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- Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz apresenta o balé 'O Quebra Nozes' | Theatro da Paz
< Volte Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz apresenta o balé 'O Quebra Nozes' Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 11 de dez. de 2023 Pela primeira vez, um clássico do repertório do balé terá o acompanhamento da música ao vivo no palco, assegurada pela OSTP, nos próximos dias 13 e 14 Pela primeira vez na história do Theatro da Paz, o balé "O Quebra-Nozes" será apresentado em seu palco com música ao vivo, executada pela Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP). O espetáculo acontecerá nos dias 13 e 14 de dezembro, às 20h. A iniciativa é do governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SECULT), do Theatro da Paz e da Academia Paraense de Música (APM) com a poio da Academia de Dança Ana Unger e Colegiado de Dança do Pará e patrocínio do Banco do Estado do Pará (Banpará). "O Quebra-Nozes" é um balé clássico que combina música, dança e narrativa para contar a história de Clara, uma jovem que embarca em uma jornada mágica durante a noite de Natal. Composta por Pyotr Ilyich Tchaikovsky no final do século XIX, sendo complementada em 1892 e coreografada originalmente por Marius Petipa é baseada no conto de fadas "O Quebra-Nozes e o Rei dos Camundongos" de E.T.A. Hoffmann. De acordo com o maestro Miguel Campos Neto, titular da OSTP, Tchaikovsky foi um compositor prolífico que compôs em todos os estilos e fez sucesso em muitos deles. “O ‘Lago dos Cisnes’ e ‘Quebra-Nozes’ são apenas alguns dos balés que ficaram muito conhecidos. No caso do ‘Quebra-Nozes’ é muito conhecido e tocado pelo mundo todo em todo Natal. Só que existe uma outra camada da fama dessa obra que é quando as orquestras tocam as suítes do balé ou seja, os principais trechos da obra". O maestro Miguel Campos Neto acrescentou: "a sonoridade é muito 'linkada' ao Natal e eventualmente aqueles que não conhecem muito de música erudita vão imediatamente lembrar de propagandas de Natal, ou do filme ‘Esqueceram de Mim’. Tenho certeza de que essa música vai conquistar o público pela familiaridade, além da música que é maravilhosa”. “Uma boa orquestra é aquela que faz música ao vivo, uma espécie de música de câmara em grande escala, onde o maestro é mais um dos músicos. Falo isso, porque na ópera e no balé, o músico não pode somente baixar a cabeça na partitura e ignorar os colegas e o maestro e tudo que está acontecendo. Estamos ao vivo, vivendo tudo que está acontecendo. E nesses dois estilos o maestro faz um papel muito importante de ligar tudo que está acontecendo no palco ao fosso. Algumas vezes eu percebo que o bailarino está em apuros com um movimento lento demais e preciso ir um pouco mais rápido e a orquestra conectada comigo vai mais rápido também. Isso traz um nível de amadurecimento para a orquestra e no relacionamento entre o maestro e a orquestra que vai ser depois levado para outras obras e estilos”, finalizou o maestro Miguel Campos Neto. O balé se desenrola em dois atos, cada um repleto de performances de tirar o fôlego. A música de Tchaikovsky, com suas melodias memoráveis e ricas harmonias, complementa perfeitamente a coreografia e a história, criando uma experiência imersiva para o público. Um pouco da história A trama segue a jornada de Clara, que recebe um quebra-nozes como presente de Natal. Durante a noite, ela é transportada para um mundo de fantasia, onde o quebra-nozes ganha vida e enfrenta o Rei dos Camundongos. A história se desenrola em um reino encantado, com personagens como a Fada Açucarada, o Príncipe e diversos dançarinos que representam diferentes países em uma série de danças temáticas. "O Quebra-Nozes" é conhecido por sua mistura de elementos clássicos e fantásticos, apresentando uma variedade de estilos de dança, desde o elegante ballet de repertório até danças folclóricas. A coreografia é rica em movimentos, saltos virtuosos e sequências sincronizadas, destacando a habilidade técnica e expressiva dos bailarinos. Processo de montagem Considerado um clássico atemporal, o balé "O Quebra-Nozes" continua a encantar públicos de todas as idades ao redor do mundo, combinando música e dança e prometendo ficar para a história da cena paraense, pelo rico processo de montagem, seleção de elenco e resultado artístico primoroso, pelo alto nível dos artistas envolvidos. A montagem paraense terá em cena 100 dançarinos, selecionados por meio de audições, demonstrando o amadurecimento da classe artística da dança, com a colaboração de várias escolas e grupos de dança, que liberaram seus bailarinos para integrar o projeto. A Banca Examinadora foi composta pelos pelos professores, Ana Unger, Igor Marques, Marta Batista, Rosana Rosário e aula ministrada por Ana Rosa Crispino. A audição realizada em setembro deste ano, na sala de ensaio do Theatro da Paz, recebeu 180 inscrições e foi um momento de muita emoção, pois muitas gerações de bailarinos vislumbram por esse momento de união, mais reconhecimento e valorização da arte da dança, e em breve a criação do corpo de baile do Theatro da Paz. Para Ana Unger, diretora artística do espetáculo, o objetivo dessa montagem é proporcionar uma experiencia profissional, oportunizando a participação de bailarinos que atingiram altos níveis de virtuosismo técnico. “É um momento único, a primeira vez, que teremos uma montagem deste famoso balé de repertório, com elenco selecionado em audição, com a participação dos melhores bailarinos solistas do nosso estado, acompanhados pela Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, com regência do maestro Miguel Campos Neto, que já tem em seu repertório, vários Ballets como ‘O Corsário’, ‘Coppélia’, ‘Depois da Chuva’, entre outros”, afirmou. A montagem paraense terá em cena 100 dançarinos, selecionados por meio de audições, demonstrando o amadurecimento da classe artística da dança, com a colaboração de várias escolas e grupos de dança, que liberaram seus bailarinos para integrar o projeto. A Banca Examinadora foi composta pelos pelos professores, Ana Unger, Igor Marques, Marta Batista, Rosana Rosário e aula ministrada por Ana Rosa Crispino. A audição realizada em setembro deste ano, na sala de ensaio do Theatro da Paz, recebeu 180 inscrições e foi um momento de muita emoção, pois muitas gerações de bailarinos vislumbram por esse momento de união, mais reconhecimento e valorização da arte da dança, e em breve a criação do corpo de baile do Theatro da Paz. Serviço: Os ingressos para essa emocionante apresentação já estão disponíveis na bilheteria do Theatro da Paz e pelo site. O valor do ingresso custa R$ 60 reais em qualquer posição, com opção de adquirir por R$30,00, com a opção de meia solidária mediante a doação de 1kg de alimento na entrada do evento. Essa iniciativa visa apoiar as comunidades locais e garantir que a cultura esteja ao alcance de todos. Texto: Úrsula Pereira / Ascom Theatro da Paz Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/49857/orquestra-sinfonica-do-theatro-da-paz-apresenta-o-bale-o-quebra-nozes Anterior Próximo
- Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz celebra a Adesão do Pará com concerto | Theatro da Paz
