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- XXIII Festival de Ópera do Theatro da Paz celebra centenário do italiano Puccini | Theatro da Paz
< Volte XXIII Festival de Ópera do Theatro da Paz celebra centenário do italiano Puccini Iego Rocha (SECULT) 6 de ago. de 2024 Clássicos do compositor Giacomo Puccini, 'La Bohème' e 'Gianni Schicchi', estão na Edição 2024 do evento do governo do Pará, a partir da sexta-feira (9) Uma das principais tradições culturais do Pará e um dos principais festivais de Ópera do país abre sua 23ª edição no dia 09 de agosto de 2024 e vai até 07 de setembro de 2024. O XXIII Festival de Ópera do Theatro da Paz destaca-se, este ano, com uma homenagem ao centenário de morte de Giacomo Puccini, apresentando duas de suas obras mais emblemáticas: "La Bohème" e "Gianni Schicchi". O Festival de Ópera do Theatro da Paz é uma realização do governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Theatro da Paz, em parceria com a Academia Paraense de Música (APM) e tem uma programação diversificada com títulos contrastantes. A programação começa na próxima sexta-feira (9), com o concerto "La Bohème", com uma versão em concerto da icônica ópera de Puccini, conhecida por suas melodias envolventes e drama emocional. Nos dias 24 e 25 de agosto, o palco será tomado pelo musical "O Príncipe do Egito," uma adaptação da história bíblica de Moisés, oferecendo uma experiência teatral única. No dia 04 de setembro, o "Recital de Piano Duo Azulay" promete encantar o público com a maestria e a sensibilidade de um repertório cuidadosamente selecionado. Finalizando o Festival, a ópera cômica "Gianni Schicchi" será apresentada nos dias 03, 05 e 07 de setembro, destacando a genialidade de Puccini em um cenário repleto de humor e lirismo. Essa programação variada celebra a riqueza da música clássica e do teatro, proporcionando ao público experiências inesquecíveis. De acordo com Dione Colares, diretora artística do festival, o Ano Puccini influenciou na programação e na seleção das obras do Festival este ano. “Puccini é uma figura lendária no mundo da ópera, ele é um gênio do drama musical e morreu há 100 anos atrás exatamente, em 1924. Então, nada mais coerente do que pensar nesse grande expoente do mundo lírico, e da ópera, como o patrono desta edição. O mundo comemora Puccini e nós aqui no Festival de Ópera do Theatro da Paz também comemoramos”, explicou. Miguel Campos Neto, maestro da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz detalha que Giacomo Puccini foi um dos mais importantes compositores de ópera da história, sendo um expoente significativo da escola do verismo. “Nascido na Itália, Puccini veio de uma família musical; seu avô também era compositor. Ele começou sua carreira compondo óperas que inicialmente não tiveram grande sucesso, mas a partir de sua terceira ópera, ‘Manon Lescaut, alcançou reconhecimento e aclamação”, disse o maestro. Nandressa Nuñez, diretora de produção do Festival, destacou a vontade e o esforço coletivo que têm sustentado o evento ao longo dos anos. “Eu entendo que não existem desafios quando você tem a vontade de fazer. E o que existe verdadeiramente nesses 23 anos de Festival de Ópera é a vontade do governo, da Secretaria de Cultura e, principalmente, da produção do festival em fazer acontecer. A direção do Festival se empenha para que isso aconteça e buscamos fazer dando o melhor resultado para o público sempre,” afirmou. Nuñez também ressaltou a importância histórica e a relevância cultural do Festival. “Temos o Festival de Manaus com 25 anos e o nosso Festival em sua 23ª edição. O importante é ter essa força que vem do Norte, dessa expressão que, antigamente, na época da borracha, sempre passaram por esses dois teatros”, finalizou. Inovações do Festival Dione Colares destacou a visão artística que guiou a seleção das obras. “Pensamos em representar Puccini a partir de dois títulos contrastantes. 'La Bohème' traz um final trágico, enquanto 'Gianni Schicchi' apresenta um tema mais leve, inspirado na 'Divina Comédia' de Dante. Ambas as obras têm o amor como tema central, mas com desfechos diferentes”, explicou. A escolha de "La Bohème" também tem um significado especial para o Theatro da Paz. “Ela estreou no Brasil aqui no Theatro da Paz em 1900. Essa conexão histórica foi um dos motivos para escolhê-la,” explicou Colares. Além disso, o festival deste ano traz uma inovação significativa com a inclusão de uma maestra, Lígia Amadio, que regerá "Gianni Schicchi", marcando a primeira vez que uma mulher assume a regência de uma ópera no Festival. Outra novidade é a inclusão de um musical, em parceria com a Fundação Carlos Gomes, oferecendo matinês para o público infantil e geral. Calendário do XXII Festival de Ópera do Theatro da Paz Concerto La Bohème 09 de agosto de 2024 Musical “O Príncipe do Egito” 24 e 25 de agosto de 2024 Recital de Piano Duo Azulay 04 de setembro de 2024 Ópera Gianni Schicchi 03, 05 e 07 de setembro de 2024 Ingressos: Podem ser adquiridos no dia 07 de agosto, a partir das 9h, no site ticketfacil.com.br ou na bilheteria do Theatro da Paz. Anterior Próximo
- 'Auto da Compadecida, a Ópera' traz a obra de Ariano Suassuna ao palco do Theatro da Paz | Theatro da Paz
< Volte 'Auto da Compadecida, a Ópera' traz a obra de Ariano Suassuna ao palco do Theatro da Paz Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 24 de mai. de 2023 O público lotou o centenário teatro para ver as aventuras de Chicó e João Grilo, recriadas pela Orquestra Ouro Preto, no XXII Festival de Ópera Chicó e João Grilo, personagens centrais da obra mais famosa de Ariano Suassuna, que há seis décadas fazem sucesso no teatro e no cinema, ressurgem no palco de uma maneira diferente, agora diante de uma ópera-bufa – enredo sem fim trágico. Classificada pela crítica como surpreendente e divertida, “Auto da Compadecida, a Ópera”, foi apresentada em Belém na noite desta terça-feira (23), dentro da programação do XXII Festival de Ópera do Theatro da Paz. A montagem, que lotou o centenário palco das artes de Belém, será apresentada também nesta quarta-feira (24), às 20h30, no TP. Usando uma metalinguagem que caminha pelo universo do teatro e do circo, costurando aspectos lúdicos e harmônicos, a obra deixou inquieto até os frequentadores mais assíduos do Theatro da Paz, como a professora Amanda Carvalho. “O começo do primeiro ato me deixou confusa, mas eles conduzem de uma forma tão leve que, rapidamente, me acostumei com o formato. Relaxei e aproveitei toda a magia do espetáculo. Foi lindo!”, afirmou. A música original é de autoria do compositor, pianista e arranjador Tim Rescala. Ele assina o libreto junto com o maestro Rodrigo Toffolo, regente titular da Orquestra Ouro Preto e responsável pela concepção e direção musical do espetáculo. A Orquestra Ouro Preto está em sua terceira incursão no universo operístico. Desta vez, em um projeto ainda mais ousado, baseado na cultura brasileira e popular. “Ópera é uma arte máxima, em que música, teatro, figurino, cenário e iluminação se encontram. Era um sonho antigo da Orquestra começar a realizar produções de óperas. As duas primeiras nos deram a sustentação necessária para caminhar para um desafio ainda mais inovador, mais audacioso e de grande fôlego, que é o Auto da Compadecida, a Ópera”, informou Rodrigo Toffolo. Foto: David Alves/Ag. Pará A ópera também foi a visão do diretor de arte Luiz Abreu, que se viu diante de novos desafios mesmo após tantos anos trabalhando com grandes espetáculos. “Uma ópera é concebida como uma ‘arte completa’. Em palco, a justaposição de figurinos, cenários, dramaturgia, iluminação, engenharia de som e outros tantos itens devem elevar a música à quintessência. E essa composição, para ser feita com excelência, exige um alto nível de dedicação e atenção”, contou Luiz Abreu, que também é diretor de marca da “Ouro Preto”. Fé e emoção - No segundo ato, o canto lírico de Marília Vargas, que interpreta a Compadecida, despertou emoções. Antônio Furtado, que estava na plateia, não conteve as lágrimas. “Sou devoto de Nossa Senhora de Nazaré, e a cena em que a Compadecida advoga por seus pobres filhos é poética, e retrata a nossa fé e a esperança de que no final haverá alguém por nós. Marília é sempre maravilhosa!”, disse. Foto: David Alves/ Ag.Pará Surpresas - De acordo com Daniel Araújo, diretor do Theatro da Paz, o Festival deste ano está só começando, e guarda muitas surpresas, seguindo em duas direções. “Uma é confirmar nossas relações com orquestras e teatros já parceiros, como o Teatro Amazonas, por meio do Corredor Lírico do Norte, e com Minas Gerais, por meio da Orquestra de Ouro Preto. A outra direção é a inclusão de óperas contemporâneas no repertório. ‘O Menino Maluquinho’, do Amazonas, e ‘O Auto da Compadecida’, produzida por Minas Gerais”, informou o diretor. Serviço: A segunda récita do espetáculo “Auto da Compadecida, a Ópera” será nesta quarta-feira (24), as 20h30, no Theatro da Paz – Rua da Paz - Praça da República, bairro da Campina, Belém. Texto da Úrsula Pereira / Ascom Theatro da Paz Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/43961/auto-da-compadecida-a-opera-traz-a-obra-de-ariano-suassuna-ao-palco-do-theatro-da-paz Anterior Próximo
