renda da estreia será totalmente revertida em apoio ao povo indígena da Vila Dom Bosco, no Alto Rio Tiquié, distrito de Pari Cachoeira, região do Alto Rio Negro. A iniciativa busca valorizar a educação intercultural e preservar o legado das línguas e saberes ancestrais. SINOPSE Após ter suas terras devastadas pelos colonos portugueses, o jovem guerreiro I-Juca Pirama, último de sua tribo, parte em busca de novos territórios e de um sentido para sua existência. Capturado pelos Timbiras, é condenado ao sacrifício, mas sua coragem e dignidade transformam seus algozes. Entre o dever do guerreiro e o chamado da vida, I-Juca enfrenta o conflito entre honra e sobrevivência. Na ópera, a história se desenrola entre duas épocas — a antiga, contada por Gonçalves Dias, e a moderna, em que novas queimadas e devastações fazem o I-Juca contemporâneo reviver a busca por significado e pertencimento. Sua jornada reflete o destino de um povo em exílio na sua própria terra e o grito da floresta ferida. Em uma dimensão paralela, o Espírito da Terra tudo vê, prevê, narra e abraça. Entre os dois tempos da história, ela é a guardiã da memória e da transformação. Jaci, jovem Timbira frágil e encantada por I-Juca no tempo ancestral, renasce na era moderna como sua própria descendente, jornalista que entrevista o “I-Juca” contemporâneo nas terras devastadas pelas queimadas. Mas um antídoto poderoso resiste ao avanço da destruição: a força dos sonhos e a técnica ancestral de torná-los realidade. Assim, o mito renasce no presente, lembrando que a terra, mesmo ferida, continua a sonhar através de seus filhos. BIOGRAFIAS Paulo Coelho – Autor do texto original Reconhecido mundialmente, Paulo Coelho é um dos escritores mais lidos de todos os tempos, com mais de 320 milhões de livros vendidos em 170 países e traduzido para 88 idiomas. É membro da Academia Brasileira de Letras e Embaixador da Paz das Nações Unidas. Pela primeira vez, assina um texto original para o palco, ampliando sua obra para a linguagem cênica e musical. Gilberto Gil – Compositor Músico, compositor e intelectual, Gilberto Gil foi Ministro da Cultura do Brasil, é membro da Academia Brasileira de Letras e vencedor de múltiplos prêmios internacionais, incluindo Grammys e a Legião de Honra da França.Sua obra é um patrimônio da música brasileira, mesclando raízes populares com inovação estética. Aldo Brizzi – Diretor musical e coautor da composição Maestro, compositor e produtor ítalo-brasileiro, Aldo Brizzijá regeu as mais importantes orquestras na Europa e nas Américas. Autor de óperas como Amor Azul e Ópera dos Terreiros, é diretor do Núcleo de Ópera da Bahia (NOP) e reconhecido por integrar linguagens populares a tradição lírica, criando pontes entre o erudito e o contemporâneo. Núcleo de Ópera da Bahia (NOP) Coletivo lírico com sede em Salvador, o NOP é um projeto de excelência na formação e difusão da ópera brasileira, reunindo cantores, músicos e criadores com ênfase em diversidade racial e de linguagem. É 90% composto por artistas afro-brasileiros. Responsável por produções que mesclam tradição e inovação, atua também na formação de público e em ações de inclusão social. Bu’ú Kennedy – Figurinista e artista plástico Artista Tukano do povo Ye’pá Mahsã, da região de São Gabriel da Cachoeira (AM), Bu’ú Kennedy atua com pintura, instalação e figurino, destacando-se pelo uso de materiais naturais e símbolos ancestrais. Sua produção artística baseia-se na marchetaria, técnica de justaposição e encaixe de lâminas de madeiras diferentes, que formam paisagens, motivos e símbolos. Festival de Ópera do Theatro da Paz Criado em 2002, o Festival de Ópera do Theatro da Paz é uma das mais duradouras políticas públicas de formação de plateia do país. Realizado pelo Governo do Pará, por da Secult, o festival tem como anfitriã a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz — corpo artístico oficial do teatro, que completará 30 anos em 2026 — e se destaca por unir excelência musical, formação de público e protagonismo amazônico. Ao longo de mais de duas décadas, recebeu mais de 40 montagens, entre clássicos como La Traviata, Carmen, O Guarani e A Flauta Mágica, e estreias nacionais e mundiais inspiradas na literatura e no imaginário da Amazônia. Também desenvolve ações de inclusão, como o projeto Sons de Liberdade, que promove a reinserção de mulheres custodiadas e egressas do sistema penal por meio da confecção dos figurinos das montagens. Em 2025, o XXIV Festival de Ópera do Theatro da Paz apresentou a estreia mundial de Cobra Norato – Terras do Sem Fim, inspirada no poema de Raul Bopp, com libreto de Bernardo Vilhena, música de André Abujamra, direção artística de Carla Camurati e regência de Silvio Viegas; o concerto Tudo Isto é Teu – Uma Celebração de Waldemar Henrique, em parceria com o Theatro Municipal do Rio de Janeiro; e a Gala Lírica “A Ópera da Amazônia”, com a OSTP. FICHA TÉCNICA (resumo) Título: I-Juca PiramaSubtítulo: Aquele que deve morrerTexto: Paulo Coelho e Aldo Brizzi, livre recriação a partir do poema de Gonçalves DiasMúsica original: Gilberto Gil e Aldo BrizziDireção musical e cênica: Aldo BrizziFigurinos indígenas: Bu’ú KennedyFigurinos modernos e adereços: Irma Ferreira Elenco: I-Juca Pirama – Jean William Espírito da Terra – Graça Reis Cacique – Irma Ferreira Jaci – Milla Franco Ogib – Josehr Santos Grupo vocal lírico-popular do Núcleo de Ópera da Bahia Grupo indígena do Povo Huni kuin (Acre) Coro Carlos Gomes de Belém Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz Maestro: Aldo Brizzi Participações especiais: Gilberto Gil e Paulo Coelho (projeções audiovisuais) Duração: 75 minutos Realização: Núcleo de Ópera da Bahia Co-realização: Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) Produção: ComArte Produções SERVIÇO: I-JUCA PIRAMA – Aquele que deve morrer Estreia mundialÓpera inspirada na obra poética de Gonçalves Dias, em língua portuguesa, dividida em dois atosLibreto de Paulo Coelho, composição musical de Gilberto Gil e Aldo BrizziData: 10, 11 e 12 de novembroHorário: 20hLocal: Theatro da PazPraça da República | Rua da Paz, s/n, CentroBelém – PA Valores dos ingressos: Plateia, varanda, frisas e camarotes de primeira ordem: R$80 • Inteira | R$40 • MeiaCamarotes de segunda ordem: R$80 • Inteira | R$40 • MeiaGaleria: R$60 • Inteira | R$30 • Meia // Paraíso: R$40 • Inteira | R$20 • Meia O espetáculo estreia no dia 10 de novembro e terá ainda mais duas récitas nos dias 11 e 12 de novembro, às 20h. Os ingressos já estão à venda na bilheteria do TP e por meio do site: www.ticketfacil.com.br . Dúvidas e informações sobre venda de ingressos: (91) 3252-8603. E-mail: bilheteria@theatrodapaz.com . Com informações da Assessoria I-Juca Pirama Anterior Próximo