< Volte Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz celebra a Adesão do Pará com concerto Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 13 de ago. de 2023 Apresentação musical na próxima terça-feira (15), no Theatro da Paz, irá contar com a presença da cantora lírica Lanna Bastos e da pianista Ana Maria Adade Uma noite de música clássica está prestes a iluminar o cenário cultural de Belém na próxima terça-feira (15), às 20h, com a apresentação da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP) em um concerto de comemoração pela Adesão do Pará à Independência do Brasil. A realização é do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e do Theatro da Paz, em parceria com a Academia Paraense de Música (APM). No palco do Theatro da Paz, o maestro Miguel Campos Neto irá comandar a OSTP no encontro musical que contará com a presença da cantora lírica Lanna Bastos e da pianista Ana Maria Adade. A seleção do repertório irá contemplar composições clássicas e peças originais inspiradas na trajetória do Pará e de sua participação na Independência do Brasil. “Obviamente que foi um momento muito importante para a nossa nação, já que começamos a caminhar com nossas próprias pernas e nada melhor para celebrar do que a música paraense, a música de cunho nacional e a estrangeira”, e continuou. “Waldemar Henrique, por exemplo, estará presente na bela voz de Lanna Bastos em duas obras muito interessantes nas quais compositores estrangeiros - isso é muito importante - se inspiraram no nosso belíssimo hino nacional, que mexe com os brilhos de todos os brasileiros. E dois compositores estrangeiros, um austríaco e um norte-americano, fizeram obras baseadas no tema do hino nacional brasileiro. Um deles é Eduardo Strauss, que fez uma obra chamada ‘Glória do Brasil’ que tem o tema do hino nacional, e o outro foi Louis Moreau Gottschalk, compositor que fez a grande fantasia triunfal sobre o tema do hino nacional brasileiro, solado pela professora Ana Maria Adade”, explicou. Ainda segundo o maestro Miguel, a OSTP também vai executar uma obra de um compositor francês, Pierre Thilloy, a ‘Saudades de Belém’. “Essa obra foi dedicada à OSTP e foi com apoio dos agentes francófonos do Brasil e do Pará, a Aliança Francesa, a Embaixada da França. Essa encomenda foi feita em 2016, para os 400 anos de Belém, depois de então, entrou no repertório da OSTP e foi tocada várias vezes e será tocada novamente neste concerto. A obra tem ritmos de carimbó e apesar de ter sido escrita por um francês, ele se emergiu na nossa música para escrever essa composição. A outra é ‘Floresta do Amazonas’, de Villa-Lobos. Iremos tocar dois movimentos de ‘Floresta do Amazonas’, a ‘Melodia Sentimental’ e o ‘Epílogo’, cantados pela Lanna Bastos”, finalizou.. Lanna Bastos - Soprano lírico paraense, iniciou seus estudos em 2013; Técnica em Canto Lírico pela Escola de Música da UFPA - EMUFPA; Bacharelanda em música pelo Instituto Estadual Carlos - IECG. Foi primeiro lugar nos concursos Doris Azevedo e Marina Monarcha (2018) e finalista do Concurso Maria Callas (2019). Como solista apresentou-se nas seguintes obras: 2022 (Nona Sinfonia, de Beethoven) Theatro da Paz; 2020 - Lucy (TheThelephone) Festival de Ópera do Theatro da Paz; 2019 - Elisetta (Il matrimonio segreto) XVIII Festival de Ópera do Theatro da Paz; 2019 - Fiordiligi (Cosi Fan Tutte) IV ENCANTA, Theatro da Paz; 2019 - 2° irmã de caridade (Suor Angelica) Festival de Ópera do Theatro da Paz; 2018 - Salud (La Vida Breve) XVII Festival de Ópera do Theatro da Paz; 2018 - Dido (Dido e Eneas) Ópera Estúdio IECG- Sesc Boulevard; 2017, Missa de N. Sra. da Conceição (Carlos Gomes) acompanhada pelo coro e orquestra sinfônica do Theatro da Paz; 2015 - Violetta (La Traviata) Orquestra Altino Pimenta - OSAP/EMUFA, no Theatro da Paz. 2015 - Condessa (Le nozze di Fígaro) Ópera Estúdio. Ana Maria Adade - Pianista, solista e camerista, participa desde a primeira versão do Festival de Ópera do Theatro da Paz, entre as muitas montagens, alguns títulos como Machbeth, Il Guarani, Otelo, Pescador de Pérolas, Soror Angelica, La Boheme, Don Giovanni, O Telephone.Atuou de 2006 a 2020, como pianista da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz na área administrativa, foi diretora do Instituto Estadual Carlos Gomes, coordenadora de Grupos Artísticos e coordenadora de Extensão e Pesquisa da Fundação Carlos Gomes, coordenou e organizou a publicação de vários livros e documentos, tais como: “Memórias do Instituto Estadual Carlos, 2ª Edição do livro “Canções” de Waldemar Henrique, Catálogo Ilustrativo sobre o Memorial do Instituto Carlos Gomes.Participou como pianista da gravação de vários discos do Selo Uirapuru da Secretaria de Cultura – SECULT- PA. Pianista do I, II, III Curso “Formação em Ópera para Cantores” realizado pela SECULT-PA e Theatro da Paz.Também atuou como pianista na Abertura do XX Festival de Ópera do Theatro da Paz e como co-repetidora da Ópera “As Bodas de Fígaro” de Mozart, no XXI Festival de Ópera do Theatro da Paz. Atua como pianista da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz desde a seleção de 2021. Programa: LOUIS MOREAU GOTTSCHALK (1829-1869)"Grande Fantaisie Triomphale" sobre o Hino Nacional Brasileiro, Op. 69 EDUARD STRAUSS (1835-1916)"La Gloire du Brésil", Marcha Triunfal, Op. 63 PIERRE THILLOY (1970)"Saudades de Belém" para orquestra sinfônica, Op. 213I. O sonho do ÍndioII. Cidade das MangueirasNICOLINO MILANO (1876-1931)Hino do Pará WALDEMAR HENRIQUE (1905-1995)Tamba-TajáUirapuruMinha Terra HEITOR VILLA-LOBOS (1887-1959)Floresta do AmazonasMelodia SentimentalEpílogoSolista: Lanna Bastos Serviço: Concerto da OSTP em homenagem à Adesão do Pará à Independência do Brasil Data: 15 de agosto, às 20h Local: Theatro da Paz Os ingressos podem ser adquiridos no site ticketfacil.com.br ou na bilheteria do Da Paz a partir das 9h da manhã do dia 15, no valor de R$ 2,00. Dois ingressos por pessoa. Texto: Úrsula Pereira/Ascom Theatro da Paz Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/46320/orquestra-sinfonica-do-theatro-da-paz-celebra-a-adesao-do-para-com-concerto Anterior Próximo
- Evento cultural às 18h, desta terça-feira (22), no Foyer do Theatro da Paz, é uma parceria do Theatro com a Secretaria de Estado de Cultura (Secult) | Theatro da Paz
< Volte Evento cultural às 18h, desta terça-feira (22), no Foyer do Theatro da Paz, é uma parceria do Theatro com a Secretaria de Estado de Cultura (Secult) Úrsula Pereira - Ascom/Theatro da Paz 22 de abr. de 2024 Na terça-feira (23), Belém se prepara para receber a terceira edição do Sarau Chuva de Poesia. O encontro agendado para 18h, terá lugar no Foyer do Theatro da Paz e promete uma noite de emoção e inspiração. A iniciativa é do governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Theatro da Paz. Nesta edição especial, o Sarau vai homenagear o renomado escritor paraense Alonso Rocha, conhecido carinhosamente como o "príncipe dos poetas". Rocha, cuja contribuição para a literatura regional é inestimável, será celebrado pela maestria nas palavras e influência duradoura na cena literária paraense. Além da homenagem a Alonso Rocha, o Sarau contará com a participação especial de outro ícone da poesia amazônica: o talentoso Antonio Juraci Siqueira. Reconhecido por sua habilidade em capturar a essência vibrante da Amazônia em suas palavras, Juraci Siqueira é aclamado não apenas por sua poesia, mas também por sua prosa igualmente cativante. "Tem sido um sucesso a abertura do Foyer, do Theatro da Paz, para saraus de poesia, com o ‘Chuva de Poesia’, onde homenageamos algum dos maiores escritores do Pará. Já tivemos o José Rodrigues Pinagé, e agora teremos Alonso Rocha, o príncipe dos poetas paraenses. E Alonso, que tem uma carreira maravilhosa, será saudado, sobretudo, por Juraci Siqueira, outro dos nossos grandes nomes aqui do Pará. Vai ser um sarau maravilhoso, vai ser uma delícia estar aqui na terça-feira, a partir das seis da tarde, e quero convidar a todos para abrilhantar essa noite também, depois das homenagens, fica aberto o microfone para que todos possam também declamar suas poesias, vai ser uma noite bonita", comentou entusiasmado Edyr Proença, diretor do Theatro da Paz. A importância de levar a poesia para o Theatro da Paz não se resume apenas ao reconhecimento dos talentos literários locais. O Theatro da Paz, como um dos mais emblemáticos espaços culturais de