- OSTP celebra música paraense em clima de Círio no palco do Theatro da Paz | Theatro da Paz
< Volte OSTP celebra música paraense em clima de Círio no palco do Theatro da Paz Amanda Engelke - Ascom/Secult 8 de out. de 2024 A Orquestra Sinfônica apresentará um repertório erudito e popular, com as participações especiais de Nilson Chaves, Andréa Pinheiro, Gigi Furtado e Patrícia Oliveira A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP) celebrará, na noite desta quinta-feira (10), a música paraense. Às 19h, sob a regência do maestro Miguel Campos Neto, a Orquestra subirá ao palco do Theatro da Paz, em Belém, para um concerto especial, intitulado “Sinfonia Paraense”, na semana que antecede ao Círio de Nazaré. A apresentação contará com a participação dos cantores Nilson Chaves, Andréa Pinheiro, Gigi Furtado e Patrícia Oliveira. Miguel Campos Neto adianta que será uma apresentação única e envolvente, de celebração não só da música, mas da cultura paraense. São grandes nomes do cenário musical atuando ao lado da OSTP, o que, segundo o maestro, “já é algo muito especial”. O concerto também promete envolver o público na atmosfera do Círio, que já domina a paisagem de Belém. “Esse concerto é uma homenagem à nossa música, e também uma chamada do público para esse espírito do Círio. O concerto acontece dois dias antes da Trasladação e três dias antes do Círio. Esse é o momento em que todas as manifestações culturais e musicais que temos no Pará se voltam para esse espírito do Círio, que, sem dúvidas, é algo muito importante para nós, paraenses”, ressalta o maestro. O repertório inclui músicas conhecidas do público, como “No Meio do Pitiú”, de Dona Onete. Gigi Furtado cantará “Valsinha do Marajó” e “Matinta Perêra”; Andréa Pinheiro interpretará “Primavera” e “Foi Boto Sinhá”, e Nilson Chaves interpretará “Tamba-Tajá” e sua própria composição, “Olho de Boto”. Patrícia Oliveira fechará com músicas de cunho religioso já consagradas, como “Vós sois o Lírio Mimoso”, “Ave Maria”, “Mãezinha do Céu” e “Maria de Nazaré”. Proximidade - Outra característica do concerto, segundo Miguel Campos Neto, é a proximidade entre a música popular paraense e a erudita. Segundo ele, essa interação é natural e essencial. “Toda orquestra sinfônica tem uma aspiração universal, internacional, mas a sua primeira função é servir à comunidade que a rodeia. Isso inclui integrar-se de forma orgânica à música e à cultura local”, explica o maestro. Ele acrescenta que a relação entre a música erudita e a popular é muito próxima. “A música erudita bebe da fonte da música folclórica e popular há muito tempo, e vice-versa. É comum pegar uma música popular e orquestrá-la, criando algo lindo com a orquestra sinfônica acompanhando um cantor”, enfatiza. A “Sinfonia Paraense” é uma iniciativa do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), do Theatro da Paz, do Banco do Estado do Pará (Banpará) e da Academia Paraense de Música (APM). Serviço: Concerto "Sinfonia Paraense", da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, nesta quinta-feira (10), às 19h, no Theatro da Paz. A retirada dos ingressos pode ser feita na bilheteria do Theatro ou pelo site Ticket Fácil, a partir das 9h do dia do evento, ao custo simbólico de R$ 2,00 (dois ingressos por pessoa). Texto: Amanda Engelke - Ascom/Secult Anterior Próximo
- Orquestra Sinfônica | Theatro da PaZ
Saiba mais sobre os Corpos Artísticos do Theatro da Paz! Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP), que no ano de 2016 completou 20 anos, foi criada pela Secretaria Executiva de Cultura (Secult). Os maestros Andi Pereira, Barry Ford, Mateus Araujo e Enaldo Oliveira já foram titulares da orquestra, que desde janeiro de 2011 é conduzida pelo maestro Miguel Campos Neto. Esteve à frente da OSTP, como convidado, o maestro Patrick Shelley, Roberto Duarte, João Carlos Martins, Luís Fernando Malheiro, Silvio Viegas, Abel Rocha, Flávio Florence, Carlos Moreno, Gian Luigi Zampieri, Jamil Maluf, Alessandro Sangiorgi, Laércio Diniz, Marcelo de Jesus, Edilson Ventureli e Linus Lerner, entre outros. Como solistas, atuaram artistas de renome internacional como Arnaldo Cohen, Arthur Moreira Lima, Miguel Proença, Antonio Del Claro, Emmanuele Baldini, Eliane Coelho, Rosana Lamosa, Ryu Goto, Ji Young Lim, Luís Rossi, Robert Bonfiglio dentre outros, bem como os paraenses também conhecidos internacionalmente, Adriane Queiroz, Carmen Monarcha e Atalla Ayan, e muitos outros grandes nomes da música paraense de várias gerações. Maestro Miguel Campos Neto Regente Titular e Diretor Artístico OSTP Entre os compromissos mais importantes do início do ano de 2019 para Miguel Campos Neto, pode-se destacar o retorno ao Curso Internacional de Verão de Brasília como professor de regência e maestro da orquestra sinfônica de encerramento, a estreia como regente convidado de uma nova orquestra europeia, a Orquestra Sinfônica de Avignon (França), e o retorno à Universidade La Sierra, na Califórnia, como professor visitante de prática de orquestra. Com diploma em regência pela Mannes College of Music de Nova York, Campos Neto iniciou a sua nona temporada como regente titular da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, cargo que também exerce com a Orquestra Sinfônica Altino Pimenta (UFPA) e a Orquestra Sinfônica Wilson Fonseca (Santarém). Serviu também por 12 anos como regente titular da orquestra Jovem Vale Música e continua sua relação com esta orquestra como maestro convidado. Com atuações nos dois festivais de ópera mais importantes do Brasil (Manaus e Belém), ele já acumula um notável repertório operístico, e contabiliza 6 lançamentos em DVD de óperas totalmente encenadas. Ficha Técnica Maestro Titular - Miguel Campos Neto Regente Assistente - Laura Mathias Gentile PRIMEIROS VIOLINOS Fábio Santos Luiza Aires Roberta França Luís Carlos Gomes Ricky Sandres Hélio Saveney Ludmila Higino Hans Magno Vitória Bella Gustavo Farias SEGUNDOS VIOLINOS Allan Peter Arielson Soares Joyce Batista Pedro Teixeira Feliphe Bruno Rebeca Bertazo Luidi Tavares Felipe Viana Zion Silva VIOLAS Haroldo Fonseca Gabriel Moreira Thiago Rodrigues Rosildo Monteiro Jennifer Oliveira Alexsandro Castro Gabriel Silva VIOLONCELOS Luiz Sena Gustavo Saraiva Tiago Imbiriba Abraão Sales Ingridy Santos Lukas Amaro William Ambé Nelzimar Goes CONTRABAIXOS Jhonathan Torquato Paulo André Nascimento Joel Saraiva Deyvid Ruan FLAUTA Clara Nascimento Fabrício Aleixo Victor Barral OBOÉ Joás Saraiva João Carlos Gomes Pedro Paulo Magno CLARINETE João Marcos Palheta Joabe Oliveiro FAGOTE Samuel Rosa Sérgio Galisa T ROMPA Fabrício Santos Leonete Navegantes Helden Sávio TROMPETE Flávio Teixeira Ricardo Sigari TROMBONE Benedito Júnior Kelson Pinheiro Manassés Malcher TÍMPANOS Wendel Brandão P ERCUSSÃO Ruth Saldanha Magno Morais HARPA Henriane Souza PIANO Ana Maria Adade EQUIPE TÉCNICA PRODUTOR Régis Falcão ARQUIVISTA Tassiane Gazé INSPETOR Jean Luglimi MONTADORES Antônio Carlos André Renato Marcio Santos
- Amazônia Jazz Band leva público em uma viagem musical do Frevo ao Samba em noite de celebração no Theatro da Paz | Theatro da Paz