  • Servidores do Theatro da Paz recebem treinamento de brigada de incêndio e primeiros socorros | Theatro da Paz

    < Volte Servidores do Theatro da Paz recebem treinamento de brigada de incêndio e primeiros socorros Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 5 de jul. de 2023 Servidores do Theatro da Paz recebem treinamento de brigada de incêndio e primeiros socorros Foto: Bruno Cecim/Ag. Pará Com o objetivo de promover a segurança e o bem-estar de todos os funcionários e frequentadores, o Theatro da Paz realizou um treinamento especial de brigada de incêndio e primeiros socorros. A iniciativa do Governo do Estado do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult)e do Theatro da Paz, teve início na última segunda-feira (03) e encerrou hoje (05), reunindo 40 colaboradores em uma capacitação abrangente para lidar com situações emergenciais. Com a coordenação de profissionais especializados em segurança e resgate, o treinamento teve como objetivo fornecer conhecimentos e habilidades essenciais para a prevenção e resposta a incêndios, bem como para a prestação de primeiros socorros imediatos. “Nós estamos aqui por entender que a segurança é uma prioridade no Theatro da Paz, que passa a valorizar ainda mais a prevenção e a capacitação da equipe é fundamental para assegurar um ambiente protegido e preparado. Podemos dizer que os novos brigadistas estão aptos para qualquer eventualidade”, explicou André Oliveira, coordenador da MS Regastes e Treinamentos. Durante o treinamento, os funcionários aprenderam técnicas de combate a incêndios, incluindo o uso adequado de extintores, hidrantes e a evacuação segura de pessoas em caso de emergência. Além disso, foram instruídos sobre como identificar riscos potenciais e adotar medidas preventivas para minimizar a ocorrência de incêndios. A parte de primeiros socorros abrangeu noções básicas de atendimento a vítimas, como a identificação de sinais vitais, realização de massagem cardíaca, aplicação de técnicas de desobstrução das vias aéreas e o uso de equipamentos de primeiros socorros. Essas habilidades podem ser cruciais para preservar vidas em emergênciasaté a chegada de profissionais médicos. O treinamento foi conduzido de forma prática e interativa, permitindo que os funcionários aplicassem os conhecimentos adquiridos. Os participantes puderam simular situações reais de incêndio e atendimento de primeiros socorros, o que contribuiu para um aprendizado mais efetivo e uma melhor compreensão das medidas a serem adotadas em momentos críticos. Ao final do treinamento, os funcionários receberam certificados de conclusão, validando sua participação e demonstrando o compromisso do Theatro da Paz com a segurança de todos. A iniciativa foi bem recebida pelos colaboradores, que agora se sentem mais preparados e confiantes para lidar com eventuais emergências. “Essa iniciativa foi recebida com muita satisfação, principalmente por se tratar de preservar vidas e este patrimônio histórico de 145 anos que é de todos nós”, disse Thiago Gomes, colaborador Theatro da Paz. De acordo com Daniel Araujo, diretor do Theatro da Paz, a casa reafirma seu compromisso com a segurança e bem-estar de seus funcionários e público, e continuará investindo em treinamentos e capacitações para garantir um ambiente seguro e acolhedor para todos. "A ideia surgiu da junção de várias ideias sobre como o teatro poderia se preparar e melhorar, e a questão da segurança foi levantada e essas ideias foram se somando. Hoje, chegamos ao final desse treinamento, que foi uma experiência fantástica para todos nós. As questões explicadas podem parecer peculiaridades de um teatro, mas na verdade não são. Elas estão presentes na vida de qualquer um de nós, seja em prédios, casas ou residências. Os conhecimentos que nos foram transmitidos durante o treinamento são extremamente importantes para nossas vidas. Além disso, a interação da equipe também foi fundamental. A imersão e o aprendizado sobre o trabalho coletivo e a importância da interação em prol de um objetivo foram essenciais”, finalizou o diretor. Texto: Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) Via Agência Pará - https://agenciapara.com.br/noticia/45230/servidores-do-theatro-da-paz-recebem-treinamento-de-brigada-de-incendio-e-primeiros-socorros Anterior Próximo