Belém, representa não apenas um palco físico, mas também um símbolo da riqueza cultural e histórica da cidade. Ao trazer a poesia para este cenário magnífico, o Sarau Chuva de Poesia não apenas enaltece os artistas locais, mas também reafirma o compromisso com a preservação e promoção da cultura paraense. O evento promete uma experiência única, onde os espectadores serão levados a uma viagem pelos ricos universos criados pelas palavras desses dois mestres da poesia paraense. Com suas obras que ecoam as vozes da Amazônia e celebram a riqueza cultural da região, Alonso Rocha e Antônio Juraci Siqueira prometem emocionar e inspirar todos os presentes. Alonso Rocha Raimundo Alonso Pinheiro Rocha, conhecido como Alonso Rocha, nasceu em Belém em 15 de dezembro de 1926, filho do renomado poeta Rocha Júnior e de Adalgiza Guimarães Pinheiro Rocha. Sua trajetória foi marcada por uma vida dedicada à poesia e à defesa das artes no Pará e além. Alonso Rocha, também chamado de "príncipe dos poetas", deixou um legado notável como poeta, escritor e defensor da cultura paraense. Casado com Rita Ferreira Rocha, foi pai de cinco filhos, entre eles, os médicos Sérgio Alonso e Nelson Alonso, Ângela Rosa, arquiteta, e Geraldo Alonso, engenheiro elétrico e eletrônico, além de Ronaldo Alonso, que faleceu em 1977. Além de sua prolífica produção poética, Rocha desempenhou um papel fundamental em instituições culturais e literárias. Ele ocupou a cadeira número 32 da Academia Paraense de Letras a partir de 22 de novembro de 1996, eleito em sucessão a Olavo Nunes e Bruno de Menezes, tendo como patrono o poeta Natividade Lima. Rocha participou ativamente da diretoria da Academia desde 1996 até o ano de seu falecimento, em 23 de fevereiro de 2010. Por profissão, Rocha foi bancário, atuando também no sindicalismo entre 1954 e 1976. Ele foi diretor do Sindicato dos Bancários do Pará e membro-fundador da Federação dos Bancários do Norte-Nordeste. Em reconhecimento ao seu talento e dedicação à literatura, Rocha foi agraciado com o título de IV Príncipe dos Poetas do Pará. A escolha ocorreu após uma consulta a um colégio eleitoral composto por 200 personalidades influentes nos círculos culturais, científicos e sociais do estado. Ele recebeu a comenda de 35 gramas de ouro em uma sessão solene no dia 21 de julho de 1989, durante o sesquicentenário de Machado de Assis, uma honraria oferecida pelo governo do Estado do Pará. Desde a adolescência, Rocha esteve envolvido com o mundo literário. Em 1942, fundou a Academia dos Novos em conjunto com Jurandyr Bezerra, Max Martins e Antônio Comaru Leal. Esse grupo atraiu jovens intelectuais da época, como Benedito Nunes, Haroldo Maranhão, Leonan Cruz, Raimundo Melo, Fernando Tasso de Campos Ribeiro, Arnaldo Duarte Cavalcante, Gelmirez Melo, Edmar Souza, Benedito Pádua, Otávio Blatter Pinho, Antero Soeiro, Eduálvaro Hass Gonçalves, Alberto Bordalo e Lúcia Clairefort Seguin Dias. Literários apontam a influência de Alonso Rocha na cena literária paraense e brasileira, e afirmam que sua poesia continua a inspirar e encantar leitores, mantendo viva a rica tradição literária da Amazônia e do Pará. Serviço: O "3º Sarau Chuva de Poesia" será nesta terça-feira (23), às 18h, no Foyer do Theatro da Paz. A entrada para o Sarau é gratuita, porém, devido à capacidade limitada do Theatro da Paz, é disponibilizado um número restrito de lugares, limitado a 50 pessoas por ordem de chegada. Portanto, para garantir seu lugar nesse evento imperdível, é recomendável chegar cedo e assegurar sua presença nessa noite de celebração da poesia e da cultura paraense. Texto de Úrsula Pereira / Ascom Theatro da Paz Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/53504/sarau-chuva-de-poesia-prestigia-escritor-alonso-rocha-no-theatro-da-paz Anterior Próximo
- Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz realiza concerto em homenagem à genialidade de Beethoven | Theatro da Paz
< Volte Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz realiza concerto em homenagem à genialidade de Beethoven Úrsula Pereira - Ascom/Theatro da Paz 24 de fev. de 2023 Nesta quinta-feira (25), às 20h, o Theatro da Paz será palco de uma noite de reverência à genialidade de Ludwig Van Beethoven. A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP) apresentará uma emocionante "Homenagem a Ludwig Van Beethoven", sob a regência do maestro Miguel Campos Neto, com a participação especial do talentoso violinista Justo Gutierrez. A iniciativa é do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Theatro da Paz e Academia Paraense de Música (APM), que prepararam uma programação especial. Durante os preparativos para um concerto dedicado ao icônico compositor, o maestro Miguel Campos Neto, regente da OSTP, compartilhou uma perspectiva singular sobre a profundidade da música sinfônica e o legado incomparável de Beethoven. Segundo Miguel, Beethoven ocupa um lugar de destaque entre os compositores para orquestra sinfônica, ao lado de nomes como Mozart, Brahms, entre outros frequentemente presentes nos repertórios das salas de concerto. Enfatizando a importância da diversificação do repertório sinfônico, Campos Neto ressaltou a relevância de resgatar obras esquecidas e reconhecer o talento das compositoras mulheres. Apesar disso, ele destacou que os clássicos imortais ainda exercem uma influência marcante nos palcos musicais. O maestro compartilhou sua experiência ao reger a Quinta Sinfonia de Beethoven, uma obra lendária que encapsula a essência da genialidade do compositor. “As emoções que a música de Beethoven transmitem são muitas, mas existem algumas, principalmente nessas composições em dó menor, que se ressaltam acima de outras. Uma delas é a tragédia e a outra delas é o heroísmo. Uma composição dele, exemplo perfeito disso, é a 5ª Sinfonia: muitas vezes você começa com aquele sentimento tempestuoso, trágico, que é o primeiro movimento, por exemplo, e você tem uma viagem, uma jornada musical, até você chegar ao quarto movimento, que em dó maior explode em uma espécie de júbilo heroico. Essa chegada jubilosa é muito importante, nos leva a perceber todas as emoções pelas quais você passa chegando lá. Então, esses sentimentos o público pode ter certeza de que vai perceber no toque da interpretação da nossa Orquestra Sinfônica”, explicou o maestro. A questão da autenticidade histórica na interpretação foi abordada com sabedoria pelo maestro. Ele enfatizou a importância de contextualizar a música de Beethoven para refletir as realidades acústicas e técnicas contemporâneas. Para Campos Neto, a busca por uma autenticidade flexível, que respeite a essência das obras enquanto se adapta ao presente, é essencial para uma interpretação significativa. No entanto, o aspecto mais comovente foi sobre a surdez de Beethoven. Campos Neto descreveu a tragédia por trás do gênio, destacando a luta do compositor para criar obras magistrais sem jamais ouvi-las sendo interpretadas. A imagem do compositor virando-se para o público, incapaz de ouvir os aplausos para sua própria obra-prima, ecoa como um testemunho doloroso da condição humana. "A surdez de Beethoven foi, sem dúvida, um grande desafio para ele, mas também é uma marca indelével de seu gênio. Compor sem a capacidade de ouvir é uma prova da verdadeira compreensão das estruturas musicais, tanto teórica quanto prática. No entanto, vejo essa condição não apenas como um desafio, mas principalmente como uma tragédia. Beethoven enfrentou esse desafio com maestria, produzindo composições grandiosas, talvez as maiores já escritas na história da música. No entanto, é trágico pensar que ele nunca pôde experimentar suas próprias criações sendo interpretadas. A história frequentemente contada sobre a estreia da 9ª Sinfonia exemplifica essa tragédia: ele terminou a peça sem saber, incapaz de ouvir os aplausos que o