< Volte Amazônia Jazz Band leva público em uma viagem musical do Frevo ao Samba em noite de celebração no Theatro da Paz Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 29 de fev. de 2024 Em uma noite de celebração da rica diversidade musical brasileira, a Amazônia Jazz Band (AJB) encantou o público com seu concerto "Brasil em Festa: do Frevo ao Samba". Realizado na noite desta quinta-feira (29), no Theatro da Paz em uma viagem através dos ritmos e estilos que fazem parte da identidade musical do país. Com trajes carnavalescos e um repertório cuidadosamente selecionado, a AJB, sob a regência do maestro Elias Coutinho, proporcionou uma experiência emocionante, que incluiu desde o frevo enérgico até o samba introspectivo. Cada nota tocada foi um convite para celebrar a cultura brasileira em toda a sua exuberância. A iniciativa, promovida pelo Governo do Pará através da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Theatro da Paz e Academia Paraense de Música (APM), destacou a importância de valorizar e preservar as múltiplas facetas da música nacional. O maestro Elias Coutinho, líder da AJB, expressou seu compromisso em trazer a tradição do jazz aliada à diversidade da música brasileira para o palco, proporcionando uma experiência musical autêntica e enriquecedora para o público. "Está noite foi uma celebração para todos nós. Quanto mais eu mergulho no repertório de música brasileira, mais eu vejo a quantidade de estilos e variações que nós temos em nosso país. Quando a gente traz para o palco esse repertório de música brasileira, focado nessa festa tão importante para a gente, estamos trazendo uma experiência musical que fala sobre nós mesmos", comentou o maestro Elias Coutinho. Antes de tocar as três últimas músicas, que foram executadas em bloco, o maestro realizou uma intervenção especial: uma chamada de vídeo com o renomado maestro e saxofonista da Spok Frevo. Ele contou não só um pouco da história do frevo, mas também contextualizou as três últimas peças do concerto: "O Último Dia", de Levino Ferreira, com arranjo de Spok; "Cabelo de Fogo", do maestro Nunes, com arranjo de Spok; e "Vassourinhas", de M. da Rocha e João Batista, também com arranjo de Spok. "Estou muito feliz por estar aqui, mesmo que de forma online, para esta homenagem que a incrível Orquestra Amazônia Jazz Band está fazendo ao frevo no maravilhoso Theatro da Paz. Falo isso não só em nome de todos os músicos de Pernambuco, mas também de todo o Nordeste. Fico verdadeiramente emocionado com essa interpretação tão genuína da Amazônia Jazz Band, da qual sou fã. Muito obrigado!", declarou Spok. O concerto "Brasil em Festa: do Frevo ao Samba" foi muito mais que uma apresentação musical, foi uma celebração da identidade cultural brasileira, reafirmando a importância da música como elemento unificador e expressão de nossa diversidade. Pela primeira vez assistindo a AJB, Glaucia Miranda, de 45 anos, se emocionou e prometeu voltar. "Amei cada momento do concerto! Foi uma experiência verdadeiramente emocionante e feliz. A forma como a Amazônia Jazz Band nos levou em uma viagem através dos ritmos brasileiros, desde o frevo até o samba, foi simplesmente incrível. Me senti completamente envolvida pela energia e pela beleza da música, a gente acaba fazendo parte da banda tamanha a interação. Mal posso esperar pelas apresentações. Zerei o game!", finalizou sorrindo. Por Úrsula Pereira (Ascom Theatro da Paz) Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/51898/amazonia-jazz-band-leva-publico-em-uma-viagem-musical-do-frevo-ao-samba-em-noite-de-celebracao-no-theatro-da-paz Anterior Próximo
- Projeto leva 700 estudantes da rede estadual e municipal para 'Concerto Didático' no Theatro da Paz | Theatro da Paz
< Volte Projeto leva 700 estudantes da rede estadual e municipal para 'Concerto Didático' no Theatro da Paz Cristiani Sousa (SEDUC) 16 de abr. de 2024 Iniciativa tem a parceria da Fundação Carlos Gomes (FCG) e procura aproximar crianças e adolescentes à música e cultura paraense Cerca de 700 estudantes de escolas da rede estadual e municipal de ensino foram ao Theatro da Paz, em Belém, para assistir a um concerto, na segunda-feira (15). Os estudantes do Ensino Fundamental e Médio da Secretaria de Estado de Educação do Pará (Seduc) foram convidados para participar do projeto "Concerto Didático", realizado pela Fundação Carlos Gomes (FCG) em parceria com o Theatro da Paz, para aproximar crianças e adolescentes à cultura paraense. O estudante Thalisson Santos, do 8° ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual Pinto Marques, contou sobre a experiência de entrar no Theatro da Paz pela primeira vez. "Foi bom demais, eu adorei, amei demais! É a primeira vez que eu estou vindo para o Theatro da Paz, aqui na Praça da República e foi máximo. Por dentro, o teatro é ainda mais lindo. Eu amei o pianista e os cantores profissionais de ópera. Quero poder voltar aqui para ver outros eventos e apresentações", relatou o estudante, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A estudante Saory Abraçado, também do 8° ano do Ensino Fundamental da Escola Pinto Marques, já havia ido ao Theatro da Paz quando criança, mas não lembrava como era. "Eu já tinha vindo, só que faz muito tempo, eu não lembrava mais como era. Eu achei muito boa a experiência aqui, é muito organizado, principalmente também as músicas que eles cantaram são bem bonitas, o talento dos cantores é incrível e o espaço nem se fala, gostei muito", comentou. Segundo Francy Aviz, especialista em educação e integrante da Diretoria de Educação Infantil e Ensino Fundamental da Seduc, o momento é de grande importância para a formação dos estudantes. "Foi um convite estendido à Secretaria de Educação e nós fizemos a mobilização com as escolas para trazer os estudantes. Com isso, nós trazemos nossos alunos aqui para terem contato com a cultura paraense. Infelizmente, para muitos deles é uma realidade bem distante, e com a vinda aqui eles percebem que é possível estar nesse ambiente também. Além disso, eles podem levar essa cultura para dentro de casa e mostrar que nós temos o nosso Theatro da Paz, que é referência não só aqui, mas em outros estados a nível de Brasil. Então hoje foi mais um encontro, que é a primeira agenda que foi aberta", disse. De acordo com a coordenadora de pesquisa e extensão da Fundação Carlos Gomes, Miriam Fernandes, a parceria entre Governo do Pará e Theatro da Paz é fundamental para dar oportunidades como essa aos estudantes. "É muito importante essa parceria do Governo do Estado com o Teatro da Paz, com a Seduc, para transformar vidas, eu digo que é uma emoção. Quando a gente vê os alunos, a gente sente a emoção deles ao entrar no teatro e essa troca de experiência, a questão da música, da nossa cultura, são muito importantes porque proporcionam outras oportunidades paras as crianças e adolescentes, inclusive, eles podem caminhar para trabalhar, estudar e, quem sabe, serem músicos no futuro", destacou Miriam Fernandes. Ainda de acordo com a coordenadora, mais dois Concertos Didáticos serão realizados em 2024: em 6 de maio e em 17 de junho. Piano e Clarinete Na primeira sessão, pela manhã, a atração do projeto foram os técnicos em música e cantores, Tiago Costa e Ytanaã Figueiredo, juntamente com o professor de piano Daniel Vieira – Zharbo. No turno da tarde, o trio de clarinetistas Zona de Conforto, com os professores Thiago Lopes, Marcos Cohen (composição) e Herson Amorim (clarineta), realizaram a apresentação comentada. Como a plateia é formada por alunos do ensino fundamental e médio, Ytanaã Figueiredo conta que o repertório foi adaptado para apresentar músicas que atraíssem a atenção das crianças. “Trabalhamos com algo mais lúdico como as lendas da Amazônia, pois traz um tema que é ativo no imaginário infantil e, desta vez, também apresentamos músicas da cultura afro brasileira, pois é muito importante ter contato com obras que simbolizam as raízes brasileiras”, explica o músico. Concertos Didáticos - Com o objetivo de difundir a educação musical, estimular o interesse de crianças e adolescentes pela música e contribuir para a formação de plateia, os Concertos Didáticos são apresentações instrumentais comentadas, com duração de aproximadamente 50 minutos que acontecem sempre no Theatro da Paz, em dois horários. As escolas interessadas em participar dos concertos devem entrar em contato com a Coordenação de Pesquisa e Extensão do Instituto Estadual Carlos Gomes pelo telefone (91) 3251-7089 ou pelo e-mail: miriam.fernandes@fundacaocarlosgomes.com . Texto: Fernanda Cavalcante /Ascom Seduc e Fabiana Otero / Fundação Carlos Gomes Fotos: Bruno Cecim/Agência Pará Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/53318/projeto-leva-700-estudantes-da-rede-estadual-e-municipal-para-concerto-didatico-no-theatro-da-paz Anterior Próximo
- XXII Festival de Ópera do Theatro da Paz apresenta a ópera 'O Menino Maluquinho' | Theatro da Paz