  • Ópera ‘Gianni Schicchi’ estreia no XXIII Festival de Ópera do Theatro da Paz | Theatro da Paz

    < Volte Ópera ‘Gianni Schicchi’ estreia no XXIII Festival de Ópera do Theatro da Paz Úrsula Pereira - Ascom/Theatro da Paz 4 de set. de 2024 Evento do governo do Estado segue até o sábado, dia 7 de setembro, com mais duas apresentações de Gianni Schicchi, na capital paraense Belém recebeu, na terça-feira (3), a ópera Gianni Schicchi, de Giacomo Puccini, no XXIII Festival de Ópera do Theatro da Paz, sob a batuta da maestra Ligia Amadio. O espetáculo encantou o público paraense com a mistura envolvente de humor, intrigas e críticas sociais, características marcantes da obra-prima do compositor italiano. A apresentação foi a primeira das três sessões programadas para o Festival, e trouxe a história de Gianni Schicchi, um camponês ardiloso que, chamado para ajudar uma família a burlar um testamento, acaba por se beneficiar da situação com sagacidade. A ópera destacou a qualidade técnica seriamente conduzida pela maestra Amandio. A obra faz parte do tríptico operístico do compositor Puccini, junto com Il Tabarro e Suor Angelica. Em Belém, a estreia marcou um momento histórico no Festival, tendo pela primeira vez uma mulher assumindo a batuta para reger uma ópera no Theatro da Paz. “Este é um marco não só para mim, mas para todas as mulheres na regência. Voltar ao palco do Theatro da Paz, quase 40 anos depois da minha primeira apresentação aqui, é uma honra imensa. E poder fazê-lo regendo uma obra tão desafiadora e encantadora é uma realização pessoal e profissional significativa”, afirmou a maestra Ligia Amadio. A recepção do público e da crítica confirma o sucesso da estreia. Dione Colares, diretora artística do festival, expressou sua satisfação com o resultado. "Trazer Gianni Schicchi para o festival foi uma decisão acertada. Queríamos oferecer ao público uma experiência que contrastasse com outras produções mais dramáticas e que trouxesse leveza e humor ao repertório. A resposta do público nesta noite de estreia foi além das nossas expectativas", revelou Dione. Entre os presentes, Andrea Pacheco, estudante de Direito, compartilhou a emoção de assistir à ópera no Theatro da Paz. "Nunca imaginei que um dia estaria aqui, assistindo a uma ópera neste teatro histórico. Para quem, como eu, cresceu sem oportunidades de acesso a espaços culturais como esse, estar aqui hoje é um sonho realizado. É uma experiência inesquecível e que levarei para a vida inteira", disse emocionada. Realizado pelo governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), em parceria com a Academia Paraense de Música (APM), o XXIII Festival de Ópera do Theatro da Paz continua até o dia 7 de setembro, com mais duas apresentações de Gianni Schicchi. Os ingressos ainda estão disponíveis na Bilheteria do Theatro da Paz ou pelo site Ticket Fácil. Texto de Úrsula Pereira / Ascom Theatro da Paz Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/59347/opera-gianni-schicchi-estreia-no-xxiii-festival-de-opera-do-theatro-da-paz Anterior Próximo

  • OSTP homenageia os 60 anos de carreira de Antonio Del Claro e os 25 anos de carreira de Gabriela Pace | Theatro da Paz