mundo lhe dedicava. Essa desconexão entre o criador e sua obra é profundamente comovente. A surdez de Beethoven representa não apenas um desafio superado pelo gênio, mas também uma tragédia que o impediu de desfrutar plenamente do reconhecimento de seu trabalho, tanto na interpretação quanto nos aplausos do público", explicou emocionado o maestro. Entre as peças selecionadas, temos primeiro uma abertura chamada Coriolano, que Beethoven escreveu como abertura de uma peça, conhecida como música incidental. É uma composição que transita entre a música sinfônica e a música de ópera, destinada ao palco, mas instrumental. Essa é a essência de Coriolano. Em seguida, temos o Concerto Número 3 para Piano. Beethoven compôs cinco concertos para piano, e este é o terceiro, representando o período mediano de sua composição. Beethoven passou por três períodos distintos: o inicial, o mediano e o final. Este concerto evidencia sua habilidade não apenas como compositor, mas também como pianista, uma carreira que iniciou desde tenra idade, quando seu pai o comparava a Mozart. E finalmente, temos a majestosa Quinta Sinfonia, uma das obras mais famosas já escritas, provavelmente. É interessante notar que todas essas composições são em dó menor. Esse detalhe é fascinante, pois dó menor permitia a Beethoven expressar seu lado heroico e tempestuoso, refletindo o conceito de Sturm und Drang, característico do início do romantismo. Beethoven, como sabemos, é um compositor de transição entre o classicismo e o romantismo. Serviço - O concerto promete mergulhar o público em um universo de sonoridades clássicas, destacando algumas das obras mais icônicas do compositor alemão. A entrada é franca, porém, para garantir seu lugar, é necessário retirar os ingressos a partir das 9h do dia 25 de abril, tanto pelo site TicketFácil quanto na bilheteria do Theatro da Paz, com limite de 02 unidades por pessoa. Não perca a oportunidade de vivenciar esta celebração da música clássica e do legado eterno de Beethoven. Texto: Úrsula Pereira - Ascom/Theatro da Paz Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/53582/orquestra-sinfonica-do-theatro-da-paz-realiza-concerto-em-homenagem-a-genialidade-de-beethoven Anterior Próximo
- 'Lucia di Lammermoor', de Gaetano Donizetti, é apresentada no XXII Festival de Ópera do Theatro da Paz | Theatro da Paz
< Volte 'Lucia di Lammermoor', de Gaetano Donizetti, é apresentada no XXII Festival de Ópera do Theatro da Paz Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 20 de set. de 2023 O centro da história da ópera 'Lucia di Lammermoor' é o romance impossível entre jovens de famílias rivais, mas o caminho é bem diferente de “Romeu e Julieta”. ‘Lucia di Lammermoor’, de Gaetano Donizetti (1797-1848) é baseada no romance ‘A Noiva de Lammermoor’, de sir Walter Scott (1771-1832), o foco principal é a loucura que toma conta da protagonista e, de certa forma, de todos ao seu redor. Este clássico, encenado desde 1835, é a última montagem operística que o XXII Festival de Ópera do Theatro da Paz apresenta ao público paraense nos dias 22, 24 e 26 de setembro, às 20h, no Da Paz, em três récitas. Com libreto de Salvatore Cammarano, ‘Lucia di Lammermoor’ se configura como uma obra do Bel Canto italiano, tipicamente romântica, movimento que imperou nas artes, inclusive na ópera, entre o final do século XVIII até meados do século XIX. Entre as principais características desse movimento, está a ênfase no caráter emocional e romântico de todas as matérias e aspectos da vida humana. Imbuída desse espírito, ‘Lucia di Lammermoor’ foi composta por Donizetti no estilo melodramático característico da ópera romântica italiana do início do século XIX. A história é ambientada na Escócia, no final do século XVII. A trama enfoca o turbulento romance entre Lucia Ashton e Edgardo di Ravenswood, único sobrevivente da família Ravenswood e inimigo mortal dos Ashtons. Trata-se de uma ópera trágica em três atos, que se inicia nos jardins do castelo de Ravenswood, antes pertencente a esta família, e agora usurpado pelos Ashtons. Lucia di Lammermoor tem uma das mais famosas cenas de loucura do mundo da ópera. Enganada pelo irmão, Enrico, Lucia acabou se casando com Arturo. Mas, a presença de Edgardo, seu verdadeiro amor, faz com que a jovem perceba o erro, mate o marido e enlouqueça de amor. À frente da regência, o maestro Miguel Campos Neto, que também assume a direção musical do espetáculo, acredita que “Lucia” é capaz de ganhar qualquer espectador (iniciado ou não) pelo coração. “Essa ópera é maravilhosa, com história muito passional e uma música encantadora e incrivelmente linda para solos, duetos, coros. Todo drama psicológico é ornamentado pela música” e continua. “É uma ópera muito importante para a nossa sociedade, assim como ela foi no século XIX. É a história de uma mulher forçada a se casar com um homem que ela não ama por causa de interesses da família, interesses pecuniários principalmente. E aí fica a pergunta, nós já superamos isso?”, questiona o Maestro. De acordo com o maestro Miguel Campos Neto, o pesquisador Guto Ó de Almeida, informou que na primeira fase da ópera em Belém do Pará ‘Lucia di Lammermor’ foi apresentada em doze temporadas, a partir de 1881. “Lucia di Lammermor é uma ópera que fez muito sucesso no Pará, foi muito aclamada pelo público paraense. E isso é muito bom, até porque eu tenho certeza de que vai acontecer mais uma vez, e vai conquistar o público. Ela não esteve na primeira temporada de Ópera do Teatro da Paz, que foi em 1880, mas na segunda ela já estava, em 1881”, e continuou. “Dessas doze temporadas, tem uma sequência de anos na qual ela foi apresentada todos os anos. Todo ano tinha Lucia di Lammermor, por seis anos seguidos em Belém. Então isso é aclamação popular”, finalizou o maestro. Em três récitas, o papel-título será cantado pela soprano Lyz Nardoto, que interpretará a personagem inspirada em Walter Scott (1771-1832). Ela fará uma jovem e nobre escocesa vitimada por uma intriga do irmão e que enlouquece de amor. É paraense o tenor Hélenes Lopes, radicado em Goiania (GO), interpretará Edgardo de Ravenswood, o inimigo da família pelo qual Lucia mantém uma paixão proibida e plenamente correspondida. O baixo alagoano Fellipe Oliveira, fará o papel do capelão Raimondo Bidebent. Já o barítono paraense Idaias Souto, será lorde Enrico Ashton, o irmão de Lucia (pronuncia-se "Lutchía", à italiana), que quer casá-la com lorde Arturo Bucklaw, interpretado pelo paraense Antônio Wilson. Para tanto, forja cartas que comprovariam a suposta infidelidade de Edgardo, de família inimiga por conta de desdobramentos de conflitos religiosos ocorridos no século 17. Fecham o elenco os brasileiros o tenor Alexsandro Brito, interpretando Normanno, e a mezzo-soprano Carolina Faria no papel de Alisa. Ficha Técnica Música: Gaetano Donizetti Libreto: Salvatore Cammarano Maestro: Miguel Campos Neto Maestro Assistente: Rafael Braga Direção de Cena: Bruno Berger Assistência de Direção: Jéssyca Meireles Figurino: Fernando Leite Assistência de Figurino: Ana Paula Araújo Mapa de Luz: Kuka Batista Cenografia: Carlo Alberto Dalarmelino Jr. Visagismo: Omar Júnior Regente do Coro: Vanildo Monteiro Pianista Correpetidor: Ana Maria Adade Legenda: Gilda Maia Direção de Palco: Claudio Bastos Contrarregra: Laura Rodrigues Elenco Lucia di Lammermoor: Lys Nardoto Edgardo: Hélenes Lopes Enrico: Idaías Souro Arturo: Antônio Wilson Raimondo: Fellipe Oliveira Normanno: Alexsandro Brito Alisa: Carolina Faria Valores dos ingressos: Plateia, varanda, frisas e camarotes de primeira ordem: R$70 • Inteira | R$35 • MeiaCamarotes de segunda ordem: R$50 • Inteira | R$25 • Meia Galeria: R$40 • Inteira | R$20 • Meia Paraíso: R$30 • Inteira | R$15 • Meia Proscênio PCD: R$35 • Meia Serviço: O espetáculo estreia no dia 22 de setembro e terá ainda mais duas récitas nos dias 24 e 26 de setembro, às 20h. Os ingressos já estão à venda na bilheteria do TP e por meio do site: www.ticketfacil.com.br . Dúvidas e informações sobre venda de ingressos: (91) 98590-3523. E-mail: bilheteriatdapaz@gmail.com . O Festival de Ópera do Theatro da Paz é uma realização do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) em parceria com o próprio Da Paz e Academia Paraense de Música (APM). O Festival de Ópera do Theatro da Paz é uma realização do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) em parceria com o próprio Theatro da Paz e Academia Paraense de Música (APM). A ópera Lucia di Lammermoor tem o apoio da Embaixada da Áustria em Brasil e do Consulado honorário da Áustria no Pará. Texto: Úrsula Pereira (Ascom Theatro da Paz) Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/47470/lucia-di-lammermoor-de-gaetano-donizetti-e-apresentada-no-xxii-festival-de-opera-do-theatro-da-paz Anterior Próximo