< Volte XXII Festival de Ópera do Theatro da Paz apresenta a ópera 'O Menino Maluquinho' Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 26 de ago. de 2023 Festival é uma realização do governo do Pará e a superprodução será apresentada, sempre às 20h, dos dias 1º, 3 e 5 de setembro Entre os mais de 100 livros assinados pelo desenhista e escritor Ziraldo, ‘O Menino Maluquinho’ é o mais conhecido. A história de uma criança de imaginação fértil, com capacidade de inventar histórias, e que “só queria ser feliz”, foi publicada em 1980 e já ultrapassou os 3 milhões de exemplares vendidos. O protagonista, o inconfundível garoto travesso com a panela na cabeça, já ganhou os quadrinhos, o cinema, o teatro, a TV, invadiu as redes sociais e recebeu uma versão operística em uma superprodução que será apresentada no XXII Festival de Ópera do Theatro da Paz, com três récitas que acontecem nos dias 1º, 3 e 5 de setembro, às 20h. O Festival é uma realização do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), em parceria com o Theatro da Paz e Academia Paraense de Música (APM). A produção é fruto do termo de cooperação denominado Corredor Cultural da Amazônia, assinado em março de 2022 entre a Secretaria de Cultura do Amazonas e o Governo do Pará, por meio da Secult, Theatro da Paz e Teatro Amazonas, na capital manauara. Para Ursula Vidal, secretária de Estado de Cultura do Pará, o evento consolida a política pública de geração de emprego e renda, cultura e formação de plateia com um dos mais icônicos festivais do país. “A importância desse termo de cooperação técnica é potencializar a produção operística dos dois Festivais mais antigos do país e possibilitar a coprodução que, além de baratear, beneficia ambos os partícipes do convênio, pois torna possível a circulação da produção e abre portas para que se possa trazer mais títulos juntando a expertise de ambos os teatros”, disse. O universo lúdico do livro ganha nova vida com cenas repletas de música e coreografia, regência de Gabriel Rhein-Schirato, libreto de Maria Gessy de Sales, direção de cena de Matheus Sabbá, cenografia de Giorgia Massetani, figurino de Melissa Maia e uma produção que reúne um elenco de mais de 250 pessoas, entre cantores líricos, orquestra, dois coros e balé. A montagem Os cenários e figurinos de ‘O Menino Maluquinho’ chegaram em Belém na terça-feira (22), vindos de Manaus (AM). O cenário foi inspirado em uma cidadezinha do interior de Minas Gerais, onde se passa o enredo da obra de Ziraldo, e recebe a assinatura da cenógrafa Giorgia Massetani, junto aos cenotécnicos e diretores de palco do Festival de Ópera do Theatro da Paz. Giorgia explica que os cenários são mais que sustentáveis. “Estamos muito contentes de poder trazer nosso cenário para cá e ter essa troca com Belém, reforçando a irmandade do Corredor Cultural da Amazônia”. E continuou. “Estamos utilizando madeira, metalon, tecido, tintas, cola de contato em cenários mais que sustentáveis, pois estas construções cênicas podem tranquilamente ser reaproveitadas em outras produções, e assim conseguimos, com um custo menor, executar vários projetos”. O figurino colorido e rico em detalhes é assinado pela figurinista Melissa Maia, que produziu 200 figurinos utilizando 80% de tecidos recicláveis. A artista se inspirou nos artesanatos mineiros, no tapete que eles produzem na Semana Santa e em toda a memória de Ziraldo, que o compositor Ernani Aguiar conseguiu traduzir brilhantemente. “Quando eu recebi o convite para fazer ‘O Menino Maluquinho’ foi uma surpresa e uma enorme felicidade, pois o Maluquinho faz parte da minha infância, do meu imaginário. Então, para mim, é um desafio, porque é uma história que está viva em mim, mas também deu uma sensação de nostalgia poder reviver essa infância, nesse lugar fantástico que a ópera pode proporcionar para quem assiste. Eu espero conseguir manter essa fantasia que a história permite”, definiu Melissa. Os figurinos foram confeccionados por 50 profissionais, entre os quais, costureiras, aderecistas e modelistas do Amazonas, mas será adaptado em Belém, pelas mulheres atendidas pelo Projeto Sons de Liberdade, que visa a reinserção de egressos do Sistema Prisional no mercado de trabalho da economia criativa. “A arte tem um poder transformador. Então, a minha expectativa está muito grande porque eu quero poder, com esse trabalho, transformar a vida dessas pessoas, trocar aprendizados, conhecimento... E independentemente da situação que as pessoas estejam, é sempre possível um recomeço. Se eu puder fazer parte um pouquinho disso, eu vou ficar muito feliz”, finalizou Melissa. De acordo com Nandressa Nuñez, diretora de Produção do Festival de Ópera do Theatro da Paz, a parceria com o Amazonas, por meio do Corredor Cultural da Amazônia, é motivo de celebração. “Estamos felizes em poder realizar mais esta etapa do termo de cooperação técnica estabelecida entre os dois principais festivais de ópera do país. ‘O Menino Maluquinho’ é uma ópera grande, que envolve mais de 250 pessoas entre solistas, coro, bailarinos e equipe técnica. Ter o controle total de toda a engenharia que envolve o espetáculo, além dos ensaios, montagem de cenário e pessoas é o maior desafio e a gente se dedica para que o público se deleite com um espetáculo lindo e colorido e com uma menagem inspiradora”, explicou a diretora. A história e o elenco Uma infância cheia de amor, uma criança com a imaginação aflorada e um mundo transformado pela visão livre do Menino Maluquinho é o que traz a ópera escrita por Ernani Aguiar. O clássico infantil, em formato de ópera, conta ainda com a namorada de Maluquinho, Julieta, e o melhor amigo dele, Bocão, interpretados por Pollyane Vitoria Cardoso, Lúcia Vitória Barbosa da Silva, Eike Salomão e Bruno Ricardo. A ópera narra a trajetória de um menino que tem a capacidade de brincar com o tempo. Maluquinho é um menino alegre, cheio de imaginação e que adora aprontar e viver aventuras com os amigos. Uma das manias do personagem é usar um panelão na cabeça. O Maluquinho será vivido pelos jovens paraenses Arthur Cavalléro, de 13 anos, e por Fellipe Rocha, de 11 anos, que vão revezar as apresentações. A ansiedade pela estreia é um elemento a mais. “Estou muito feliz e agradecido por essa oportunidade. Estudamos bastante para a nossa primeira ópera e eu não vejo a hora de estrear. Esse é um presente para a gente”, explicou Arthur. Fellipe não disfarça a alegria. “Estou ansioso, mas estou muito mais feliz. Ensaiamos muito e agora a gente quer encontrar o público. Como diz o Menino Maluquinho, ‘o importante é ser feliz’ e a gente quer que todo mundo se divirta com a gente”, finalizou Fellipe. Ficha Técnica Música: Ernani Aguiar Libreto: Maria Gessy de Sales Diretor de cena: Matheus Sabbá Maestro: Gabriel Rhein-Schirato Regente do coro infantil: Eliane Fonseca Regente do coro adulto: Maria Antonia Jimenez Preparador do Menino: Adamilsom Guimarães Pianistas correpetidor: Ediel Sousa Coreografa: Monique Andrade Assistente de coreografia: Remilton Souza Iluminador: kuka Batista Cenografo: Giorgia Massetani Legenda: Gilda Maia Visagismo: Omar Junior Diretor de palco: Claudio Bastos Assistentes de cenografia: Fred Barbosa e Alício Silva Contrarregra: Laura Conceição Assistente de figurino: Eilen Queiroz Elenco O Menino: Arthur Cavalléro e Fellipe Rocha Bocão: Eike Salomão de Freitas Santos, Bruno Ricardo Nazaré Fonseca e Silva Julieta: Pollyane Vitoria Cardoso, Lúcia Vitória Barbosa da Silva Pai: Marcio Carvalho Mãe: Elizabeth Moura Babá/ Professora: Lívia Berrêndo Avó (Mezzo): Luciana Tavares Avô (Barítono): Ytanaã Figueiredo Saci (Tenor): Tiago Costa Simbá + fantasma (Barítono): Dan Laciê O Tempo: Luiz Silva Porteiro: Gabriel Frota Bruxa 1: Wellen Avila Bruxa 2: Marcela Alves Bruxa 3: Gigi Furtado Valores dos ingressos: Plateia, varanda, frisas e camarotes de primeira ordem: R$70 • Inteira | R$35 • Meia Camarotes de segunda ordem: R$50 • Inteira | R$25 • Meia Galeria: R$40 • Inteira | R$20 • Meia Paraíso: R$30 • Inteira | R$15 • Meia Proscênio PCD (meia-entrada): R$30 • Inteira | R$15 • Meia Serviço: O espetáculo estreia no dia 1º de setembro e terá ainda mais duas récitas nos dias 3 e 5 de setembro, às 20h. Os ingressos serão vendidos a partir de segunda-feira (28), na bilheteria do Theatro da Paz, por meio do site: www.ticketfacil.com.br . Mais informações sobrea venda de ingressos podem ser obtidas no telefone (91) 98590-3523 ou no e-mail: bilheteriatdapaz@gmail.com . Texto de Ursula Pereira / Ascom Theatro da Paz Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/46715/xxii-festival-de-opera-do-theatro-da-paz-apresenta-a-opera-o-menino-maluquinho Anterior Próximo