    < Volte OSTP homenageia os 60 anos de carreira de Antonio Del Claro e os 25 anos de carreira de Gabriela Pace Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 29 de nov. de 2023 O evento será realizado na quita-feira (30) A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP) apresenta nesta quinta-feira (30), o concerto "De Mozart a Strauss", às 20h, no Theatro da Paz, em homenagem aos 60 anos de carreira do pianista Antonio Del Claro e os 25 anos de carreira da cantora lírica Gabriela Pace, que estarão no palco solando com a OSTP. A iniciativa é do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Theatro da Paz e Academia Paraense de Música (APM). Conforme Miguel Campos Neto, maestro titular da OSTP o evento será para prestar homenagem a dois grandes músicos que têm sua história intimamente ligada à Belém do Pará. "Antonio Del Claro e a Gabriela Pace, músicos que têm tudo a ver com a história do Pará e com a história da OSTP. Definida essa homenagem, nós deixamos que eles escolhessem as peças que mais representariam o toque e o canto deles e o que gostariam de solar para o público paraense". De acordo com Miguel, o professor Del Claro escolheu a música do Luigi Boccherini e Gabriela Pace as quatro últimas canções de Strauss. Ainda segundo o maestro, a orquestra inicia novo capítulo e traz uma compositora nova, contemporânea, Albena Petrovic, de origem búlgara. "Eu propus a ela que escolhesse a obra que mais representasse o seu estilo de composição, e ela escolheu 'Mélusine', uma peça contemporânea", explicou Miguel. O maestro ainda comentou que sua ideia é mostrar uma palavra muito importante para orquestras sinfônicas, "versatilidade", já que as orquestras sinfônicas devem estar prontas para tocar qualquer estilo musical, incluindo a música não erudita, a música popular, vertentes do jazz, entre outros estilos. O concerto desta quinta-feira terá quatro pontos altos. Na primeira obra será a vez da orquestra mostrar que sabe tocar Mozart e demostrar domínio da linguagem clássica. A sinfonia de número 31 é muito importante e é conhecida como Sinfonia Paris. Sendo assim, a orquestra mostra o seu domínio da linguagem clássica. O Luigi Boccherini é um ponto alto por causa do solista, o grande Antonio Del Claro. A terceira música é um ponto alto porque é uma compositora que veio da Europa para prestigiar a orquestra local, a Albena Petrovic. E a orquestra vai mostrar que sabe dominar também a linguagem contemporânea, a linguagem experimental. E finalmente as quatro últimas canções de Strauss que são lindíssimas. Uma obra muito fundamental da literatura para orquestra e canto e está sendo magnificamente cantada pela Gabriella Pace. Os homenageados Antonio Del Claro e a Gabriela Pace, dois artistas de momentos diferentes na vida, mas com histórias que se entrelaçam intimamente a Belém. Antonio Del Claroviaja para o norte do Brasil, especialmente para a Belém, desde os anos 80, ficou muito feliz com o núcleo forte de cordas que existia em Belém na Orquestra de Câmara do Pará. A partir daí, ele sempre esteve nos festivais internacionais de música promovidos pela Fundação Carlos Gomes. Além disso, ele também foi professor por módulo do bacharelado da Fundação Carlos Gomes, regeu várias vezes aqui em Belém, trouxe cameratas de São Paulo para Belém, formou cameratas aqui em Belém, regeu e solou. Ele também formou cameratas com músicos de Belém e levou para São Luís, no Maranhão. Ele atuou de forma muito intensa na capital paraense e ajudou a levar a música para frente. Já Gabriella Patti, cantou no primeiríssimo Festival de Ópera do Theatro da Paz em Belém do Pará no ano de 2002, como Viúva Alegre. Em seguida, ela cantou mais uma vez no Festival de Ópera, em 2003 como Pamina, na Flauta Mágica. Então, quando a ópera ressurgiu no Pará, feita por paraenses, promovida pelo Theatro da Paz, quando iniciou o Festival de Ópera, Gabriella Pace estave presente. Além disso, ela cantou Traviata, anos depois. E agora ela irá cantar as quatro últimas canções de Strauss. Gabriella é uma das sopranos de maior destaque no cenário nacional. Repertório W. A. Mozart (1756 - 1791)Sinfonia Nº 31 - “Paris” I. Allegro assai II. Andante II. Allegro Luigi Boccherini (1743 - 1805)Concerto para Violoncelo Nº 12 em Mi Bemol Maior I. Maestoso II. Largo III. Allegro Solista: Antonio Del Claro INTERVALO Albena Petrovic (1965)Mélusine - l'image mystique (Poème symphonique) Richard Strauss (1864 - 1949)Vier letzte lieder - für Sopran und Orchester I. Frühling II. September III. Beim Schlafengehn IV. Im Abendrot Solista: Gabriella Pace Serviço: Concerto “De Mozart a Strauss” da OSTP, sob a regência de Miguel Campos Neto Data: 30 de novembro, às 20h Local: Theatro da Paz Os ingressos podem ser retirados somente no dia do concerto no site ticketfacil.com.br e na bilheteria do TP a partir das 9h da manhã. Apenas dois ingressos por pessoa. Texto: Úrsula Pereira (Ascom Theatro da Paz) Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/49530/ostp-homenageia-os-60-anos-de-carreira-de-antonio-del-claro-e-os-25-anos-de-carreira-de-gabriela-pace Anterior Próximo