- Amazônia Jazz Band celebra a Consciência Negra em concerto no Theatro da Paz | Theatro da Paz
< Volte Amazônia Jazz Band celebra a Consciência Negra em concerto no Theatro da Paz Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 17 de nov. de 2023 Na segunda-feira, dia 20 de novembro, às 20h, o Theatro da Paz será palco de um evento especial que promete encantar os amantes da música e celebrar a cultura negra: o concerto da Amazônia Jazz Band, reconhecendo e valorizando os saberes e fazeres do povo negro, tão importantes na construção da rica cultura paraense. Em uma data tão significativa como o Dia da Consciência Negra, a intenção é não apenas celebrar a importância da cultura negra na formação do povo brasileiro, mas também promover uma reflexão profunda sobre a ancestralidade africana, essencial para a identidade do país e do Estado do Pará. De acordo com Elias Coutinho, maestro titular da Amazônia Jazz Band, o repertório é formado por nove músicas, mas, tem somente seis compositores: Pixinguinha, Stevie Wonder, Arturo Sandoval, Paulo André Barata e Gordon Godwin. Compositores que trabalham estilos que têm uma relação direta com as matrizes africanas. “Além de fazermos música desses grandes compositores que foram literalmente os precursores dos estilos musicais que nós conhecemos hoje, afinal, o que seria o Choro sem Pixiguinha? O que seria o Jazz sem Louis Armstrong ou mesmo Sidney Bechet? O que seria do Pop Internacional, mas ainda bebendo ali do Jazz, sem Steve Wonder? Mesmo com todo o preconceito de sua época, esses músicos conseguiram vencer e fazer música”, diz. “Olhando para o passado, será que não teríamos muito mais música? Será que não teríamos muito mais inovação se o mundo não tivesse passado por essa tragédia que foi a escravidão? Então, para que justamente erros do passado não voltem a acontecer, eu acredito que é fundamental que nós tenhamos a consciência da valorização humana e, acima de tudo, da dívida que a população, que a humanidade tem com o povo preto”, explica Elias Coutinho. A Amazônia Jazz Band, pela sua qualidade musical e energia contagiante, trará ao público uma performance que mescla elementos do jazz e ritmos regionais paraenses. Com sua formação composta por músicos talentosos e reconhecidos, a banda promete levar o público a uma viagem sonora única, repleta de improvisações, harmonias sofisticadas e influências da cultura afro-brasileira. Para Elias Coutinho, todo dia é dia de celebrar a cultura negra. “Quando tocamos música popular, de maneira geral, nós precisamos olhar para essa música como uma música que fala diretamente com a periferia, que vem da periferia, que vem justamente desse povo que foi tão hostilizado, que foi tão malvisto e maltratado. A consciência negra, precisa ser tratada todos os dias”, finalizou. Serviço: O concerto da Amazônia Jazz Band, acontece nesta segunda-feira (20), às 20h, no Theatro da Paz. Os ingressos serão disponibilizados no dia do evento, a partir das 9h, na bilheteria do TP e custarão R$ 2,00 (dois reais), duas unidades por pessoa/CPF e pelo site www.ticketfacil.com.br . Texto: Úrsula Pereira (Ascom Theatro da Paz) Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/49135/amazonia-jazz-band-celebra-a-consciencia-negra-em-concerto-no-theatro-da-paz Anterior Próximo
- Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz faz apresentação especial para estudantes | Theatro da Paz
< Volte Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz faz apresentação especial para estudantes Por Amanda Engelke (SECULT) 12 de nov. de 2024 Cerca de 300 alunos assistiram o Concerto Didático com repertório de músicas do cinema Na manhã desta terça-feira, 12, a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP), fez uma apresentação dedicada a estudantes. O concerto com repertório "músicas de cinema" foi pensado, especialmente, para cerca de 300 alunos das escolas Seeds Bilingual Education, Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio, EEFM, Renato Pinheiro Condurú, e Centro de Estudos e Aprendizagem Integral, Ceai. O repertório incluiu canções de trilhas sonoras de filmes como Missão Impossível, Harry Potter, Indiana Jones, Rocky, Superman e Star Wars. "Sempre é um prazer tocar para estudantes, espero que isso aconteça muitas outras vezes, porque nem sempre eles têm acesso a esse tipo de repertório, a esse ambiente do teatro, talvez seja a primeira vez que alguns estejam entrando aqui. Então eu acho que é uma iniciativa muito importante para trazê-los para perto da gente, para conhecer a OSTP, o Theatro da Paz, para cultura de forma geral", afirma o maestro assistente da OSTP, Agostinho Fonseca Jr. Sobre o repertório, o maestro fala sobre a intenção da escolha. "Conheço várias pessoas que começaram a estudar música, tocar um instrumento, após assistir uma orquestra e ficarem encantados. Hoje são músicos profissionais, integrantes de outras orquestras, por isso também, a gente tentou trazer um repertório um pouco mais recente, algo que eles já conheçam e possam se conectar realmente com a música". A professora do Ceai, Marta Rocha, agradeceu pela oportunidade de levar seus alunos ao Concerto Didático. "Foi um momento muito especial para as crianças, tanto na parte de conhecimento, ver coisas novas, tanto quanto na parte cultural, poder levar os nossos alunos para terem contato com a música e com esse ambiente magnífico da arte da nossa cidade, o Theatro da Paz". "Achei a apresentação incrível, eu amo escutar música e todas foram muito emocionantes. Além disso, fiquei muito emocionada também por estar aqui pela segunda vez e ouvir todas as informações que passaram para vermos os instrumentos, foi maravilhoso, eu gostei bastante", conta a estudante da EEFM, Renato Pinheiro Condurú, Yasmin Batista, de 15 anos. Texto: Juliana Amaral, Ascom Secult Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/61292/orquestra-sinfonica-do-theatro-da-paz-faz-apresentacao-especial-para-estudantes Anterior Próximo
- Sinfônica do Theatro da Paz apresenta concerto em homenagem ao Dia Internacional da Mulher | Theatro da Paz