- Theatro da Paz faz 146 anos e homenageia Carlos Gomes e Waldemar Henrique | Theatro da Paz
< Volte Theatro da Paz faz 146 anos e homenageia Carlos Gomes e Waldemar Henrique Texto de Juliana Amaral / Ascom Secult 14 de fev. de 2024 Programação de aniversário nesta quinta-feira (15) inicia, às 17h30, com o lançamento do livro sobre a presença de Carlos Gomes na capital paraense Na próxima quinta-feira (15), o Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), promove uma programação de aniversário de 146 anos do Theatro da Paz. Não à toa, um dos mais importantes cartões postais de Belém foi a primeira casa de espetáculos construída na Amazônia, e até hoje é considerado um dos Teatros-Monumentos do Brasil. A celebração também irá homenagear os compositores Waldemar Henrique e Carlos Gomes. “A proposta é celebrar o aniversário do Theatro da Paz em grande estilo, por isso decidimos homenagear também esses dois grandes nomes da música, que contribuíram tanto para cultura paraense. Waldemar Henrique pela feliz coincidência na data de aniversário, e Carlos Gomes pela compatibilidade do lançamento do livro do maestro Jonas Arraes sobre o compositor”, ressalta Edyr Augusto Proença, diretor do Theatro da Paz. Fundado em 1878, durante o período áureo do Ciclo da Borracha, quando ocorreu um grande crescimento econômico na região, o ‘Da Paz’ é inspirado no Teatro Scala de Milão. A acústica perfeita, lustres de cristal, piso de madeiras nobres, elementos decorativos revestidos com folhas de ouro são alguns elementos que fazem o Theatro ser tão grandioso. Entre eles, o teto da Sala de Espetáculos com uma pintura de Domenico De Angelis, que retrata a mitologia greco-romana fazendo alusão ao Deus Apolo conduzindo a Deusa Afrodite e as musas das artes à Amazônia. No dia 15 de fevereiro, data de aniversário do Theatro da Paz, também é celebrado o aniversário de Waldemar Henrique. O compositor foi diretor do ‘Da Paz’, e chegou a morar no Theatro. Também foi diretor da Rádio Clube do Pará e do Conservatório Carlos Gomes. Compôs cerca de 200 músicas, com rico repertório cultural que, em sua maioria, retratam temas amazônicos. Sua obra conquistou alto nível de reconhecimento e foi eleito para a Academia Brasileira de Música. “Nosso Theatro da Paz é o maior ícone arquitetônico, histórico e cultural do Pará. Nos dá imenso orgulho saber que comemoramos seus 146 anos de portas abertas para a população, com uma política permanentemente de acesso e formação de plateia, além do investimento continuado na manutenção de sua estrutura majestosa. Será uma linda festa que homenageará, também, dois compositores geniais que contribuíram imensamente com nossa música, nossa cultura e viveram capítulos importantes de suas vidas no palco de nosso Da Paz”, conta a secretária de Estado de Cultura, Ursula Vidal. A programação ocorre na quinta-feira (15), de forma gratuita, às 17h30, no Foyer do Theatro, que tem capacidade para receber até 50 pessoas. A primeira atividade será o lançamento do livro "Tão longe e tão distante: a presença de Carlos Gomes na belle époque de Belém do Pará", de Jonas Arraes. A obra advém da tese de doutorado em musicologia histórica, realizada pelo autor na Universidade de Campinas-SP. Na oportunidade serão apresentadas canções de Carlos Gomes, por Salomão Habib. “A expectativa do lançamento no Salão Nobre do Theatro da Paz, o Foyer, vejo como um evento importante do ponto de vista histórico, pois Carlos Gomes recebeu muitas homenagens nesse espaço nos anos que aqui esteve, principalmente nos anos de 1882 e 1883. Além disso, lá está um busto em mármore carrara, confeccionado pelo escultor Achille Canessa, ao lado de outro busto do compositor paraense Henrique Gurjão esculpido pelo mesmo artista. Então, é muito simbólico lançar meu primeiro livro, uma obra sobre Carlos Gomes, no Theatro da Paz, no dia de seu aniversário.” Afirma o professor Jonas Arraes. Mais tarde, na Sala de Espetáculos, às 20h, a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP) vai apresentar a Protofonia de O Guarani, também de Carlos Gomes. Os cantores Nilson Chaves, Gigi Furtado, Andrea Pinheiro e Lucinha Bastos apresentarão músicas de Waldemar Henrique. Os ingressos para este show estarão disponíveis na bilheteria do Theatro e no site ticket fácil, a partir das 9h, do dia do concerto, no valor de R$ 2,00. Texto de Juliana Amaral / Ascom Secult Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/51460/theatro-da-paz-faz-146-anos-e-homenageia-carlos-gomes-e-waldemar-henrique Anterior Próximo
- O Da Paz | Theatro da Paz
O Theatro da Paz localiza-se na cidade de Belém, no Estado do Pará. Atualmente, é o maior Teatro da Região Norte e um dos mais luxuosos do Brasil. Com cerca de 130 anos de história, é considerado um dos Teatros-Monumentos do País. "O Da Paz" O Theatro da Paz foi fundado em 15 de fevereiro de 1878, durante o período áureo do Ciclo da Borracha, quando ocorreu um grande crescimento econômico na região amazônica. Belém foi considerada “A Capital da Borracha”. Mas, apesar desse progresso, a cidade ainda não possuía um teatro de grande porte, capaz de receber espetáculos do gênero lírico. Buscando satisfazer o anseio da sociedade da época, o governo da província contrata o engenheiro militar José Tibúrcio de Magalhães, que dá início ao projeto arquitetônico inspirado no Teatro Scala de Milão (Itália). Foi a primeira casa de espetáculos construída na Amazônia, tem características grandiosas, acústica perfeita, lustres de cristal, piso em mosaico de madeiras nobres, afrescos nas paredes e teto, dezenas de obras de arte, gradis e outros elementos decorativos revestidos com folhas de ouro. Localiza-se na cidade de Belém, no Estado do Pará. Atualmente, é o maior Teatro da Região Norte e um dos mais luxuosos do Brasil. Com cerca de 147 anos de história, é considerado um dos Teatros-Monumentos do País. Próximos Espetáculos To play, press and hold the enter key. To stop, release the enter key. Programação Completa Visitas Guiadas Acesse Festival de Ópera Acesse A Amazônia Jazz Band Acesse Acompanhe as últimas notícias! Acesse A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz Acesse Dúvidas? Fale conosco! Nome Sobrenome Email Telefone Mensagem Enviar Agradecemos a sua mensagem! Contato Avenida da Paz S/N +55 91 3252-8602
- Espetáculo 'Missa Cubana' reúne música clássica aos ritmos afro-cubanos no Dia da Consciência Negra, no Theatro da Paz | Theatro da Paz
< Volte Espetáculo 'Missa Cubana' reúne música clássica aos ritmos afro-cubanos no Dia da Consciência Negra, no Theatro da Paz Amanda Engelke (SECULT) 20 de nov. de 2024 Iniciativa da Secult, Seirdh e Coro Carlos Gomes fez parte do Preamar da Consciência Negra Na noite desta quarta-feira (20), Dia Nacional de Zumbi dos Palmares e da Consciência Negra, pela primeira vez celebrado como feriado nacional, a Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Secretaria de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos (Seirdh) e Fundação Carlos Gomes, apresentaram a “Missa Cubana” no Theatro da Paz. O espetáculo da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP), junto ao Coro Carlos Gomes, teve como regente a maestra cubana Maria Antonia Jiménez. “É uma honra termos sido chamados para esse concerto, especialmente nesse dia da consciência negra. É uma responsabilidade muito grande e estamos aproveitando para além da missa cubana, fazer uma primeira parte pequena, mas com músicos brasileiros, negros e que com os anos, as fotos foram se branqueando e as pessoas não tem noção de que o Brasil tem um patrimônio gigante de música erudita de compositores negros”, disse Maria Antônia. A primeira parte do espetáculo, apenas com o coro, teve a participação do percussionista Williams Tanoeiro e da pianista Ana Maria Adade. “Existe um imaginário coletivo de que música erudita é coisa de brancos, só que não é assim. E por isso a gente escolheu compositores negros para trazer hoje à noite, para mostrar a vocês a qualidade desses músicos, desses compositores”, completa Jiménez. “Quero fazer um agradecimento às 300 pessoas que vem de comunidades quilombolas do Acará, de Ananindeua, de Tomoju, de Ilha Gabi, que estão hoje aqui no Theatro da Paz, e todas as pessoas das comunidades de terreiro, que nos honram muito com sua presença para prestigiar a obra do José María Vitier, dedicada à Virgem da Caridade de El Cobre, uma obra muito bonita que traz essa energia, desses tambores de África para