  • Ópera Lucia di Lammermoor | Theatro da Paz

    Confira mais sobre a Ópera Lucia di Lammermoor dentro da Programação do XXII Festival de Ópera do Theatro da Paz. 1/1 Visão da Obra Por Miguel Campos Neto Belém do Pará é uma cidade que tanto aponta para o futuro como celebra o seu passado rico e histórico. O movimento lírico no estado acompanha essa tendência, e o Festival de Ópera deste ano é um exemplo disso. Das três óperas apresentadas, duas foram contemporâneas e de compositores brasileiros (O Auto da Compadecida, com música de Tim Rescala e história baseada em Ariano Suassuna, e O Menino Maluquinho, com música de Ernani Aguiar e história baseada em Ziraldo), mas a terceira é Lucia di Lammermoor, uma ópera do cânone do repertório lírico mundial. Esta obra-prima de Donizetti, um dos maiores expoentes do Bel Canto, tem uma relação muito curiosa com a capital paraense. Na primeira fase da ópera no Theatro da Paz, que foi de 1880 a 1907, Lucia foi encenada em nada menos que 12 temporadas. Se imaginarmos que cada temporada exibia uma ópera em várias récitas, chegaremos à conclusão de que esta partitura foi bastante ouvida na virada do século XIX para o XX. Importante notar é que várias dessas temporadas eram promovidas e organizadas por diferentes empresários e executadas por diferentes companhias de músicos, geralmente vindos da Itália. Então, por que tantas vezes Lucia? Porque esta ópera era certeza de grande público e grande sucesso. Era uma favorita do público paraense que, ano após ano, queria escutar e acompanhar o desenrolar da trama baseada na obra de Walter Scott. Lucia gozava de um prestígio que apenas alguns títulos de Verdi, como Ernani, Trovador e Traviata, rivalizavam. O drama de Lucia é universal e atual, pois fala de uma mulher forçada ao casamento com um homem que não ama por interesses da família, enquanto seu amado, Edgardo, se crê traído por ela. Lucia é pressionada por todos os lados e compreendida por ninguém. Os elementos mais fortes da sociedade da época - tradição, honra, dinheiro, Igreja (representada pela personagem de Raimondo) - estão presentes e, longe de fazer da obra uma peça de museu, esses elementos a tornam mais atual e relevante do que nunca. O ouvinte atento também perceberá que esta ópera tem um elemento espiritual, por vezes fantasmagórico, muito forte. Antes mesmo do drama se desenrolar, duas mortes são mencionadas: a da mãe de Lucia e a de uma jovem morta perto de um poço, cujo fantasma aparece para a nossa protagonista. A música de Donizetti acompanha a cada linha do texto e pinta as cenas em cores vívidas para o espetáculo ficar completo, como a ópera deve ser. O grande sucesso que Lucia fez naqueles primeiros anos de ópera no nosso Teatro foi seguido de um silêncio sepulcral, pois desde 1906 esse título não retorna a Belém. Então, que as cortinas se abram neste momento histórico que você está presenciando: a volta triunfal de Lucia di Lammermoor aos palcos do Theatro da Paz. Bom espetáculo a todos! Ficha Técnica Conheça os artistas que fazem a mágica da ópera Lucia di Lammermoor acontecer! Alexsandro Brito "Normanno" Conheça Ana Maria Adade Pianista Conheça Antônio Wilson "Arturo" Conheça Bruno Berger-Gorski Diretor da Ópera Conheça 1 2 3 4 5 1 ... 1 2 3 4 5 6 ... 6 Acesse o Programa Acesse

  • Retrospectiva Festival de Ópera | Theatro da Paz

    Acompanhe a restrospectiva dos 22 anos do Festival de Ópera do Theatro da Paz! Retrospectiva O Festival de Ópera do Theatro da Paz é um evento de abrangência nacional do gênero, com várias atividades de formação e capacitação, e realizado em Belém, capital do Pará, na Amazônia. Criado em 2002, é um dos grandes acontecimentos culturais em ópera no país e na América Latina. O festival já iniciou em abril e se estenderá até dezembro, com várias atividades sociais, culturais e parcerias. A realização é do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult). O “Da Paz”, como é carinhosamente tratado pela população, é um teatro/templo de arte e cultura do Pará e concentra tanto grandes espetáculos, como dá espaço aos talentos locais, valorizando suas raízes e sua expressão cultural. O festival vem sendo realizado todos os anos, incluindo outubro, mês em que se realiza o Círio de Nazaré – a maior festa religiosa do Norte/Nordeste e uma das mais importantes do país. Desde sua criação, o Festival já executou 45 óperas e capacitou mais de 300 alunos com sua programação acadêmica e artística, revelando grandes talentos. Em paralelo ao evento, serão realizadas variadas programações, com uma abrangência inédita e social que muito tem a ver com a época de pandemia, em que oportunidades e solidariedade são a tônica em qualquer atividade, principalmente a cultural. Um Baile de Máscaras (2018) Reproduzir vídeo Facebook Twitter Pinterest Tumblr Copiar link Link copiado Um Baile de Máscaras (2018) Don Giovanni (2017) Reproduzir vídeo Facebook Twitter Pinterest Tumblr Copiar link Link copiado Don Giovanni (2017) Turandot (2016) Reproduzir vídeo Facebook Twitter Pinterest Tumblr Copiar link Link copiado Turandot (2016) Os Pescadores de Pérolas (2015) Reproduzir vídeo Facebook Twitter Pinterest Tumblr Copiar link Link copiado Os Pescadores de Pérolas (2015) Mefistofele (2014) Reproduzir vídeo Facebook Twitter Pinterest Tumblr Copiar link Link copiado Mefistofele (2014) O Navio Fantasma (2013) Reproduzir vídeo Facebook Twitter Pinterest Tumblr Copiar link Link copiado O Navio Fantasma (2013) Cavalleria Rusticana (2012) Reproduzir vídeo Facebook Twitter Pinterest Tumblr Copiar link Link copiado Cavalleria Rusticana (2012) Tosca (2011) Reproduzir vídeo Facebook Twitter Pinterest Tumblr Copiar link Link copiado Tosca (2011) La Bohéme (2008) Reproduzir vídeo Facebook Twitter Pinterest Tumblr Copiar link Link copiado La Bohème (2008) II Guarany (2007) Reproduzir vídeo Facebook Twitter Pinterest Tumblr Copiar link Link copiado II Guarany (2007) Iara (2006) Reproduzir vídeo Facebook Twitter Pinterest Tumblr Copiar link Link copiado Iara (2006) Bug Jargal (2005) Reproduzir vídeo Facebook Twitter Pinterest Tumblr Copiar link Link copiado Bug Jargal (2005) Carmen (2004) Reproduzir vídeo Facebook Twitter Pinterest Tumblr Copiar link Link copiado Carmen (2004) Pagliacci (2003) - Ruggero Leoncavallo Reproduzir vídeo Facebook Twitter Pinterest Tumblr Copiar link Link copiado Pagliacci (2003) - Ruggero Leoncavallo Macbeth (2002) - Giuseppe Verdi Reproduzir vídeo Facebook Twitter Pinterest Tumblr Copiar link Link copiado Macbeth (2002) - Giuseppe Verdi Palco Virtual