< Volte Sinfônica do Theatro da Paz apresenta concerto em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 7 de mar. de 2023 Evento terá início às 20h e contará com a regência da maestrina convidada, Maria Antonia Jiménez Nesta quarta-feira (08), em alusão ao Dia Internacional da Mulher, a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP) realiza um concerto especial dedicado às mulheres, sob a regência da maestrina convidada, Maria Antonia Jiménez. O concerto terá início às 20h, no Theatro da Paz, em Belém. A realização é do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), em parceria com Theatro da Paz e a Academia Paraense de Música (APM). Entre os compositores apresentados está a pianista francesa Cécile Chaminade. Ela viveu entre 1857 e 1944, nasceu em Paris e morreu em Marseille. Desde muito jovem já demonstrava seu talento para compor. A peça que será executada ‘Concertino para Flauta e Orquestra, Op. 107’ é muito tocada hoje em dia, feita para flauta e orquestra, mas também é executada em piano e será solada por Clara Nascimento, chefe do naipe de flautas da OSTP. De acordo com Maria Antonia Jiménez, a primeira parte do concerto será a homenagem principal pelo Dia Internacional da Mulher. “Essa peça será solada por uma mulher e vai ser regida por uma mulher. Ser convidada para reger a OSTP é sempre maravilhoso. É uma honra pela orquestra e pela data. Então, eu estou realmente muito feliz e grata”, disse Jiménez. A apresentação também contará com obras de Franz Joseph Haydn (1732-1809), um dos mais importantes compositores do período clássico. Personifica o chamado "classicismo vienense" ao lado de Mozart e Beethoven, conhecidos como "Trindade Clássica Vienense". A segunda peça que será executada é a ‘Sinfonia 82’ de Joseph Haydn, a primeira de uma série de cinco sinfonias que ele dedicou à França. Haydn é chamado de "Pai da sinfonia", pois foi quem começou a desenvolver o gênero e escreveu mais de cem sinfonias. Também foi considerado um dos autores mais importantes e influentes da história da música erudita ocidental, com uma carreira que cobriu desde o fim do Barroco aos inícios do Romantismo. A terceira peça, de um outro clássico, Mozart (1756-1791), músico e compositor austríaco. Considerado um dos maiores nomes da música erudita, e um dos compositores mais importantes da história da música clássica. A OSTP vai interpretar ‘Sinfonia Concertante’, que terá além da orquestra, quatro solistas das madeiras. Joás Saraiva, no oboé; João Marcos Palheta, no clarinete; Samuel Rosa, no fagote e Fabrício Santos, na trompa. Maria Antonia Jiménez - Natural de Santiago de Cuba, iniciou seus estudos musicais aos sete anos, na Escola Vocacional de Artes na cidade de Guantánamo, na especialidade de piano. Em 1978, entrou para o curso de Regência Coral na Escola Nacional de Artes em Havana. Iniciou o nível superior de Regência Coral na Rússia, em 1987, no Conservatório Estatal de São Petersburgo “Rimsky Kórsakov” e, em 1993, recebeu por esta instituição, o título de “Máster of Fine Arts” (Mestrado) na Especialidade: Regência Coral, Pedagoga. Em 1995, a convite da professora Glória Caputo, superintendente da Fundação Carlos Gomes, passou a ministrar aulas de canto coral e fundou o Coro Carlos Gomes, com o qual se inseriu ativamente, desde o início de sua inserção no cenário cultural paraense. Realizou um intenso trabalho de disseminação da música coral, com um repertório eclético, abrangendo todos os estilos da música erudita, tanto a capela quanto sinfônica- coral, interpretando também música popular, folclórica e contemporânea. Participou das mais diversas e importantes atividades culturais, eventos públicos de caráter beneficente e de inúmeras solenidades políticas, comemorações, inaugurações, congressos e convenções de todo tipo. Entretanto, a sua principal contribuição enquanto regente do Coro Carlos Gomes deu-se por meio de sua participação em festivais e concursos, representando o Brasil na Europa em mais de uma ocasião, com nove performances premiadas nos Concursos Internacionais para coros dos quais participou, em países como: Itália, Grécia e Áustria. A convite do reconhecido poeta e professor João Jesus de Paes Loureiro, em 1999, ocupou a função de pesquisadora de música no Instituto de Artes do Pará (IAP). Em 2007 e 2008, a convite do Maestro Luiz Fernando Malheiro, foi a maestrina coral responsável pela preparação do coro lírico do teatro de Manaus para o Festival Internacional de Ópera de Manaus. Por indicação do Maestro Abel Rocha, atuou como maestrina e diretora artística do Coro Profissional da Camerata Antiqua de Curitiba, entre 2013 e 2014. Em maio de 2019, foi convidada pelo maestro Miguel Campos Neto para reger a OSTP, junto ao Coro Carlos Gomes. A convite da diretoria do Theatro da Paz, em 2021 regeu a “Missa Cubana” do compositor José Maria Vitier. Em 2022, participou junto ao Coro Carlos Gomes, de duas das produções do Festival de Óperas do TP: a “Ópera dos Terreiros” de Aldo Brizzi e “Armide” de J.B. Lully. Maria Antonia Jiménez tem recebido algumas importantes condecorações públicas, como o título “Cidadão do Pará” da ALEPA; da Prefeitura de Belém a comenda “Francisco Caldeira Castelo Branco”; da Fundação Carlos Gomes a Medalha pelos 120 anos do Conservatório Carlos Gomes, entre outros. Clara Nascimento - Chefe de naipe de flautas da Orquestra sinfônica do Theatro da Paz, natural de Salvador-Bahia, Clara Nascimento é bacharel em música pela Universidade Federal da Bahia e mestre em música pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em ambas as formações, possui habilitação em flauta transversal e como mestre, acrescenta-se à linha de psicologia da música no âmbito da pesquisa. Em sua trajetória musical, realizou turnês internacionais como flautista e piccolista da Orquestra Jovem da Bahia, nos anos de 2010, 2014 e 2016, tocando em salas de concerto como: Queen Elizabeth Hall (Londres), Sala Santa Cecilia (Roma), Grande Auditório do Centro Cultural (Lisboa), entre muitas outras. Durante esse período junto à orquestra, acompanhou nomes como: Midori Goto, Martha Argerich, Maria João Pires, Ricardo Castro, Maxim Vengerov, Benoit Fromanger, Lang Lang e as irmãs Labèque. Elenca-se um destaque pontual, com a sua participação no aniversário de 69 anos da ONU, em 2014, onde a convite da Fundação Lang Lang, somou-se à orquestra sinfônica latino-americana em comemoração à ocasião, em Nova York, junto a jovens do Brasil, Colômbia, Venezuela e EUA. Além da sua jornada como musicista sinfônica, participa de festivais nacionais como: Poços de Caldas, Campos de Jordão, Femusc - em Santa Catarina e o simpósio Performus, em Florianópolis, dando ênfase à pesquisa em psicologia da música com a temática “potencialidades cognitivas musicais”. Programa CÉCILE CHAMINADE (1857-1944)Concertino para Flauta e Orquestra, Op. 107Flauta solo: Clara Nascimento W. A. MOZART (1756-1791)Sinfonia Concertante para em Mi bemol Maior, K. 297bI. AllegroII. AdagioIII. Andantino con Variazioni Oboé solo: Joás SaraivaClarinete solo: João Marcos PalhetaTrompa solo: Fabrício SantosFagote solo: Samuel Rosa F. J. HAYDN (1732-1809)Sinfonia N° 82 em Dó MaiorI. Vivace assaiIII. Menuet - Trio. Un poco allegrettoIV. Finale. Vivace assai Serviço: Concerto da OSTP em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, sob a regência de Maria Antonia Jiménez Data: 08 de março, às 20h Local: Theatro da Paz Os ingressos podem ser adquiridos no site ticketfacil.com.br ou na bilheteria do Da Paz a partir das 9h da manhã do dia 08, no valor de R$ 2,00. Dois ingressos por CPF. Com informações de Úrsula Pereira/Ascom Theatro da Paz Anterior Próximo
- OSTP recebe, em mais um concerto de temporada, o Festival Interativo de Música e Arquitetura | Theatro da Paz