dentro de uma peça de música clássica e que traz pra nós essa influência tão poderosa e rica desta cultura africana para o nosso Brasil que ainda precisa ser o Brasil sem racismo. Viva o 20 de novembro, dia Nacional de Zumbi dos Palmares e da Consciência Negra", aponta a secretária de Estado de Cultura, Ursula Vidal. Para segunda parte, a OSTP subiu ao palco e junto ao Coro Carlos Gomes apresentou a “Missa Cubana”, uma peça emblemática em homenagem à padroeira de Cuba, Virgem da Caridade de El Cobre. A mistura da música clássica, erudita, com os ritmos cubanos e afro-cubanos é o diferencial do espetáculo. O sacerdote de Umbanda, Lucian Campos, fala sobre a importância da presença dos povos de terreiro no Theatro e em especial, neste espetáculo. “Pra mim significa resistência, ocupação de vários espaços que por muitas vezes o pobre, o negro, o praticante de umbanda não tem acesso. Eu mesmo estou vindo ao Theatro da Paz pela primeira vez”. A peça envolveu o público e ao final da apresentação os músicos e cantores foram aplaudidos de pé. Texto: Juliana Amaral, Ascom Secult Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/61530/espetaculo-missa-cubana-reune-musica-classica-aos-ritmos-afro-cubanos-no-dia-da-consciencia-negra-no-theatro-da-paz Anterior Próximo
- Amazônia Jazz Band e grandes intérpretes fazem tributo a Paulo André no Theatro da Paz | Theatro da Paz
< Volte Amazônia Jazz Band e grandes intérpretes fazem tributo a Paulo André no Theatro da Paz Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 3 de out. de 2023 O Theatro da Paz, em Belém, será palco do concerto em homenagem ao renomado compositor paraense Paulo André Barata, que faleceu aos 77 anos, no dia 25 de setembro de 2023. O concerto ocorrerá na noite desta terça-feira (03), com direção artística de Tito Barata, irmão de homenageado, e sob a regência do maestro titular da Amazônia Jazz Band (AJB), Elias Coutinho. O espetáculo reunirá um extraordinário elenco de artistas paraenses, que prometem encantar o público com interpretações brilhantes. O show contará com a participação da Amazônia Jazz Band (AJB), que receberá artistas que tiveram o privilégio de trabalhar com Paulo André Barata ao longo de sua carreira. Pedrinho Callado, Edilson Moreno, Mahrco Monteiro, Andréa Pinheiro, Lia Sophia, Arthur Espíndola, Trio Warilou, Olivar Barreto, Alba Mariah, Maca Maneschy, Sandra Duailibe, Bia Dourado, Gigi Furtado e Elói Iglesias se unirão em um tributo musical para honrar o legado do compositor. De acordo com Tito Barata, o concerto foi idealizado por Ursula Vidal, secretária de Estado da Cultura, que o convidou para fazer a direção artística do espetáculo. “Depois que combinamos o formato da apresentação, começamos a montar o repertório, ajustar as tonalidades para os intérpretes e os arranjos. E com qualidade da Amazônia Jazz Band, isso é muito fácil, então já ensaiamos um show lindo, com a participação de uma turma que está acostumada a cantar o repertório do Paulo André e do Ruy Barata”, afirmou o diretor artístico. O repertório foi cuidadosamente selecionado e apresentará composições icônicas de Paulo André, que atravessaram gerações e se tornaram verdadeiros hinos da cultura paraense. Cada nota e cada palavra entrelaçadas nas melodias proporcionarão uma experiência única, envolvendo o público em uma atmosfera de nostalgia e gratidão. “Não tenho uma música específica do Paulo que eu goste mais ou goste menos. Eu acho todas maravilhosas, todas são prediletas”, continuou Tito Barata. “Nós teremos várias surpresas nesse show. Por exemplo, músicas de Paulo André com outros parceiros, como João Donato, J. Petronilo e Cláudio Barreto. Vamos, inclusive, mostrar a primeira canção dele gravada nos anos 60. Acho que o público vai gostar bastante”, finalizou. Elias Coutinho, aclamado maestro, trouxe sua expertise para a regência da AJB no acompanhamento dos artistas e no protagonismo da orquestra. Sua interpretação magistral das partituras já nos ensaios vem revelando a profundidade e a riqueza das composições de Paulo André. “É uma honra sem igual para a AJB, pois trata-se com certeza de um dos maiores nomes da música paraense, e se existe um compositor que retrata tão bem o nosso Estado de diversas formas, que retrata tantas emoções e realidades de tantos lugares, esse compositor é Paulo André Barata. Se nós, por exemplo, que moramos em Belém, não temos diretamente contato relacionado com o interior, através das músicas de Paulo André, pessoas de qualquer lugar do mundo conseguem, de uma maneira muito simples, conhecer o nosso folclore, a nossa fauna, nossas comidas, nossos costumes, nossos ditos populares. Então, Paulo André é tudo isso, e homenagear ele nesse espetáculo é um desafio para a AJB, porque nos traz um entendimento que temos que entregar muito mais, trazer ao palco aquilo que ele fez a vida inteira, que foi inovar, levar às pessoas múltiplas emoções”, disse o maestro. Questionado sobre os planos para o futuro, Tito Barata se anima. “Nós estamos elaborando um plano de ações para fazer o legado do Paulo André chegar em todo o Pará e no Brasil. Paulo tem uma obra maravilhosa e sem dúvida nenhuma, é um dos artistas que percorreu por mais de 60 anos essa trilha”, finaliza emocionado. “Eu gostaria que se lembrassem do Paulo, como um homem simples que conversava com as musas da Amazônia”. Descrição da Músicas - Assim como o repertório foi escolhido ainda em vida pelo próprio Paulo André e pelo Rui Barata, os artistas que integram esse espetáculo também fazem parte da carreira do Paulo André. O espetáculo começa com uma versão instrumental de ‘Indauê Tupã’, interpretada pela Amazônia Jazz Band com um arranjo feito exclusivamente para ser a estreia mundial feita nessa homenagem. O arranjador é o grande capixaba Rafael Rocha, abrindo esse show com chave de ouro em uma versão completamente repaginada. Depois vem ‘Esse Rio é Minha Rua’, um hino do nosso Estado, com inserções dos metais da Amazônia Jazz Band e arranjos de Rafael Rocha, com interpretação de Pedrinho Callado. Em seguida temos a grande intérprete Andréa Pinheiro interpretando ‘Pauapixuna’, com arranjos do carioca Rafael Oliva, um especialista em arranjos para sopros e para big band’s, que traz uma versão que mistura desde tango ao jazz. E a improvisação, que é algo tão característico nessa formação da Amazônia Jazz Band, colocará seu tempero especial. Na sequência teremos ‘Baiuca’s Bar’, com Lia Sophia, uma grande intérprete paraense. O próximo número será ‘Meu Pajé (Samba Pro Sting)’, interpretado por um dos maiores nomes do samba no Pará, Arthur Spindola. Nesta canção Paulo André, mais uma vez, traz uma inovação, um samba, que não era tão comum em suas composições. Depois temos ‘Cantiga da Correnteza’, por Alba Mariah. Uma música que vai trazer algumas surpresas dentro da Jazz Band, com uma formação não usando todos os sopros, mas somente o naipe dos metais, trompetes e trombones, trazendo uma sonoridade única para esse espetáculo. O próximo número é ‘Nasci para Bailar’, um grande clássico de Paulo André com João Donato, que partiu também recentemente, interpretado pelo trio de cantores do Warilou, que terá como arranjo o grande violonista paraense Ziza Padilha. Depois ‘Mesa de Bar’, interpretada pelo grande Olivar Barreto, com toda a sua sutileza, dando vida a esse grande clássico, com um arranjo também de Ziza Padilha, que promete trazer muita emoção nesse espetáculo. ‘Tronco Submerso’, com arranjo de Ziza Padilha, somente para o quinteto de saxofones da AJB, com interpretação de Maca Maneschy, vai surpreender o público, com uma sonoridade diferente no meio do espetáculo. Assim como em ‘Cantiga da Correnteza’, com adaptação do maestro Elias Coutinho para sopros dos metais da Big Band, no trompete e trombones. A ‘Canção Mágica’ foi pensada também em uma mudança na escolha dos instrumentos para esse espetáculo. Ao invés de ter todos os sopros da AJB, teremos somente dois instrumentos, flugel e saxofone soprano, para que nessa música, com interpretação de Sandra Duailibe, tenha um momento de forte emoção, Já se encaminhando para o final da apresentação, as duas últimas músicas serão ‘Foi Assim’, um grande hino da nossa música, com arranjo de Josiel Saldanha, interpretado por Gigi Furtado e Bia Dourado. Será uma música que, com certeza, já nos levará aos maiores ápices desse grande espetáculo. E ‘Porto Caribe’, interpretado pelo trio Warilou e Eloy Iglesias, trazendo muita irreverência a esse espetáculo, algo que era característico de Paulo André, e que não poderia ficar de fora desta noite tão especial. Serviço - O espetáculo "Concerto para Paulo André Barata com Amazônia Jazz Band e grandes intérpretes", acontece nesta terça-feira (03), às 20h, no Theatro da Paz. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do Da Paz e pelo site, no valor de R$ 2,00. São disponibilizados dois ingressos por pessoa. Texto: Úrsula Pereira (Ascom Theatro da Paz) Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/47881/amazonia-jazz-band-e-grandes-interpretes-fazem-tributo-a-paulo-andre-no-theatro-da-paz Anterior Próximo