  • Amazônia Jazz Band encerra a temporada de 2023 com um concerto de Natal | Theatro da Paz

    < Volte Amazônia Jazz Band encerra a temporada de 2023 com um concerto de Natal Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 22 de dez. de 2023 Grupo brindou o Ano Novo com o concerto "Natal em Jazz: emoções em uma Noite Feliz", apresentando grandes clássicos natalinos em arranjos jazzísticos O encerramento da temporada de 2023 da Amazônia Jazz Band, na noite da quinta-feira (21), lotou o Theatro da Paz, de jovens, crianças, idosos e famílias inteiras. O público admirador da AJB se despediu do ano velho com música e brindou o Ano Novo, com o concerto "Natal em Jazz: emoções em uma Noite Feliz", apresentado com grandes clássicos natalinos e arranjos em Jazz Promovido pelo governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), como parte da ação Preamar das Festas, a iniciativa também é do Theatro da Paz e da Academia Paraense de Música (APM). Clássicos como "Jingle Bells", "Noite Feliz" e "Noite Santa" ganharam novos arranjos, trazendo toda a emoção que a data exige. O concerto contou com as participações das intérpretes Valentina Faria e Lídia Marçal, que fazem parte da Academia de Ópera e Musical do Theatro da Paz. Segundo o maestro Elias Coutinho, regente da AJB, o concerto resume com louvor o ano de 2023. "Tivemos clássicos como 'Noite Feliz' (Silent Night) e 'Jingle Bells' com arranjos feitos para uma Jazz Band, proporcionando uma noite repleta de emoções com músicas que remetem ao Natal e à reflexão sobre o ano novo, acompanhadas pelas marcantes improvisações dos integrantes da Amazônia Jazz Band", afirmou. "Encerramos com 'All I Want For Christmas Is You', de Mariah Carey e Walter Afanasieff, interpretada por Valentina Faria e Lídia Marçal, com a participação do público cantando junto. Esperamos despertar em todos esse espírito natalino", explicou o maestro. Ana Carolina Cunha, estudante de 23 anos de fisioterapia, declarou que sempre é uma energia boa assistir à AJB. "Perdi as contas de quantas vezes já assisti à AJB, que é a minha banda favorita. Sou tão fã que hoje enfrentei até a chuva para garantir meu ingresso. Já senti vontade de ser guitarrista, saxofonista, baterista e hoje pensei em ser cantora. Foi um concerto primoroso que nos fez refletir sobre nossa trajetória neste ano. Obrigada por isso", afirmou. A temporada de 2023 dos Corpos Artísticos do Theatro da Paz chegou ao fim, mas os trabalhos não param, pois a temporada de 2024 já está sendo preparada e terá início na primeira semana de janeiro do próximo ano. Texto de Úrsula Pereira / Ascom Theatro da Paz Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/50285/amazonia-jazz-band-encerra-a-temporada-de-2023-com-um-concerto-de-natal Anterior Próximo

  • Belém tem 4ª Mostra de Teatro Nilza Maria no Theatro da Paz a partir do dia 13 deste mês | Theatro da Paz