< Volte OSTP recebe, em mais um concerto de temporada, o Festival Interativo de Música e Arquitetura Úrsula Pereira (Ascom do Theatro da Paz) 15 de nov. de 2023 Em mais um concerto gratuito da temporada 2023, a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP), sob regência de Miguel Campos Neto e com a participação dos solistas Thaina Souza (soprano), Carolina Faria (mezzosoprano), Marcio Carvalho (tenor) e o violinista Justo Gutierrez, recebe nesta quinta-feira (16), no Theatro da Paz, a terceira edição do Fima - Festival Interativo de Música e Arquitetura, que homenageia os teatros históricos do Brasil, promovendo uma convergência lúdica entre música e arquitetura em alguns dos mais importantes templos da arte e da cultura brasileira. Os comentários serão realizados pelo professor e doutor Aldrin Figueiredo. A iniciativa é do Governo do Estado do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), do Theatro da Paz e da Academia Paraense de Música (APM). O Fima, em sua edição anterior, homenageou o Palácio Lauro Sodré, e agora saúda outra joia arquitetônica da cidade, o Theatro da Paz, que reflete toda a riqueza do ciclo da borracha no Brasil, exibindo em sua fachada o esplendor de sua arquitetura neoclássica, colunas imponentes e detalhes ornamentais - que evocam a grandiosidade das casas de ópera e antigos teatros do velho continente. De acordo com o Miguel Campos Neto, maestro titular da OSTP, um dos objetivos mais importantes desse concerto é fortalecer ainda mais essa conexão afetiva do público com o Theatro da Paz, que é um patrimônio histórico brasileiro. “Essa parceria com o Fima nos possibilitou criar um repertório cuidadosamente pensado para que, por meio da música e da arquitetura, transportemos o público a uma viagem multissensorial pelos diferentes momentos de nossa história, unindo o passado, o presente e o futuro. Será uma jornada de reconhecimento e apreciação do nosso Theatro da Paz, símbolo de orgulho de todos nós paraenses”, afirma Campos Neto. O 4º concerto da nova edição do Fima terá a apresentação de um repertório musical especialmente pensado para dialogar com os 145 anos da arquitetura, da arte decorativa e da história desse espaço único, testemunho vivo da história cultural e social de Belém e do Brasil. O Programa e a História do Theatro da Paz - O concerto inicia com ‘Floresta Amazonas’, de Heitor Villa-Lobos, celebrando o espírito da Amazônia que vive no Theatro da Paz, palco maior da cultura amazônica paraense que, também se vê representada, por exemplo, na arte decorativa do plafond (o teto da Sala de Espetáculos). De Domenico de Angelis, de estilo rococó, a pintura combina personagens míticos greco-romanos com representações estilizadas de índios em meio à fauna e flora da região; ou na "Alegoria da República", de Chrispim do Amaral, onde Tapuios (indígenas que não pertenciam ao tronco tupi guarani) são integrados à cena, demonstrando a diversidade e riqueza cultural do Brasil. A próxima obra do programa transportará a plateia para 7 de agosto de 1880, quando se apresentou a primeira ópera no Theatro da Paz. Sob a direção da renomada Companhia Lírica Italiana, liderada pelo empresário Tomás Passini, os acordes iniciais da ópera "Ernani" de Giuseppe Verdi ecoaram pelas paredes ornamentadas do teatro. A soprano dramático Filomena Sávio, com sua voz poderosa e cativante, levou o público ao mundo de paixão e drama da ópera, ao cantar a ária ‘Surta è la notte... Ernani Involami’, que, neste concerto, será ouvida na voz da virtuosa cantora lírica belenense Thaina Souza. Ernani também esteve presente no Theatro da Paz após a reforma de 1887 a 1890. Na reabertura do teatro, a companhia lírica internacional, organizada pelo compositor belenense José Cândido da Gama Malcher, vencedor de uma concorrência pública para empresariar a temporada de reestreia, apresentou esta ópera novamente. No entanto, a montagem foi marcada por paixões divididas da plateia. Apesar de ser amplamente aplaudida, a apresentação conheceu a resistência dos pateadores (vaiadores que batiam seus pés fazendo uma grande algazarra). O próprio Gama Malcher, que tinha grande prestígio social e político na capital, foi alvo de vaias nesta nova estreia de "Ernani", no dia 10 de agosto de 1890. Esses episódios refletem a efervescência cultural e social da época, mostrando que o Theatro da Paz não era apenas um espaço de apresentações, mas também um palco de manifestações e emoções do público. Em 1882, dois anos após a estreia de “Ernani”, Belém recebe novamente a Companhia Lírica Italiana de Tomás Passini, agora contratada pelo maestro paraense José Cândido da Gama Malcher. O destaque dessa temporada foi a presença do renomado compositor Carlos Gomes. Durante essa temporada, o maior nome da música brasileira do segundo reinado, estreou em terras paraenses com a ópera "Salvator Rosa", da qual será ouvida neste concerto a abertura, e regeu "O Guarani", que integra o programa através da apresentação da ‘Sento una forza indomita’, interpretada pela soprano Thaina Souza e pelo tenor Marcio Carvalho. A presença de Carlos Gomes na cidade foi marcada por inúmeras honrarias e homenagens que vieram do governo, grupos de estudantes, associações artísticas, particulares e da imprensa. Nascido em 02 de novembro de 1853, em Belém do Pará, José Cândido da Gama Malcher fez sua formação na Itália, quando em 1876 ingressou no Conservatório de Milão. Foi lá que se tornou amigo de Carlos Gomes e esteve presente na estreia da ópera "Maria Tudor", do compositor de Campinas, da qual será ouvida a ária ‘Ogni rumor di passi’, na voz da mezzo-soprano Carolina Faria. Foi em 1881 que o compositor recebeu de seu pai, o médico e presidente do legislativo provincial José da Gama Malcher, a incumbência de contratar esta companhia lírica para a terceira temporada do Theatro da Paz. Assim retornou ao Brasil em 1882, acompanhando a Companhia Lírica e de seu amigo Carlos Gomes. De Malcher, será apresentada a abertura de sua segunda ópera "Iara", estreada no Theatro da Paz em 1895, baseada no poema do escritor italiano Stradelli, que narra o encantamento que Iara exerce sobre os homens, atraindo-os para o seu reino na profundeza das águas. Um dos mais notáveis compositores paraenses do século XIX, Henrique Eulálio Gurjão, teve uma formação musical sólida financiada pelo Governo da Província do Pará, que o enviou para Europa para estudar em Roma e em Gênova no Instituto Santa Cecília. Em 1861, volta ao Pará, onde passa a desenvolver grande atividade como professor e músico, passando a contribuir significativamente para o cenário musical deste Estado. Dele, será recitada a canção ‘Lembrança’, interpretada também pela mezzo-soprano Carolina Faria. Terminando a primeira parte do concerto, "Fantasia para Violino e Orquestra" de Octávio Meneleu Campos, ilustre compositor e regente brasileiro, nascido em Belém do Pará, em 1872. Seu interesse pelo violino foi despertado após contato com o violinista baiano Adelino Francisco do Nascimento. Ao retornar a Belém, agora com formação no Real Conservatório de Música de Milão, sob a orientação de Vincenzo Ferroni, assumiu a direção do Instituto Carlos Gomes, onde promoveu reformas significativas e intensificou a cena musical de Belém. Suas óperas, peças orquestrais e de câmara são um legado para a música paraense e um testemunho de sua genialidade e versatilidade. Neste concerto, a Orquestra será acompanhada pelo violinista Justo Gutierrez. A segunda parte do programa começa trazendo a obra de outro importante compositor belenense, Paulino Lins de Vasconcelos Chaves. Nascido em 1881, estudou no Instituto Nacional de Música (INM) e posteriormente, na Alemanha, onde aprimorou seus conhecimentos musicais. Ao retornar ao Brasil, Paulino Chaves desempenhou um papel significativo na cena musical de Belém, atuando como professor e diretor do Instituto Carlos Gomes. Sua produção composicional abrangeu diversas obras, incluindo peças para piano e música de câmara. Sua obra ‘Prelúdio e Fuga em dó maior’, que será apresentada neste concerto, foi composta entre os anos de 1937 e 1939, quando ocupava a posição de docente em piano no Instituto Nacional de Música (INM). Foi escrita em memória do professor de piano de Paulino, Robert Teichmüller, que havia falecido um mês antes da composição dessa obra. A peça demonstra a influência do estilo barroco, especialmente no que se refere ao rigor e tratamento dos elementos principais em um ambiente tonal, remontando às fugas do século XVIII. Nesta obra, na qual se pode apreciar a maestria de Paulino Chaves na arte da fuga, o programa propõe um diálogo com a perspectiva barroca na