- A engenhosa trama de Gianni Schicchi será o destaque do XXIII Festival de Ópera do Theatro da Paz | Theatro da Paz
< Volte A engenhosa trama de Gianni Schicchi será o destaque do XXIII Festival de Ópera do Theatro da Paz Úrsula Pereira - Ascom/Theatro da Paz 30 de ago. de 2024 O espetáculo estreia no dia 3 de setembro e terá ainda mais duas récitas nos dias 05 e 07 de setembro, às 20h. Os ingressos já estão à venda na bilheteria do TP O Theatro da Paz, em Belém, será palco de uma das óperas mais icônicas de Giacomo Puccini, Gianni Schicchi, durante o XXIII Festival de Ópera do Theatro da Paz. Sob a batuta da renomada maestra Ligia Amadio, a produção será apresentada nos dias 03, 05 e 07 de setembro, sempre às 20h, prometendo encantar o público paraense com uma obra repleta de humor, intrigas e críticas sociais. O Festival de Ópera do Theatro da Paz é uma realização do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Theatro da Paz em parceria com a Academia Paraense de Música (APM), e vem com uma programação interessante e com títulos contrastantes. Gianni Schicchi é a terceira parte do tríptico operístico de Puccini, composto em 1918, que inclui também as óperas Il Tabarro e Suor Angelica. O Festival de Ópera do Theatro da Paz já realizou todas as três óperas que compõem o Il Trittico. A última vez que Gianni Schicchi foi montada no festival foi em 2007. Em 2019, foi a vez de Suor Angelica e, em 2021, Il Tabarro. Agora, em 2024, o festival traz uma nova montagem de Gianni Schicchi. Baseada em um episódio da Divina Comédia de Dante Alighieri, a trama de Gianni Schicchi gira em torno de um ardiloso camponês que, convocado para ajudar uma família a burlar um testamento, acaba se beneficiando da situação com sagacidade e ironia. A ópera é conhecida por sua mistura de comédia e crítica à avareza, além de trazer uma das árias mais famosas de Puccini, "O mio babbino caro". “A ária “O mio babbino caro”, momento em que Lauretta trata de convencer seu pai (Gianni Schicchi) a ajudar a família de seu namorado (Rinuccio) a solucionar o problema do testamento, é uma melodia das mais conhecidas e amadas, não só nessa ópera, mas entre todas as óperas de todos os tempos. Eu não preciso fazer nada em especial, já que Puccini, em sua arte magistral, estruturou a ópera de forma que este leitmotiv, que aparece em outras ocasiões, realize a costura necessária para alinhavar a dramaturgia e realçar os contrastes anímicos e expressivos”, explicou Lígia Amadio. Este ano, o XXIII Festival de Ópera do Theatro da Paz será palco de um marco histórico: pela primeira vez em seus 23 anos de existência, uma mulher assumirá a batuta para reger uma ópera no festival. Ligia Amadio, uma maestra de renome internacional, traz ao Theatro da Paz sua vasta experiência e sensibilidade para conduzir Gianni Schicchi. Esta montagem promete ser uma das grandes atrações do festival, destacando a maestria de Amadio em interpretar a vivacidade e engenhosidade dessa obra-prima de Puccini. “Trabalhar no Theatro da Paz é para mim uma experiência única e irrepetível.Tive o privilégio de apresentar-me neste templo da Arte uma única vez em minha vida, no ano de 1986, na comemoração do sesquicentenário de nascimento de Carlos Gomes, como cantora do Coral da Universidade de São Paulo, na célebre apresentação da Orquestra Sinfônica de Campinas e de grande elenco, na ópera Il Guarany, regida por Benito Juarez, e tendo como protagonistas a Niza de Castro Tank (Cecilia) e Ivo Lessa (Peri). Agora, quase quarenta anos depois, contando com uma carreira internacional relevante, volto a pisar este palco sagrado carregando a responsabilidade e o privilégio de ser a primeira mulher a reger uma ópera do Theatro da Paz...com isso pontuo minha carreira com mais uma importantíssima conquista, não só para mim, mas para todas as mulheres regentes”, finalizou a maestra. Com uma carreira extensa e brilhante, Amadio já passou por importantes teatros e orquestras ao redor do mundo. Sua condução de Gianni Schicchi trará uma nova dimensão à obra de Puccini, evidenciando as sutilezas e a profundidade emocional que caracterizam o trabalho do compositor italiano.“Gianni Schicchi é uma obra de grande dificuldade de coordenação. É uma ópera com permanentes mudanças de tempo e de caráter, com andamentos muito rápidos em que 14 solistas interatuam, muitas vezes todos ao mesmo tempo. Nesse sentido, é uma obra de dificuldades únicas, mas que apresenta um resultado maravilhoso e surpreendente, consumado pela genialidade de Puccini”, explicou a maestra. Dione Colares, diretora artística do festival, destaca a importância de trazer obras contrastantes como Gianni Schicchipara o público paraense. "O festival deste ano foi pensado para oferecer ao público uma experiência rica e variada, com títulos que contrastam em estilo e emoção. Gianni Schicchi traz leveza e humor ao repertório, oferecendo um equilíbrio ao lado das outras produções mais dramáticas. Queremos proporcionar uma verdadeira imersão no mundo da ópera, e a presença de uma obra como esta, com uma equipe tão talentosa, é fundamental para atingirmos esse objetivo", afirma Colares. O XXIII Festival de Ópera do Theatro da Paz continua a tradição de promover grandes produções operísticas em Belém, valorizando a riqueza cultural e a importância do gênero no cenário artístico nacional. Além de Gianni Schicchi, o festival apresenta um repertório variado, com o objetivo de atrair tanto os amantes da ópera quanto novos públicos, consolidando o Theatro da Paz como um dos principais centros de produção operística do país. Os ingressos para as apresentações de Gianni Schicchi já estão disponíveis na bilheteria do teatro e pelo site oficial. Com direção musical de Ligia Amadio, essa produção promete ser uma experiência única, celebrando a genialidade de Puccini e o talento dos artistas envolvidos, em um dos mais belos teatros do Brasil. Não perca a oportunidade de vivenciar essa obra-prima da ópera em uma montagem que promete emocionar e divertir o público paraense. A história de Gianni Schicchi A ópera, que se passa na cidade de Florença, no século XIII, conta a história de uma família nobre que, ao descobrir que o patriarca Buoso Donati deixou toda a sua fortuna para um convento, se vê desesperada para reverter o testamento. Para isso, recorrem ao astuto Gianni Schicchi, um camponês conhecido por sua inteligência e habilidade em lidar com situações difíceis. Schicchi, percebendo a oportunidade de se beneficiar da situação, aceita ajudar, mas com um plano próprio em mente. Fingindo ser o falecido Buoso Donati, ele dita um novo testamento aos notários, garantindo que a maior parte da fortuna seja destinada a si mesmo, para o desespero e a frustração da família. Com uma trama repleta de humor, ironia e uma crítica afiada à ganância, Gianni Schicchi é a única ópera cômica de Puccini e se destaca por sua vivacidade e engenhosidade. O ponto alto da ópera é a famosa ária "O mio babbino caro", cantada por Lauretta, filha de Schicchi, que implora ao pai que a ajude a se casar com o jovem Rinuccio. Esta ária tornou-se uma das mais populares do repertório operístico mundial, conhecida por sua melodia lírica e profundamente emotiva. Figurino com joias de Isabella Blanco A produção de Gianni Schicchi de Giacomo Puccini, enfatiza o lado cômico da trama e traz um destaque especial para as joias criadas pela designer Isabella Blanco, que colaborou estreitamente com o figurinista Fernando Leite. Isabella Blanco, conhecida por seu trabalho de joalheria autoral, dedicou dois meses de pesquisa para capturar a essência dos anos 1940. Inspirada pela moda e joalheria do período da Segunda Guerra Mundial, ela criou peças únicas para os personagens Zita, Nella, Ciesca, Lauretta e Gianni. As joias foram confeccionadas a partir de botões antigos, garimpados em uma das mais tradicionais