    < Volte Belém tem 4ª Mostra de Teatro Nilza Maria no Theatro da Paz a partir do dia 13 deste mês Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 5 de mar. de 2024 Edição 2024 homenageará o diretor Geraldo Salles, do Grupo Experiência, em reconhecimento à trajetória e contribuição do artista às artes cênicas do Par Inicia no próximo dia 13 de março, a “4ª Mostra de Teatro Nilza Maria”. A Mostra acontecerá no Theatro da Paz, no período de 13 a 17 de março de 2024, sempre às 20h, exceto no dia 17, que será às 19h. Esta edição homenageará o diretor Geraldo Salles, do Grupo Experiência, em reconhecimento à sua trajetória e contribuição às artes cênicas do Pará. A iniciativa é do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Theatro da Paz. Essa primeira edição irá exibir, a preços acessíveis, cinco peças, sendo elas: Belém Bragança - Os trilhos da Esperança (José Leal), Gato por Lebre (Saulo Sisnando), O que não se diz apodrece em nós (Paulo Santana), Joana (Edyr Proença) e Picadeiro: Solo onde plantei minhas lágrimas (Evanildo Mercês). "A Mostra celebra a força luminosa da cena teatral paraense que, além de ter uma história marcada por grandes montagens e grupos longevos, sempre foi um foco de resistência e luta pelas políticas culturais no estado. A cada ano, prestamos uma homenagem a personalidades que dedicaram a vida aos palcos - os verdadeiros protagonistas que vem inspirando gerações. Nesta edição, estamos especialmente felizes em festejar o talento de Geraldo Salles, que dirigiu e encenou espetáculos icônicos e memoráveis. A Mostra se fortalece como um espaço de valorização destes profissionais da cênica e de democratização de acesso”, explica a secretária de estado de cultura, Ursula Vidal. A mostra tem como intuito contribuir para a formação cultural de todo o público paraense e tem como objetivo fundamental democratizar o acesso à cultura, estimular o hábito de frequentar o teatro, fomentar a circulação de companhias teatrais paraenses, enriquecendo o cenário cultural do Estado. De acordo com Edyr Augusto Proença, diretor do Theatro da Paz, a seleção da mostra foi bem diversificada e as peças abrangem uma variedade interessante de gêneros, que vão desde o drama até a comédia. “Estamos extremamente orgulhosos de apresentar esta Mostra que celebra a arte do teatro e a capacidade de explorar as emoções humanas de maneira autêntica e comovente. Tudo foi pensado para democratizar e inserir as Artes Cênicas no cotidiano da cidade, transformando o consumo de teatro em um hábito, fomentando a economia da cultura e facilitando inclusive a adesão de ingressos”, finalizou o diretor. A curadoria do evento selecionou espetáculos paraenses de companhias que possuem experiência em festivais e temporadas fora da região, com base em critérios como originalidade, qualidade artística, relevância cultural, viabilidade técnica, inovação, diversidade e adequação ao tema ou propósito do evento. Artes Cênicas no Pará O teatro no Pará, especificamente em Belém, tem suas raízes profundamente entrelaçadas com a história da região e sua diversidade cultural. A chegada do teatro na Amazônia remonta ao período colonial, quando as primeiras manifestações teatrais ocorreram como parte das festividades religiosas e celebrações populares. Durante o período colonial, o teatro era principalmente ligado às festividades religiosas, como as festas de Corpus Christi e os autos. Com a chegada dos jesuítas e outras ordens religiosas, houve uma influência significativa na introdução de elementos teatrais nas atividades missionárias e educacionais. As encenações dramáticas eram frequentemente utilizadas como ferramentas de catequização dos povos indígenas. No entanto, o teatro como forma de entretenimento popular começou a se desenvolver mais vigorosamente no século XIX, especialmente com a intensificação do ciclo da borracha na região amazônica. A crescente urbanização e o enriquecimento de Belém como um importante centro comercial e cultural proporcionaram um ambiente propício para o florescimento das artes cênicas. Os teatros foram construídos, como o Theatro da Paz, inaugurado em 1878, que se tornou um ícone da cultura e da arquitetura paraense. Com a construção desses espaços, houve um aumento nas produções teatrais, incluindo peças locais, nacionais e internacionais, além de óperas, concertos e outras formas de entretenimento. Durante o século XX, o teatro continuou a se desenvolver em Belém, com a formação de grupos teatrais locais, a realização de festivais e mostras de teatro, bem como a integração de elementos da cultura amazônica nas produções. O teatro também se tornou um espaço para expressão política e social, refletindo as lutas e as aspirações do povo paraense. Hoje, o teatro em Belém continua a ser uma parte vibrante da vida cultural da cidade, com uma cena teatral diversificada que abrange desde produções tradicionais até experimentais, incorporando elementos da rica herança cultural da região. A história do teatro no Pará reflete a riqueza e a complexidade da identidade cultural da Amazônia, enraizada em suas tradições indígenas, influências europeias e experiências contemporâneas. Geraldo Salles, uma vida dedicada ao teatro e à arte Às vésperas de completar 83 anos de idade, o renomado ator e diretor teatral Geraldo Salles brinda ao público com sua contínua e vibrante atuação nos palcos. Celebrado como uma lenda viva do teatro paraense, Salles é o mentor por trás do prestigioso Grupo Experiência, uma instituição cultural que moldou a cena teatral local desde sua fundação em 1971. Com uma trajetória profissional que abrange mais de seis décadas, Salles é uma figura emblemática cuja influência transcende as fronteiras do Pará. Seu legado é marcado por produções memoráveis, entre elas "Verde Ver-o-Peso", uma obra-prima que se tornou um símbolo do teatro regional. A obra foi um dos destaques da programação da ECO/92, no Rio de Janeiro, além de também levar o Experiência a ser uma das três companhias representantes do Brasil no VIII Circuito de Teatro em Português, que reuniu grupos de teatro de oito países de língua portuguesa, em 2013. Desde os primórdios de sua paixão pelo teatro, aos 10 anos de idade, Geraldo Salles tem sido impulsionado por um desejo incansável de explorar as profundezas da arte cênica. Sua jornada artística o levou não apenas aos palcos de Belém, mas também aos cenários do Rio de Janeiro, onde compartilhou momentos inesquecíveis com luminárias como José Wilker. Reconhecido nacional e internacionalmente por seu talento, Salles acumula prêmios e honrarias ao longo de sua carreira. Seja como ator ou diretor, sua dedicação e comprometimento com a excelência artística são inegáveis, cativando públicos e críticos por igual. Enquanto se prepara para ser homenageado pela 4ª Mostra de Teatro Nilza Maria, Geraldo Salles continua a inspirar uma nova geração de artistas, demonstrando que a paixão pela arte não conhece limites de idade. Sua energia e vitalidade são um testemunho vivo do poder transformador do teatro e da perene relevância das histórias que ele conta. “Eu não esperava essa homenagem, mas se existe, que bom. Parabéns, não pela homenagem à pessoa, mas pela Mostra de Teatro Nilza Maria. Vida longa!” Ao comentar sobre a importância do teatro para a sociedade, especialmente no contexto do Pará, Geraldo Salles se anima. “Uma vez, eu ouvi uma frase de alguém de teatro, acho que foi Pascoal Carlos Magno, um ator, poeta, teatrólogo, diplomata brasileiro e grande embaixador que fez o teatro da Juventude no Rio de Janeiro, que dizia que a cultura de um povo se mede pelo teatro que ele faz. Eu acho da maior importância o teatro em Belém do Pará como veículo de cultura para as pessoas aprenderem mais, admirarem e terem um contato maior com os artistas da terra e com a arte em geral”, declarou. Programação: Dia 13 - Grupo Experiência com o espetáculo “Belém Bragança - Os trilhos da Esperança”. Autor: José Leal Música: Toni Soares. Direção: Geraldo Salles. Dia 14: Teatro de Apartamento com o espetáculo “Gato por Lebre” Autor: Saulo Sisnando Direção: Saulo Sisnando Dia 15: Grupo Palha com o espetáculo “O que não se diz apodrece em nós”, uma adaptação da peça ‘Anti Nelson’, de Nelson Rodrigues Direção: Paulo Santana Dia 16: Grupo Cuíra com o espetáculo “Joana” Autor: Edyr Proença Direção: Olinda Charone Dia 17: Grupo: MÁ CIA DE TEATRO com o espetáculo “Picadeiro: Solo onde plantei minhas lágrimas” Autor: esta montagem é uma colagem de textos de autores como Fernando Pessoa, Rubens Alves, Mario de Andrade, entre outros que trazem como tema a solidão, memórias, conflitos existências, vida e morte. Direção: Evanildo Mercês. Serviço: A 4ª Mostra de Teatro – Nilza Maria acontecerá no período de 13 a 17 de março de 2024 no Theatro da Paz. O horário será sempre às 20h, exceto no dia no dia 17/03 que acontecerá às 19h. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do Da Paz ou no site ticketfacil.com.br , a partir das 9h da manhã do dia 05/03, no valor de R$ 2,00. Texto de Úrsula Pereira / Ascom Theatro da Paz Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/51990/belem-tem-4-mostra-de-teatro-nilza-maria-no-theatro-da-paz-a-partir-do-dia-13-deste-mes Anterior Próximo

  • Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz encerra Encontro de Clarinetistas de Belém | Theatro da Paz

    < Volte Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz encerra Encontro de Clarinetistas de Belém Amanda Engelke - Ascom/Secult 20 de set. de 2024 Repertório vai reunir obras que transitam entre o regional e o clássico, destacando a versatilidade da clarineta com participações de solistas A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP) fecha o IV Encontro Internacional de Clarinetistas de Belém com um concerto especial, neste sábado (21), às 20h, no Theatro da Paz. Sob a regência do maestro Agostinho Fonseca. O programa vai reunir obras que transitam entre o regional e o clássico, destacando a versatilidade da clarineta com participações de solistas consagrados. Entre os solistas que se apresentarão estão Marcos Cohen, Thiago Lopes, João Marcos Palheta, Herson Amorim, Ariane Rovesse e Patrick Viglioni. O repertório combina obras brasileiras e internacionais, incluindo peças emblemáticas como “Quando canta o Uirapuru” e “Lenda do Boto”, de Wilson Fonseca, sugeridas pelo maestro Agostinho e que trazem influências da música do Pará. O programa inclui quatro peças para clarinete solo de diferentes estilos e épocas. A mais antiga, de 1811, é do compositor alemão Carl Maria von Weber, conhecida por ser “bem virtuosística, e que vai encerrar o concerto em grande estilo”, aposta o maestro, que também destaca o “Concerto para Clarineta”, de Aaron Copland, composta nos anos 1950, e que traz uma linguagem mais contemporânea e também exige grande habilidade tanto do clarinetista quanto da orquestra. A noite também contará com a “Sinfonia Concertante Op. 2”, de Ludwig Schindelmeisser, que será interpretada por quatro clarinetistas: Marcos Cohen, Thiago Lopes, João Marcos Palheta e Herson Amorim. Além disso, a compositora francesa Yvonne Desportes será representada com uma obra para clarone, o clarinete baixo, descrita pelo maestro como “muito bonita”. Fonseca adianta que ela vai abrir a parte dos solos dos clarinetes. Celebração Para o solista Marcos Cohen, um dos organizadores do encontro, a apresentação será carregada de significados. Ele, que já foi membro da OSTP, vê no concerto uma forma de celebrar sua trajetória dentro da orquestra. “Faço parte dessa história também”, diz. Ele destaca que o fato de o evento ocorrer na sua cidade natal, Belém, torna o momento ainda mais especial. “É a minha terra, onde estudei e aprendi a tocar”, acrescenta. O encontro promoveu, durante quatro dias, atividades como recitais e masterclasses, reunindo músicos de diversas partes do mundo. O evento é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Paulo Gustavo, da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), da Academia Paraense de Música, do Theatro da Paz, da Fundação Cultural do Pará, da UFPA, do Banco do Estado do Pará e da Casa do Gilson. Serviço : O concerto de encerramento do IV Encontro Internacional de Clarinetistas de Belém com a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz acontece no sábado, 21 de setembro, às 20h, no Theatro da Paz. Ingressos à venda no site Ticket Fácil e na bilheteria do teatro a partir das 9h do dia da apresentação. Texto de Amanda Engelke / Ascom Secult Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/59779/orquestra-sinfonica-do-theatro-da-paz-encerra-encontro-de-clarinetistas-de-belem Anterior Próximo

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