qual as casas de ópera, como o Theatro da Paz, se inspiram. Uma estética repleta de símbolos, ornamentos e efeitos que encantam e surpreendem. Em seguida, “As Lendas Amazônicas”, de Waldemar Henrique, onze canções originalmente redigidas para canto e piano, que mostram a exuberância da Amazônia na música desse virtuoso compositor do Pará. Suas melodias sincopadas e escolhas melódicas e harmônicas, se fundem ao texto de forma única, num delicado equilíbrio entre a música erudita, popular e folclórica. O carinho do compositor com sua terra natal, unido à sua formação acadêmica, se manifesta nessas obras inspiradas na cultura amazônica. Três canções deste ciclo serão apresentadas: ‘Uirapuru’, ‘Tamba Tajá’, na voz da mezzosoprano Carolina Faria, e ‘Foi boto, Sinhá’, com a soprano Thaina Souza. O próximo compositor belenense do programa é Altino Rosauro Salazar Pimenta. Nascido em 3 de janeiro de 1921 na cidade de Belém, sua paixão pela música se manifestou desde muito cedo. Aos 7 anos, iniciou seus estudos e em 1940, aconselhados pelos professores, os pais de Altino lhe enviam ao Rio de Janeiro para complementar seus estudos musicais, onde permaneceu por doze anos. Sua primeira composição, ‘Estrela’, de 1943, que será interpretada na voz da soprano Thaina Souza, foi apenas o começo de uma carreira dedicada não só à composição musical, mas ao piano e ao ensino da música. Ao longo de sua trajetória artística, contribuiu significativamente para a cena musical brasileira. Em Belém, dirigiu a Escola de Música da Universidade Federal do Pará (Emufpa) e fundou o Encontro de Arte (Enarte). Composta em 1949, ‘A Canção Minha Saudade’ é um hino sentimental de Santarém, do compositor Wilson Dias da Fonseca. Conhecido como maestro Izoca, nasceu em Santarém, Pará, em 17 de novembro de 1912, sendo reconhecido como um dos maiores compositores paraenses do século XX, ao lado de figuras como Waldemar Henrique e Altino Pimenta. Sua extensa produção musical, que abrange mais de 1600 composições e arranjos, reflete a riqueza cultural da Amazônia. Desde jovem, Fonseca demonstrou uma aptidão notável para a música, transitando entre o erudito e o popular. Suas obras capturam o imaginário amazônico, incluindo cantigas, lendas e crendices, tornando-o uma figura central na preservação da cultura e história de Santarém. Jaime Thomaz de Araújo Ovalle, que assina a penúltima obra deste programa, nasceu em Belém do Pará, em 5 de agosto de 1894. Compositor, pianista e boêmio notório, Ovalle era conhecido por sua personalidade carismática e talento musical. ‘Azulão’, com letra de Manuel Bandeira, é talvez sua composição mais famosa e é frequentemente interpretada por cantores líricos em todo o mundo. O concerto se encerra voltando a Carlos Gomes, que faleceu em Belém em 1896. Essa figura central na história da música clássica do Brasil, especialmente reconhecido por suas óperas, que combinam influências europeias com elementos da música brasileira, tem na ópera "Il Guarany" (O Guarani), um de seus mais célebres trabalhos. Baseada no romance "O Guarani" de José de Alencar, a ópera foi composta em 1870 e rapidamente ganhou reconhecimento internacional, sendo a primeira ópera de um compositor brasileiro a ser apresentada no Teatro alla Scala, em Milão, um dos mais prestigiados teatros de ópera do mundo. A Abertura Orquestral de "O Guarani" é particularmente notável e frequentemente executada como uma peça independente em concertos. Esta abertura é uma síntese magistral do drama e da paixão da ópera, introduzindo temas que serão desenvolvidos ao longo da obra. Ela começa com uma fanfarra poderosa e triunfante, seguida por seções mais líricas e melódicas que evocam a paisagem brasileira e a trama romântica da história. A habilidade de Carlos Gomes em mesclar influências europeias com ritmos e melodias brasileiras é evidente nesta abertura, tornando-a uma peça representativa tanto de sua habilidade composicional, quanto de sua identidade brasileira. Serviço: Concerto da OSTP em parceria com o Fima Dia: Dia 16 de novembro de 2023, quinta-feira Horário: 20h Local: Theatro da Paz Os ingressos podem ser adquiridos no dia do concerto neste site , a partir das 9h, e na bilheteria do Da Paz a partir das 18h. A venda é limitada a dois ingressos por pessoa. Texto: Úrsula Pereira - Ascom/Theatro da Paz Via Agência Pará: https://agenciapara.com.br/noticia/49065/ostp-recebe-em-mais-um-concerto-de-temporada-o-festival-interativo-de-musica-e-arquitetura Anterior Próximo
- Ópera Lucia di Lammermoor | Theatro da Paz
Confira mais sobre a Ópera Lucia di Lammermoor dentro da Programação do XXII Festival de Ópera do Theatro da Paz. 1/1 Visão da Obra Por Miguel Campos Neto Belém do Pará é uma cidade que tanto aponta para o futuro como celebra o seu passado rico e histórico. O movimento lírico no estado acompanha essa tendência, e o Festival de Ópera deste ano é um exemplo disso. Das três óperas apresentadas, duas foram contemporâneas e de compositores brasileiros (O Auto da Compadecida, com música de Tim Rescala e história baseada em Ariano Suassuna, e O Menino Maluquinho, com música de Ernani Aguiar e história baseada em Ziraldo), mas a terceira é Lucia di Lammermoor, uma ópera do cânone do repertório lírico mundial. Esta obra-prima de Donizetti, um dos maiores expoentes do Bel Canto, tem uma relação muito curiosa com a capital paraense. Na primeira fase da ópera no Theatro da Paz, que foi de 1880 a 1907, Lucia foi encenada em nada menos que 12 temporadas. Se imaginarmos que cada temporada exibia uma ópera em várias récitas, chegaremos à conclusão de que esta partitura foi bastante ouvida na virada do século XIX para o XX. Importante notar é que várias dessas temporadas eram promovidas e organizadas por diferentes empresários e executadas por diferentes companhias de músicos, geralmente vindos da Itália. Então, por que tantas vezes Lucia? Porque esta ópera era certeza de grande público e grande sucesso. Era uma favorita do público paraense que, ano após ano, queria escutar e acompanhar o desenrolar da trama baseada na obra de Walter Scott. Lucia gozava de um prestígio que apenas alguns títulos de Verdi, como Ernani, Trovador e Traviata, rivalizavam. O drama de Lucia é universal e atual, pois fala de uma mulher forçada ao casamento com um homem que não ama por interesses da família, enquanto seu amado, Edgardo, se crê traído por ela. Lucia é pressionada por todos os lados e compreendida por ninguém. Os elementos mais fortes da sociedade da época - tradição, honra, dinheiro, Igreja (representada pela personagem de Raimondo) - estão presentes e, longe de fazer da obra uma peça de museu, esses elementos a tornam mais atual e relevante do que nunca. O ouvinte atento também perceberá que esta ópera tem um elemento espiritual, por vezes fantasmagórico, muito forte. Antes mesmo do drama se desenrolar, duas mortes são mencionadas: a da mãe de Lucia e a de uma jovem morta perto de um poço, cujo fantasma aparece para a nossa protagonista. A música de Donizetti acompanha a cada linha do texto e pinta as cenas em cores vívidas para o espetáculo ficar completo, como a ópera deve ser. O grande sucesso que Lucia fez naqueles primeiros anos de ópera no nosso Teatro foi seguido de um silêncio sepulcral, pois desde 1906 esse título não retorna a Belém. Então, que as cortinas se abram neste momento histórico que você está presenciando: a volta triunfal de Lucia di Lammermoor aos palcos do Theatro da Paz. Bom espetáculo a todos! Ficha Técnica Conheça os artistas que fazem a mágica da ópera Lucia di Lammermoor acontecer! Alexsandro Brito "Normanno" Conheça Ana Maria Adade Pianista Conheça Antônio Wilson "Arturo" Conheça Bruno Berger-Gorski Diretor da Ópera Conheça 1 2 3 4 5 1 ... 1 2 3 4 5 6 ... 6 Acesse o Programa Acesse
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