lojas de aviamentos de Madrid, o Almacén de Pontejos, e transformados em broches, braceletes, colares e chokers. Além dos botões, Isabella incorporou broches originais das décadas de 1940 e 1950, montados em estruturas de prata com banhos de ouro amarelo 18k e ródio. De acordo com Isabella, para completar os trajes, ela também garimpou brincos autênticos da época em feiras de antiguidades e lojas vintage na Europa. “As joias não apenas complementam os figurinos, mas também refletem a personalidade dos personagens. Por exemplo, Lauretta, uma jovem romântica e recatada, usa uma tiara ornamentada com botões de pérolas e cristais translúcidos, enquanto Gianni Schicchi, de natureza traiçoeira, exibe um broche em formato de serpente na lapela. Cada peça foi cuidadosamente escolhida para adicionar camadas de significado à narrativa, convidando o público a descobrir mais sobre os personagens durante a apresentação”, finalizou. Ligia Amadio Ligia Amadio é uma das mais destacadas regentes brasileiras da atualidade. Notabilizou-se internacionalmente por sua reconhecida exigência artística, seu carisma e suas vibrantes performances. Sua atuação estende-se por: Alemanha, Argentina, Áustria, Bolívia, Chile, Colômbia, Croácia, Cuba, Eslovênia, Estados Unidos, França, Islândia, Israel, Itália, Japão, Holanda, Hungria, Líbano, México, Peru, Portugal, República Tcheca, Rússia, Sérvia, Tailândia e Venezuela. Premiada no célebre Concurso Internacional de Tóquio (1997) e no II Concurso Latino-Americano para Regentes de Orquestra em Santiago do Chile (1998), em 2001 recebeu o prêmio “Melhor Regente do Ano” no Brasil, outorgado pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Ligia Amadio atuou como regente titular e diretora artística da Orquestra Sinfônica Nacional entre 1996 e 2009. Por seu dedicado labor na direção da OSN, recebeu o título de "Cidadão Niteroiense", em 2003, e a Comenda da Ordem do Mérito da Cidade de Niterói, no grau de Grande Oficial, em 2005. Entre 2000 e 2003, ocupou a função de regente titular da Orquestra Sinfônica da Universidade Nacional de Cuyo, em Mendoza, Argentina. Em 2003, recebeu os prêmios Lira à Excelência e Raízes, devido a seu trabalho à frente dessa orquestra. Em 2009, Ligia Amadio desempenhou-se como diretora artística e regente titular da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas, sendo laureada com a Medalha Carlos Gomes, concedida pela Câmara Municipal daquela cidade. De 2009 a 2011, desempenhou-se como regente titular da Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo (OSUSP). Em 2011, Ligia Amadio foi indicada para o prêmio Carlos Gomes em duas categorias, por seu trabalho à frente da OSUSP, e, em 2012, foi finalmente premiada na categoria “Regente”, “pelo excelente trabalho com a Orquestra Sinfônica da USP”. Entre 2010 e 2014, ocupou a direção titular e artística da Orquestra Filarmônica de Mendoza. Para todos esses cargos, Ligia Amadio foi eleita pelos integrantes das respectivas orquestras. Em 2014, exerceu o cargo de regente titular da Orquestra Filarmônica de Bogotá, realizando uma temporada completa dedicada à Música do Século XX. Regeu um total de 42 concertos aclamados pelo público e pela crítica especializada, devotados à música contemporânea. Em 2016, foi eleita pelos músicos para o cargo de regente titular na Orquestra Sinfônica de Santa Fe, na Argentina, e na Orquestra Filarmônica de Montevidéu, no Uruguai. A partir de 2017, assumiu o cargo de regente titular e diretora artística da Filarmônica de Montevidéu. Sua discografia reúne 11 CDs e 5 DVDs, à frente da Sinfônica Nacional, da Sinfônica da Rádio e Televisão Eslovenas e da Sinfônica de Mendoza, na Argentina. Entre eles, destaca-se a realização da coleção Música Brasileira no Tempo. Ligia Amadio iniciou sua formação musical aos cinco anos de idade sob a orientação da professora Maria Cristina da Ponta Fiore. Realizou estudos regulares no Colégio Dante Alighieri e, após haver concluído o curso de Engenharia de Produção na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), em 1985, realizou o Bacharelado em Música – com habilitação em regência – e o Mestrado em Artes na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). No Brasil, seus principais mentores foram Henrique Gregori, Eleazar de Carvalho, H. J. Koellreutter e Almeida Prado. Sua formação também incluiu os mais importantes cursos internacionais de regência orquestral: Accademia Chigiana(Itália), International Bartók Seminar (Hungria), Wiener Meisterkurse für Musik (Áustria), International Opera Workshop (República Tcheca), Peter the Great InternationalWorkshop (Rússia), Curso Interamericano para Jovens Diretores de Orquestra (Venezuela), Curso Latino-Americano de Regência Orquestral (São Paulo) e Kirill KondrashinMasterclass (Holanda), onde foi premiada, regendo no Concertgebouw de Amsterdam a Netherlands Radio TelevisionSymphony Orchestra. Nesses cursos, teve como professores Ferdinand Leitner, Dominique Rouits, Julius Kalmar, Georg Tintner, Alexander Politshuk, Guillermo Scarabino, Kurt Masur e Sir Edward Downes. No Brasil, tem sido convidada para atuar à frente das mais importantes orquestras, tais como: Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal de São Paulo, Orquestra Sinfônica Brasileira, Amazonas Filarmônica, Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, Orquestra Sinfônica do Estado do Paraná, Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Orquestra Sinfônica do Espírito Santo, Orquestra Sinfônica do Teatro São Pedro, Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, Orquestra Sinfônica Petrobrás Pró-Música e Orquestra Sinfônica da Paraíba. Entre as inúmeras orquestras que dirigiu em outros países, deve-se mencionar: Arpeggione Städtisches Kammerorchester, Baden-Badener Philharmonie, Ensemble Contrechamps, Filarmónica de Bogotá, Filharmonia Czestochowa, IcelandSymphony Orchestra, Israel Chamber Orchestra, Jerusalém Symphony Orchestra, Lebanese Philharmonic Orchestra, Netherlands Radio Symphony Orchestra, OrkiestręSymfoniczną Filharmonii Szczecińskiej, Orquesta del Teatro Argentino de la Plata, Orquesta Estable del Teatro Colón, Orquesta Filarmónica de Buenos Aires, Orquesta Sinfónica de Salta, Orquesta Sinfónica del Estado de México, Orquesta Sinfónica del SODRE, Orquesta Sinfónica Nacional de Bolívia, Orquesta Sinfónica Nacional de Chile, Orquesta Sinfónica Nacional de Peru, Orquestra Filarmônica Nacional da Moldávia, Savaria Symphony Orchestra, Silesian Opera Orchestra, Simfoniki RTV Slovenija, Thailand PhilarmonicOrchestra e The Congress Symphony Orchestra, Tokyo City Philharmonic Orchestra. Ficha Técnica Música: Giacomo Puccini Libreto: Giovacchino Forzano Direção musical e regência: Ligia Amadio Regente assistente: Cibelle Donza Direção cênica: Dione Colares e Rose Tunas Direção de produção: Nandressa Nunez Figurinos: Fernando Leite Cenários: Carlos Dalarmelino Assistente de cenografia: Ribamar Dinis Apoio: Aline Pedrosa Visagismo: Omar Júnior Diretor de palco: Cláudio Bastos Iluminador: Rubens Almeida Legenda: Gilda Maia Pianista co repetidor: Humberto Azulay Elenco: Fellipe Oliveira (Gianni Schicchi) Antônio Wilson (Rinuccio) Kézia Andrade (Lauretta) Carol Faria (Zita) Leo Goulding (Simone) Idaías Souto (Betto) Luciana Tavares (Nella) Gabriel Frota (Gherardo) Erica Paixão (La Ciesca) Ytanaã Figueiredo (Marco) Fellipe Rocha (Gherardino) Milton Monte (Maestro Spineloccio e Amantio) Sidney Pio (Pinellino) Tiago Costa (Guccio) Carlos Vera Cruz (ator) Valores dos ingressos: Plateia, varanda, frisas e camarotes de primeira ordem: R$60 • Inteira | R$30 • MeiaCamarotes de segunda ordem: R$40 • Inteira | R$20 • MeiaGaleria: R$30 • Inteira | R$15 • Meia Paraíso: R$20 • Inteira | R$10 • Meia Proscênio PCD: R$40 • Meia Serviço: O espetáculo estreia no dia 3 de setembro e terá ainda mais duas récitas nos dias 05 e 07 de setembro, às 20h. Os ingressos já estão à venda na bilheteria do TP e por meio do site: www.ticketfacil.com.br . Dúvidas e informações sobre venda de ingressos: (91) 98590-3523. E-mail: bilheteriatdapaz@gmail.com . O Festival de Ópera do Theatro da Paz é uma realização do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) em parceria com o próprio Da Paz e Academia Paraense de Música (APM). Texto: Úrsula Pereira (Ascom Theatro da Paz) Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/59278/a-engenhosa-trama-de-gianni-schicchi-sera-o-destaque-do-xxiii-festival-de-opera-do-theatro-da-paz Anterior Próximo

